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PEREGRIÇÃO "CAMINHOS DE SÃO PAULO"

  Queridos irmãos e irmãs   O Cristianismo nasceu na Terra Santa, mas graças ao ardor missionário de...

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ESPECIAL - Campanha da Fraternidade 2018

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Abertura da Campanha da Fraternidade na paróquia

  Assista ao vídeo da abertura da Campanha da Fraternidade 2018, realizada na celebração da Quarta-feira de cinzas em...

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Materiais sobre a Campanha da Fraternidade 2018

Campanha da Franternidade 2018 Tema : Fraternidade e superação da violência Lema: Em Cristo somos todos...

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COMENTÁRIOS DAS LITURGIAS

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1º DOMINGO DA QUARESMA 1º DOMINGO DA QUARESMAGn 9,8-15 / Sl 24 / 1Pd 3,18-22 / Mc 1,12-15   O tempo da quaresma nos traz o convite para avaliarmos nossa caminhada de cristãos, especialmente nossa fidelidade à aliança que Deus fez conosco em nosso batismo, nos concedendo a salvação em Jesus Cristo. Muitas vezes não resistimos às tentações que o mundo nos apresenta e abandonamos nossa comunhão com Deus e com o projeto de fraternidade e de paz. No 1º Domingo da Quaresma, a Palavra de Deus sempre nos convida a meditar sobre as tentações de Jesus. São Marcos nos relata que Jesus jejuou 40 dias no deserto e depois foi tentado por satanás. É um trecho curto, mas carregado de simbolismo. O deserto representa o lugar da dificuldade, onde temos a oportunidade de provar a força da nossa fé, e também é o lugar do encontro com Deus. O número 40 indica um tempo completo, uma vida toda, e satanás significa “adversário”. Assim, São Marcos nos mostra que, durante toda a sua vida, Jesus foi tentado pelos adversários do Reino de Deus a abandonar a missão de salvador da humanidade para seguir outros projetos. Quem seriam os adversários? Os diferentes grupos políticos da época e o próprio povo, que queriam fazer de Jesus um rei poderoso, que enfrentasse o poder do Império Romano usando a violência. A vitória de Jesus sobre as tentações é indicada pela afirmação de que ele vivia entre animais selvagens e os anjos o serviam. Esta é uma imagem do Reino de Deus, de harmonia entre a criação, homem e animais, e de comunhão com Deus, na presença dos anjos. Jesus, vitorioso sobre o pecado, é a garantia da instauração do Reino de Deus anunciado desde o Antigo Testamento. Inicia em seguida sua missão de convocar o povo à...
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QUARTA-FEIRA DE CINZAS QUARTA-FEIRA DE CINZASJl 2,12-18 / Sl 50 / 2Cor 5,20 - 6,2 / Mt 6,1-6.16-18   O tempo da quaresma é um tempo de intensa espiritualidade, em preparação para a celebração da Páscoa. É marcado pela alegre expectativa de festejar a vitória de Cristo, para a qual é preciso preparar-se dignamente, o que muitas vezes exige mudanças em nossa vida. Mas, quando a caminhada quaresmal é compreendida somente como um tempo de penitência e de sacrifícios, assume um caráter austero, perdendo suas características de reconciliação e de renovação espiritual da nossa vida e da nossa história. O profeta Joel nos convida a voltar para o Senhor. A experiência da volta exige a consciência de que estávamos em um lugar ideal, abandonamos tal posição e que reconhecemos ser necessário retornar ao lugar de onde não devíamos ter saído. Esse lugar é a comunhão com o amor de Deus, que abandonamos quando decidimos caminhar sozinhos, confiando somente em nossas capacidades e em nossos projetos. Todas as vezes que o ser humano decide caminhar sozinho é porque seu coração se encheu de orgulho e arrogância, e que já não sente necessidade da graça e do amparo de Deus. Mas, para voltar para Deus é preciso rasgar o coração, como diz o profeta e não somente as vestes. A volta deve partir de uma escolha interior e não meramente de gestos exteriores. É preciso que o coração esteja disposto a abrir-se para a graça divina. Essa volta para Deus é marcada pela alegria da reconciliação, como nos convida São Paulo. Também essa é uma experiência de retomar uma situação ideal que fora abandonada. Re-conciliar significa conciliar novamente, retomar a experiência de conciliação, de união e de harmonia que existia e que fora perdida. O pecado é a experiência de ruptura da unidade, de quebra...
