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PEREGRIÇÃO "CAMINHOS DE SÃO PAULO"

  Queridos irmãos e irmãs   O Cristianismo nasceu na Terra Santa, mas graças ao ardor missionário de...

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COMENTÁRIOS DAS LITURGIAS

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33º DOMINGO DO TEMPO COMUM 33º DOMINGO DO TEMPO COMUMPr 31,10-13.19-20.30-31 / Sl 127 / 1Ts 5,1-6 / Mt 25,14-30   A consciência de que a nossa história pessoal e de toda humanidade caminha, não para o caos ou para a destruição, mas sim para a manifestação da glória de Deus, nos convida a refletir sobre a responsabilidade que temos para que nela se realize o projeto divino. Influenciados pelo espírito de individualismo e egoísmo presente em nossa cultura, somos tentados a usar os dons recebidos de Deus somente em proveito próprio, para realizar nossos planos particulares, não nos importando com o bem comum. O desleal espírito de competitividade predominante em nosso mundo estimula a vitória individual e não o crescimento coletivo, comunitário. Com a parábola dos talentos, Jesus ensina-nos que as qualidades que temos são dons concedidos por Deus, os quais devemos usar para que Seu Reino se concretize no meio do mundo. Aos dois empregados que se emprenharam em frutificar os talentos recebidos, que foram fiéis no pouco, foi-lhes confiado ainda mais. Mas o empregado preguiçoso, que enterrou os talentos, foi-lhe tirado o que tinha. Não se trata de uma atitude de exclusão, mas uma forma de mostrar que, quanto mais nos empenhamos no serviço ao Senhor, mais oportunidade temos de crescer na santidade e no amor de Deus. Já quando cruzamos os braços e não nos empenhamos em servir o Senhor, vamos nos afastando sempre mais de Seu amor e perdendo o vínculo de comunhão com Ele. Ao mostrar que os empregados receberam uma quantidade diferente de talentos, Jesus mostra que Deus não concede os mesmos dons para todos, mas os distribui de acordo com Sua sabedoria. E tampouco espera de nós além daquilo que Ele mesmo nos concedeu. Cada um, de acordo com os dons recebidos, é chamado a fazê-los frutificar,...
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32º DOMINGO DO TEMPO COMUM 32º DOMINGO DO TEMPO COMUMSb 6,12-16 / Sl 62 / 1Ts 4,13-18 / Mt 25,1-13   Ao nos aproximarmos do final do ano litúrgico, a Palavra de Deus convida a meditar sobre o rumo que damos para nossa vida e para nossa história. São Paulo, em sua Primeira Carta aos Tessalonicenses dá a certeza de que o destino de toda a humanidade é estar com o Senhor. Respondendo à uma inquietação da comunidade sobre o destino daqueles que já tinham morrido, se participariam ou não da ressurreição por ocasião da vinda gloriosa do Senhor, São Paulo confirma que todos, vivos ou mortos, ressuscitarão com Cristo. Essa certeza de que o destino de nossa vida é o encontro com o Senhor em sua glória retira da morte seu caráter definitivo, mas também nos convida a viver nossa existência neste mundo com os olhos voltados para a eternidade. Esse é o sentido da parábola das jovens previdentes e imprevidentes que Jesus nos apresenta, convidando-nos a viver em estado de vigilância. Partindo dos costumes da cerimônia de casamento judaico, na qual formava-se um cortejo de jovens para receber o noivo, Jesus destaca duas atitudes diferentes: algumas jovens, conscientes de que o noivo poderia atrasar, levam óleo sobressalente, e outras, que se deixando envolver pela alegria do momento presente, não pensaram no futuro e levaram apenas as lâmpadas. A rejeição em partilhar o óleo não indica egoísmo das jovens previdentes, mas a responsabilidade de cada um com sua história e com as atitudes que toma em cada momento da vida. Não podemos responsabilizar ninguém pelas escolhas que fazemos livremente em nossa vida, e devemos ter consciência que tais escolhas trazem consequências muitas vezes irreversíveis, simbolizadas na porta fechada e na recusa do noivo em abri-la. Essa exortação de Jesus, para que vivamos em atitude...