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6º DOMINGO DO TEMPO COMUM 6º DOMINGO DO TEMPO COMUMLv 13,1-2.44-46 / Sl 31 / 1Cor 10,31 – 11,1 / Mc 1,40-45   O Evangelista São Marcos continua apresentando-nos os passos de Jesus em sua missão de fazer acontecer o Reino de Deus, reino de amor, de igualdade e de justiça, libertando as pessoas de toda forma de mal. O Evangelho deste domingo relata a atitude libertadora de Jesus na vida de um homem leproso, manifestando o rosto amoroso de Deus, que estava obscurecido pelas regras de pureza predominantes na época. A lepra, que hoje recebe o nome de hanseníase, era uma doença transmissível, sem cura e que desfigurava a pessoa. Com o objetivo de evitar a contaminação generalizada, os sacerdotes incluíram entre as leis de pureza, regras rígidas com relação à pessoa acometida de lepra. O Livro do Levítico nos mostra que leproso era considerado impuro, devia apresentar-se de forma grotesca, viver fora do convívio social, em lugares desertos, e proclamar em alta voz sua condição, para que as pessoas se afastassem dele. Apesar do objetivo inicial ser de defesa da vida da comunidade, tais leis acabaram por criar uma cultura de marginalização. Além da doença, quem tinha lepra carregava o estigma da exclusão social e religiosa, abandonado pela comunidade e sentindo-se castigado por Deus. O episódio narrado por Marcos mostra como Jesus vai além das regras sociais para salvar aquele homem, revelando o rosto amoroso e compassivo de Deus. Jesus deixa que o leproso se aproxime dele e ainda mais, Ele o toca. Com este gesto, Jesus não apenas cura a enfermidade física, mas principalmente purifica aquele que era considerado impuro. E o faz porque sentiu compaixão. Ter compaixão é ficar movido interiormente, rompendo com a frieza da indiferença. Jesus ao mesmo tempo, fica indignado com aquele contexto social e religioso que provocava...
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5º DOMINGO DO TEMPO COMUM 5º DOMINGO DO TEMPO COMUMJó 7,1-4.6-7 / Sl 146 / 1Cor 9,16-19.22-23 / Mc 1,29-39   A cultura hedonista e materialista na qual vivemos cria a ilusão de uma vida perfeita, sem sofrimentos e sem limitações. Isso gera uma grande dificuldade para que as pessoas consigam aceitar e lidar com as situações limite, próprias da existência humana: a doença, as dores, as deficiências. É necessário que aprendamos a olhar para o sofrimento como consequência das limitações próprias da natureza humana. Não enfrentaríamos o sofrimento se fossemos anjos e não seres humanos. Deus não provoca nosso sofrimento, antes, coloca-se ao nosso lado para nos amparar e nos consolar nos momentos cruciais que fazem parte de nossa existência humana. Nesse sentido, o livro de Jó é um convite para refletirmos sobre essa dimensão da existência humana e como podemos, em meio às tribulações, aprofundarmos nossa espiritualidade. Jó enfrenta o sofrimento da enfermidade, da morte de seus entes queridos, da perda de seus bens materiais, e toma consciência de quão frágil é sua vida. Não se revolta contra Deus e nem atribui a ele a causa de suas dores. Não perde a fé, ao contrário, volta-se para Deus, buscando em Seu amor a força necessária para enfrentar suas dores. O livro de Jó, em suas reflexões, rejeita a teologia da retribuição, que considerava o mal um castigo divino. Se por um lado, a nossa natureza humana traz a certeza de fragilidades, a nossa fé nos garante que Deus vem ao encontro dos sofredores para aliviar suas dores. E essa ação divina se manifestou em plenitude no gesto de Jesus, de curar os enfermos e libertar aqueles que estavam dominados pelo mal. São Marcos destaca que essa bondade divina revelada por Jesus foi aclamada pelo povo sofrido, que reconheceu nEle o Salvador prometido. Os...
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2º DOMINGO DO TEMPO COMUM 2º DOMINGO DO TEMPO COMUM1Sm 3,3b-10.19 / Sl 39 / 1Cor 6,13c-15a.17-20 / Jo 1,35-42   A primeira parte do Tempo Comum, até o início da Quaresma, nos apresenta o início da missão de Jesus, fazendo acontecer o Reino de Deus e o encontro do Senhor com seus primeiros discípulos. Somos convidados a meditar sobre a dimensão vocacional da nossa vida, enquanto chamado de Deus e encontro pessoal com Ele, do qual resulta o projeto de vida que assumimos em vista da nossa realização existencial e do nosso comprometimento com o projeto de Deus. Vocação significa chamado, isto é, Deus chama a cada um de nós para que encontremos nEle o sentido da nossa existência. Ao nos criar, Deus preparou um caminho de realização, que está intimamente ligado ao Seu projeto de salvação para toda a humanidade. Vocação é o chamado que Deus faz para que encontremos esse caminho que nos realiza plenamente enquanto pessoas, mas que também nos torna responsáveis pela criação e nos estimula a viver em comunhão fraterna com todas as pessoas. Deus pode chamar falando ao nosso coração, e também pode chamar por meio de pessoas ou de acontecimentos. Samuel recebeu o chamado direto do Senhor, escutando a voz de Deus em seu coração. Sua atitude, porém, nos alerta para o cuidado que devemos ter diante do chamado que recebemos. Deus chamava o jovem Samuel, mas este não compreendia, pois ainda não conhecia plenamente o Senhor. Foi necessário o testemunho de Eli, para que o jovem compreendesse o chamado divino. Igualmente muitas pessoas hoje são chamadas por Deus, sentem-se inquietas em sua existência, mas respondem de maneira equivocada, buscando nas coisas materiais o sentido de viver que somente Deus pode dar. Nesse sentido, São Paulo lembra que a nossa realização pessoal não pode ser reduzida aos...
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SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHORIs 60,1-6 / Sl 71 / Ef 3,2-3a.5-6 / Mt 2,1-12   Com a solenidade da Epifania, celebramos a bondade de Deus que oferece a graça de Seu amor a toda humanidade, realizando Seu projeto de universalizar a salvação. Os magos, guiados pela estrela representam todos os povos que buscam o Senhor, e ao encontrá-Lo, professam sua fé e oferecem o que tem de mais precioso. Vivemos na era da globalização, que une o mundo numa rede de comunicação, na chamada sociedade da informação. Entretanto, sabemos que o acesso à informação não é plenamente universal e ainda existem muitas barreiras que separam os povos. Também no interior das religiões ressurge o espírito exclusivista e excludente, e igualmente se percebe muitas pessoas desorientadas diante das mais elementares situações da existência humana, abaladas por perdas, frustrações, decepções. Frente a essa realidade é necessário retomar o plano de Deus, que deseja oferecer, sem exclusões, a graça de Seu amor, para que todas as pessoas encontrem o sentido pleno de sua existência e possam caminhar sob a luz de Sua Palavra. Já o profeta Isaías anunciava ao povo a missão de ser luz para todos os povos, acolhendo a quem desejasse encontrar o Senhor. Em meio ao nacionalismo exclusivista que predominava no período do pós-exílio, Isaías mostra que o plano de Deus não é de criar barreiras entre os povos, mas de acolher a todos em Seu amor. Da mesma forma São Paulo exorta os cristãos a não se considerarem proprietários exclusivos do amor divino, afirmando que Deus concede a todos os povos, judeus e gentios, a graça da salvação.É nesse sentido de universalidade da salvação que compreendemos a visita dos magos do Oriente ao Menino Jesus. A imagem da criança sendo adorada por estrangeiros revela a vontade divina de...
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SOLENIDADE DA SANTA MÃE DE DEUS, MARIA SOLENIDADE DA SANTA MÃE DE DEUS, MARIANm 6,22-27 / Sl 66 / Gl 4,4-7 / Lc 2,16-21   Na alegria do tempo do Natal, com a certeza da presença de Deus em nossa história, a liturgia nos convida a contemplar a sublime missão de Maria, proclamando-a Mãe de Deus. Como os pastores, que foram ao encontro do Menino Jesus atendendo ao anúncio dos anjos, e foram surpreendidos pela singela cena do Filho de Deus envolto na ternura materna de Maria, também nós nos deixamos envolver pelo amor que irradia do coração da Mãe de Deus. Esta solene celebração coincide com o final e início de um novo ano, convidando-nos a meditar sobre o sentido da nossa história, enquanto realização do projeto de Deus. Contemplando a atitude dos pastores e de Nossa Senhora aprendemos que somente teremos paz se ouvirmos a voz de Deus, que orienta nossa vida, e se meditarmos sobre os acontecimentos, especialmente aqueles que transcendem nossa compreensão. São Paulo, escrevendo aos gálatas, afirma que na plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho para trazer a libertação plena à toda humanidade, concedendo a filiação adotiva. O nascimento de Jesus, filho de uma mulher, Maria Santíssima, marcou o fim do tempo da expectativa e o início desse tempo novo, determinado pela presença amorosa de Deus no meio de seu povo. Com isso, revela que a história, embora seja fruto das decisões humanas, é sempre orientada pela graça divina. Deus é o Senhor da história e a conduz com sua benevolência, determinando os tempos e momentos, e inspirando as pessoas de boa vontade a se fazerem protagonistas desse projeto, atuando ativamente para que a paz se concretize na vida de todos. Dos pastores aprendemos duas atitudes fundamentais que nos fazem participar ativamente na realização da vontade divina: deixar-nos guiar pela voz...