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30º DOMINGO DO TEMPO COMUM 30º DOMINGO DO TEMPO COMUMEx 22,20-26 / Sl 17 / 1Ts 1,5-10 / Mt 22,34-40   O Evangelho deste domingo destaca a vivência do amor como o caminho sublime para sermos fiéis à aliança com Deus. No contexto das controvérsias com os chefes do povo, novamente estes procuram uma maneira de fazer Jesus negar o projeto do Reino de Deus. Desta vez são os fariseus, que questionam sobre o maior mandamento da Lei, já que para eles o Messias seria aquele que cumpriria a Lei em sua plenitude, especialmente as normas do puro e do impuro. Consciente de que os preceitos de pureza gerava a exclusão de muitas pessoas da graça da salvação, Jesus resume toda a Lei de Deus na prática do amor, resgatando a essência dos ensinamentos do Antigo Testamento: o amor a Deus (cf. Dt 6,5) e o amor ao próximo (cf. Lv 19,18). Nas palavras do próprio Jesus, toda a Lei e todos os profetas, ou seja, todos os ensinamentos da Antiga Aliança dependem desses dois mandamentos. Embora o mandamento do amor a Deus seja apresentado em primeiro lugar, ele não pode ser desvinculado do amor ao próximo, pois como ensina São João, aquele que não ama o irmão que vê, não poderá amar a Deus que não vê (1Jo 4,20). Entretanto, o amor não é um mandamento no sentido de uma ordem imposta por Deus sobre a humanidade. Antes, é um convite, pois Deus é amor e Ele nos ama primeiro. E a prova maior do Seu amor por nós é Sua presença em nossa história como Aquele que vem nos trazer a salvação. É fundamental pois, que reconheçamos o quanto Deus nos ama e aceitemos o Seu amor, pois somente aquele que é amado pode viver o amor. Sentindo-nos profundamente amados por Deus, somos...
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29º DOMINGO DO TEMPO COMUM 29º DOMINGO DO TEMPO COMUMIs 45,1.4-6 / Sl 95 / 1Ts 1,1-5 / Mt 22,15-21   Reconhecer Deus como o único Senhor da nossa vida e da nossa história é o convite que Jesus nos faz, a partir de uma das controvérsias com as autoridades, após sua entrada em Jerusalém. Desta vez são os fariseus que enviam seus discípulos, juntamente com partidários do rei Herodes, com o intuito de armar uma armadilha para Jesus. A pergunta que fazem, se era lícito ou não pagar o imposto a César, tem a forma de dilema, ou seja, qualquer resposta que Jesus desse, estaria negando o projeto do Reino de Deus. Se a resposta fosse afirmativa, Jesus estaria legitimando a dominação do Império Romano com todas as formas de exploração; se dissesse que não era lícito, estaria indiretamente colocando-se ao lado dos grupos políticos que se opunham à dominação estrangeira por meio da violência e da luta armada. A resposta dada por Jesus, além de expor o objetivo maléfico de seus opositores, revela o esquema idolátrico que sustentava o império romano. Lembremos que os imperadores romanos, e especificamente César Augusto, se autodeclararam divinos e obrigavam o povo a adorá-los como se fossem deuses. Ao destacar a figura de César impressa na moeda, Jesus questiona o culto ao imperador romano, que atribuía a um ser humano o que pertence somente a Deus. Jesus pois, apresenta uma hierarquia de valores, na qual Deus é o Senhor absoluto, e não pode ser comparado aos senhores deste mundo. A moeda, com a figura de César, indica o poder humano, sempre limitado e parcial, que depende da soberania divina e a ela deve estar submetido. Não podemos entender a resposta de Jesus como a afirmação de uma dicotomia entre as realidades temporais, deste mundo, e as realidades divinas....
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27º DOMINGO DO TEMPO COMUM 27º DOMINGO DO TEMPO COMUMIs 5,1-7 / Sl 79 / Fl 4,6-9 / Mt 21,33-43   No Evangelho deste domingo continuamos meditando os diálogos de Jesus com as autoridades de sua época; diálogos que tornam cada vez mais explícita a diferença entre o projeto do Reino dos Céus, proclamado e vivido por Jesus, e o projeto assumido pelos poderosos de sua época. Desta vez, o diálogo de Jesus é com os Sumos Sacerdotes e com os anciãos, ou seja, com as autoridades civis e religiosas mais importantes da sociedade judaica de então. Com a parábola dos vinhateiros, Jesus revela o profundo amor de Deus pelo seu povo, e Sua expectativa da resposta a esse amor, por meio de bons frutos, ou seja, de atitudes concretas que manifestem Seu Reino no meio do mundo. A vinha era uma realidade próxima do cotidiano de subsistência vivido pelo povo e, no imaginário da cultura judaica, era também o símbolo do amor. Por isso o profeta Isaías e também o Salmo 79 utilizam da figura da vinha para refletir sobre o profundo amor de Deus para com seu povo, revelado na ação libertadora no Egito e na Aliança com ele firmada. O salmo 79 faz memória da ação divina de "arrancar" o povo no Egito e "plantá-lo" na terra prometida, e invoca novamente o cuidado de Deus para com sua vinha. Isaísas recorda o profundo amor de Deus, descrevendo as atitudes do agricultor que preparou sua vinha com muito cuidado e carinho: cercou-a, limpou das pedras, plantou videiras escolhidas, construiu uma torre e um lagar para esmagar as uvas. Entretanto, ficou frustrado ao perceber que sua vinha tão querida não produzia bons frutos, mas apenas uvas selvagens; ao invés de justiça, somente injustiças, no lugar de obras de bondade, apenas iniquidade. Jesus retoma essa...
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25º DOMINGO DO TEMPO COMUM 25º DOMINGO DO TEMPO COMUMIs 55,6-9 / Sl 144 / Fl 1,20c-24.27a / Mt 20,1-16a   Cada um tem o que merece: esse pensamento perverso impera em nossa cultura e influencia a maneira de nos relacionarmos com os irmãos. É a justiça da meritocracia, que se fundamenta nas conquistas de cada um e justifica a realidade de exclusão social, afirmando que cada um tem o que merece. Mas o pensamento de Deus difere desse pensamento humano, como adverte Isaías e como nos ensina Jesus com a parábola dos trabalhadores da vinha. A questão da justiça é um tema fundamental para o Evangelho de Mateus. No momento de seu batismo, Jesus proclama a João Batista que é preciso que a justiça seja cumprida em sua plenitude. E, no Sermão da Montanha, ao apresentar a Nova Lei, Jesus adverte os discípulos de que eles devem praticar uma justiça superior a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus. Para estes, a justiça era determinada pelo cumprimento da Lei, especialmente as normas de pureza; assim era considerado justo quem observava rigorosamente a lei do puro e do impuro. Essa concepção gerava uma grande massa de excluídos, aqueles que não conseguiam observar todas as normas e portanto, não eram considerados merecedores da graça divina. Com a parábola dos trabalhadores da vinha, Jesus revela que o fundamento da justiça do Reino não está nos méritos humanos, mas na bondade e na compaixão, tendo como objetivo a promoção da vida em plenitude. Seguindo a lógica humana do merecimento, aqueles que trabalharam o dia inteiro deviam receber mais do que os trabalhadores que chegaram no final do dia, ou, então, estes deviam receber bem menos em proporção aos que começaram a trabalhar às seis da manhã. O dono da vinha, no entanto, concede a todos o mesmo...
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24º DOMINGO DO TEMPO COMUM 24º DOMINGO DO TEMPO COMUMEclo 27,33 - 28,9 / Sl 102 / Rm 14,7-9 / Mt 18,21-35   Um grande desafio nos relacionamentos humanos é a prática do perdão. Por isso Jesus, continuando sua exortação sobre a vida em comunidade ensina, com sua resposta a Pedro, que devemos perdoar sempre, para assim alcançarmos o perdão divino. O salmo 102 recorda que Deus é bondoso e compassivo e perdoa toda culpa, pois Seu amor é tão grande quanto a distância entre os céus e a terra; Ele não nos pune na proporção de nossas faltas, pois quer salvar a nossa vida. O perdão é fundamental para a experiência da paz interior, até mesmo para aqueles que não tem fé. Desse modo, pode ser compreendido em dois aspectos: humano e teológico. No aspecto humano, nos recorda o Eclesiástico que o rancor e a mágoa são coisas detestáveis e, até mesmo aquele que não tem fé, procura dominá-las. É a sabedoria divina revelando que nenhum ser humano pode ser feliz se alimentar mágoas e rancores, pois estas são como um espinheiro que sangra continuamente o coração; são como um cão raivoso que devora as entranhas. Mas, se o perdão é necessário para alcançar a felicidade, porque tantas pessoas insistem em guardar mágoas e rancores. Em primeiro lugar porque entendem de modo errôneo que perdoar significa concordar com o mal sofrido, numa atitude de passividade. De forma alguma o perdão pode ser associado com a concordância com a prática do mal. Diante do mal praticado pelo irmão, devemos ter uma atitude ativa, seja de propor a correção fraterna, seja de buscar a justiça humana, ou então entregar à justiça divina quando aquela não for capaz de saná-lo. Outro aspecto que impede o perdão é o orgulho, pois quando sofremos o mal, sentimo-nos perdedores diante...