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FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA, JESUS, MARIA E JOSÉ FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA, JESUS, MARIA E JOSÉEclo 3,3-7.14-17a / Sl 127 / Cl 3,12-21 / Lc 2,22-40   A presença do individualismo em nossa cultura tem afetado os relacionamentos humanos, e principalmente o convívio familiar. A mentalidade do “cada um por si” tende a transformar cada pessoa em uma ilha, num isolamento doentio, que impede a construção de laços afetivos duradouros e fraternos. Nesse contexto, a família é desafiada a persistir em sua missão de formar pessoas equilibradas e capazes de construir relacionamentos saudáveis e maduros. Também a família judaica enfrentava dificuldades diante da cultura em que vivia. No séc. II aC, Israel vivia sob a dominação estrangeira, dos selêucidas, que oprimiam não apenas materialmente, mas também impunham seus costumes e sua cultura. Diante dessa ameaça externa, que enfraquecia as tradições religiosas, o livro do Eclesiástico reafirma a importância da família, explicitando a sua responsabilidade na transmissão dos valores recebidos do Senhor. De modo especial, destaca o dever dos filhos em respeitar seus pais, buscando com isso, reforçar o valor da tradição religiosa frente à imposição cultura estrangeira. O respeito aos pais gera o respeito aos valores religiosos recebidos do Senhor, os quais eram a garantia de uma organização social justa e fraterna. Da mesma forma, a carta aos Colossenses enfatiza a responsabilidade da família na transmissão e na solidificação das virtudes cristãs. É na família, a verdadeira Igreja Doméstica, que o cristão aprende os valores que permitirão a edificação da Igreja enquanto comunidade dos filhos de Deus. Também as famílias cristãs dos primeiros tempos enfrentavam dificuldades, pois estavam imersas em uma cultura totalmente adversa aos valores do Evangelho. Vivendo no mundo, sem ser do mundo, as famílias tinham a missão de transmitir e fazer solidificar as virtudes da espiritualidade cristã, para serem o alicerce da vida em sociedade....
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SOLENIDADE DO NATAL SOLENIDADE DO NATALIs 9,1-6 / Sl 95 / Tt 2,11-14 / Lc 2,1-14   A solenidade do Natal é a segunda festa mais importante do ano litúrgico, depois da Páscoa, e recebe desta o seu sentido. O menino que nasce em Belém, mais que um cândido bebê, é o Salvador da humanidade, que num gesto de profunda humildade renuncia à Sua condição divina para assumir a nossa realidade humana, e que vence as trevas do pecado em Sua morte e ressurreição. Estamos diante do mistério da encarnação: Deus que desce ao encontro da humanidade, para fazê-la subir em Sua vitória. Nesta festa celebramos o gesto de profunda benevolência de Deus, que não fica isolado em Sua majestade e nem indiferente à história humana, mas enche-se de compaixão e desce ao encontro de Seus filhos para conceder a todos o dom da paz. Em Seu propósito de permanecer próximo de todos, inclusive dos mais pequeninos, o Senhor nasceu num lugar simples e pobre, na periferia de Jerusalém, e recebeu a visita dos pastores, os mais humildes e pobres habitantes de Belém. Isso revela o amor de Deus para com todos, a começar dos mais necessitados. Em nosso mundo onde o dinheiro divide e exclui as pessoas, nosso Deus se revela na pobreza, para não excluir ninguém. Se tivesse nascido em Jerusalém, a capital, entre os mais ricos e importantes da sociedade, ficaria distante dos pequeninos. Fazendo-se pequeno e simples, acolhe a todos em Seu amor. Diante da simplicidade da manjedoura, nenhum ser humano se sente abandonado por Deus.   O Natal é a festa da luz, que antecipa o clarão vitorioso da ressurreição, pois o Senhor vem para nos libertar de todo projeto humano que gera as trevas do sofrimento e da morte. Ao povo que andava na escuridão, envolvido pelas...