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23º DOMINGO DO TEMPO COMUM 23º DOMINGO DO TEMPO COMUMEz 33,7-9 / Sl 94 / Rm 13,8-10 / Mt 18,15-20   À luz da Palavra de Deus, sabemos identificar quando um irmão está trilhando o caminho do pecado e se afastando de Deus. Entretanto, diante de tais situação tornou-se comum ouvir expressões como: "não tenho nada a ver com isso", ou, "isso não é problema meu". O individualismo, característica peculiar de nossa cultura hodierna, estimula a indiferença e a omissão diante do irmão que está se afundando no pecado e no erro. Frente a essa realidade, a Palavra de Deus nos convida a meditar sobre a correção fraterna e a corresponsabilidade que temos uns com os outros, por sermos todos filhos de Deus. O trecho do Evangelho deste domingo faz parte das orientações de Jesus sobre a vida em comunidade. Somos convidados a nos fazer pequenos como as crianças na convivência fraterna e, diante do erro do irmão, o Senhor nos convoca a realizar a correção fraterna. Esta deve acontecer num encontro amoroso com quem errou e, caso não alcance sucesso, Jesus orienta a buscar a ajuda de outros irmãos e da Igreja. E caso a correção não seja acolhida, é preciso que o irmão que errou seja tratado como pagão, ou seja, que ele seja evangelizado, pois, ao não aceitar a correção fraterna e escolher persistir no erro, revela que não conhece verdadeiramente o caminho de Jesus. Não podemos pois, ficar omissos ou indiferentes ao irmão que erra, mas colaborar para que ele acolha a salvação, ajudando-o a abandonar o caminho do pecado. Devemos assumir a missão de sermos vigias uns dos outros, como nos revela o profeta Ezequiel. Vigia é aquele que guarda a cidade ou a casa, para protegê-la dos perigos. Ser vigia do irmão não é espioná-lo para publicar seus erros...
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22º DOMINGO DO TEMPO COMUM 22º DOMINGO DO TEMPO COMUMJr 20,7-9 / Sl 62 / Rm 12,1-2 / Mt 16,21-27   O Evangelho deste domingo apresenta a continuidade do diálogo de Jesus com os discípulos sobre a Sua identidade. A resposta de Pedro, de que Jesus era o Messias, estava correta em termos teóricos, mas na prática, era diferente do plano de Deus. Pedro, influenciado pelas expectativas messiânicas da época, esperava um enviado divino com poder e força, para derrotar os inimigos do povo de Israel. Por isso, quando Jesus anuncia que trilharia o caminho da doação de si e da morte na cruz, Pedro reage querendo impedi-lo. Jesus adverte que tal pensamento estava em sentido contrário ao projeto divino. Era um pensar determinado pela compreensão de vitória típica deste mundo, que exige a derrota e até o aniquilamento do adversário. No plano de Deus, não existe adversário a ser derrotado, pois Seu propósito é de salvar a todos, especialmente os pecadores. A cruz que Jesus assume não é derrota, mas caminho de salvação para todos, pois indica uma forma nova de viver, determinada pela doação de si, em gestos concretos de amor que geram a vida e a salvação do irmão. Jesus, ao assumir a cruz, assume o caminho de oferecer a si mesmo em sacrifício vivo, santo e agradável, como São Paulo convida os cristãos romanos a também fazerem. Não se trata de um gesto de derrota, como pensavam Pedro e os discípulos, mas uma atitude consciente e ativa de transformação da realidade, por um caminho alternativo, fazendo o que agrada a Deus. São Paulo retrata perfeitamente esse gesto de Jesus ao convidar os cristãos a não se conformar com o mundo, mas ser instrumento de transformação a partir de si mesmo, renovando a maneira de pensar e agir. O convite que Jesus...
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21º DOMINGO DO TEMPO COMUM 21º DOMINGO DO TEMPO COMUMIs 22,19-23 / Sl 137 / Rm 11,33-36 / Mt 16,13-20   No atual contexto cultural, que radicaliza o conceito de liberdade, compreendendo o ser humano como um indivíduo isolado e sem compromisso com o bem comum, ganha força a mentalidade das relações horizontais que, defendendo a igualdade radical, faz oposição a qualquer forma de hierarquia. A consequência é o esvaziamento da autoridade, em todos os âmbitos de relacionamento, desde a família, a escola, até a sociedade em geral. Além de ser um elemento cultural, essa rejeição à hierarquia também é o reflexo da falta de uma espiritualidade coerente no exercício da autoridade. Todas as vezes que uma pessoa constituída para a missão de liderar não o faz com o intuito de promover o bem comum, mas apenas busca os interesses próprios, não é somente a sua pessoa que fica desmerecida, mas também a própria noção de autoridade. Entretanto, sabemos que, para o bom andamento da vida comunitária, seja na família, na escola, na Igreja ou na sociedade, faz-se necessário a tarefa do governante, do coordenador, enfim, daquele que assume a missão de ser responsável pelos demais, guiando-os no caminho correto. Jesus assumiu sua missão de conduzir os discípulos como Mestre e Senhor, mas sempre o fez a partir da espiritualidade do serviço, como bem explicitou ao lavar os pés dos apóstolos na Última Ceia. E tendo consciência da necessidade de uma liderança para a vida de seus discípulos, entregou a Pedro as chaves do Reino dos Céus. Essa tarefa das chaves era considerada muito importante naquela época, como nos mostra a profecia de Isaías. A pessoa a quem o rei confiava as chaves do palácio era uma importante autoridade, pois tinha não somente a atribuição de abrir e fechar as portas, como também era o...
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SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORAAp 11,19a; 12,1.3-6ab / Sl 44 / 1Cor 15,20-27a / Lc 1,39-56   A assunção de Nossa Senhora, indicada no calendário litúrgico no dia 15 de agosto, é celebrada no Brasil sempre no domingo seguinte, para enfatizar a importância desse dogma mariano. Proclamado pelo Papa Pio XII em 1950, o dogma da Assunção de Maria é a confirmação de uma longa tradição conservada pela Igreja, de que Maria, por ter acolhido em seu ventre o próprio Deus, fora preservada da corrupção da morte e elevada ao céu em corpo e alma, ou seja, na plenitude de sua realidade humana. Com esta festa a Igreja nos convida a contemplar em Maria a realização do plano divino para toda pessoa humana. Nossa Senhora assunta ao céu, participante da glória divina, é a confirmação do destino de toda a humanidade, cuja plenitude da existência é a participação plena na comunhão da Santíssima Trindade. Como nos ensina São Paulo, Cristo ressuscitou e nEle, todos nós também ressuscitaremos. Cristo foi o primeiro ser humano a ressuscitar, rompendo a morte que adentrara na humanidade pelo pecado, e participarão de sua vitória sobre a morte aqueles que a Ele pertencem. Ora, Maria foi a primeira pessoa que participou do mistério da encarnação, acolhendo o próprio Jesus em seu ventre. Fundamentada nessa palavra de São Paulo, a Igreja confirma a tradição de que Maria fora preservada da corrupção da morte e levada por Jesus para a comunhão na Trindade.Contemplando Maria elevada à glória divina, somos convidados a olhar para a pessoa de Maria e nela encontrar um modelo a ser seguido por cada um de nós, em nosso caminhar de santificação nesta vida. Maria torna-se, para nós, o ideal que todo ser humano deve buscar, de ser uma pessoa integrada e plenamente realizada...
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19º DOMINGO DO TEMPO COMUM 19º DOMINGO DO TEMPO COMUM1Rs 19,9a.11-13a / Sl 84 / Rm 9,1-5 / Mt 14,22-33   A nossa existência humana é marcada por momentos de forte tribulação, quando nos deparamos com nossas limitações ou enfrentamos dificuldades. Nesses momentos, somos sustentados pela nossa fé na presença amorosa e auxiliadora do Senhor. Ter fé não significa que não enfrentaremos tribulações, ou que não sentiremos medo diante do desconhecido ou daquilo que nos ameaça. Quem tem fé permanece unido ao Senhor, e por meio da oração alcança a mão de Deus, que está sempre estendida para nos socorrer em nossas necessidades. É essa mão divina atuante em nossa história que nos dá forças para vencer o medo e enfrentar as tribulações da vida. Essa experiência de medo diante das tribulações e a certeza da presença divina na história humana, nos revela a liturgia deste domingo. São Mateus narra que, após ter saciado a fome da multidão, na festa da partilha, Jesus mandou que os discípulos atravessassem o mar da Galileia e retirou-se para rezar. Com isso, queria evitar que seu coração e dos discípulos se deixasse dominar pela tentação da popularidade. Uma fé movida por interesses egoístas ou materiais é frágil. Por isso, quando os discípulos enfrentam ventos contrários no meio do mar, ficam assustados e mesmo quando Jesus vai ao encontro deles, caminhando sobre as águas, eles não o reconhecem, pensando ser um fantasma, pois o medo era mais forte que a fé. O gesto de caminhar sobre as águas é uma manifestação da divindade de Jesus, pois somente Deus, Senhor de toda a criação, pode fazê-lo. A atitude de Pedro revela uma fé decidida, mas não plena, pois ele se dispõe a ir ao encontro de Jesus, caminhando sobre as águas, mas quando sente o vento, deixa-se dominar pelo medo e...
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