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4º DOMINGO DO ADVENTO 4º DOMINGO DO ADVENTO2Sm 7,1-5.8b-12.14.16 / Sl 88 / Rm 16,25-27 / Lc 1,26-38   Às portas do Natal, acolhemos o anúncio do nascimento do Filho do Altíssimo, que reinará para sempre. Nas palavras do arcanjo Gabriel à Virgem Maria, cumprem-se as promessas feitas pelo Senhor ao povo da Antiga Aliança, especialmente o anúncio feito pelo profeta Natã ao rei Davi. Diante do desejo do rei de construir um templo para o Senhor como reconhecimento por todas as bênçãos recebidas, o profeta revela que não lhe caberia essa missão. Antes, é o Senhor que garante sua eterna benevolência, revelando seu plano de conceder à um descendente de Davi a realeza suprema. Essas palavras de Natã são compreendidas como uma promessa messiânica, que transcende a mera descendência humana. Não se refere pois, a Salomão, o filho e herdeiro de Davi, mas ao Salvador, o Filho de Deus, que vem para instaurar um reino eterno, de justiça e paz. Com o nascimento de Jesus, cumprem-se as promessas feitas ao povo da Antiga Aliança. E ainda mais, revela-se plenamente o mistério de Deus, como diz São Paulo na Carta aos Romanos. Com a encarnação do Verbo Divino, Deus revelou sua interioridade, mostrando ao mundo seu rosto de amor. Nosso Deus não se isola em sua divindade, distanciando-se da humanidade. Pelo contrário, Ele vem ao nosso encontro, une-se à nossa condição humana, para plenificar nossa vida. Esse encontro entre Deus e a humanidade deu-se no ventre de Maria Santíssima, o qual tornou-se o ponto de comunhão entre o céu e a terra, entre Deus e a humanidade. Por isso, somos convidados a contemplar as virtudes da Virgem Maria, em sua entrega total ao Senhor, para que se cumprissem as promessas feitas na Antiga Aliança.Maria jamais deixou de ser humana, partilhando de nossas fraquezas e...
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3º DOMINGO DO ADVENTO 3º DOMINGO DO ADVENTOIs 61,1-2a.10-11 / Lc 1,46ss / 1Ts 5,16-24 / Jo 1,6-8.19-28   Na espiritualidade do Advento, este é o domingo da alegria. De modo geral, o período natalino espalha em todos os ambientes e corações um contagiante sentimento de alegria: enfeitam-se as casas, trocam-se presentes, as pessoas se reúnem em confraternizações. Entretanto, é preciso discernir sobre o significado de todos esses eventos para não nos deixarmos confundir e esquecer o verdadeiro sentido da alegria que o Natal nos proporciona. Em nossa sociedade materialista difunde-se a compreensão de que a alegria depende da posse de bens materiais, numa relação proporcional de maior alegria tanto quanto mais caro for o presente. Já a Palavra de Deus nos mostra que a alegria é fruto da ação divina de libertação que transforma as trevas em luz. Enquanto o esquema consumista predominante exclui milhões de pessoas, que se sentem inferiorizadas por sua pobreza material e experimentam as trevas da marginalização, o projeto de Deus é de libertação de todas as formas de opressão, fazendo resplandecer a luz da justiça e da paz, que gera a verdadeira felicidade. Esse projeto divino de libertação já contemplamos no anúncio feito por Isaías, no período do pós-exílio, quando o povo, embora tivesse voltado para a terra, ainda necessitava de libertação. Os humildes que ansiavam por uma boa-notícia, os feridos na alma, os cativos, os aprisionados são os que viviam nas trevas, aguardando a manifestação da luz divina. Diante dessa realidade, o profeta assume a missão de anunciar a ação de Deus que fará germinar a justiça, e testemunha a sua alegria em ser um servo do Senhor, que foi revestido com a salvação, envolvido com o manto da justiça. Essa mesma humildade e plena realização humana em estar a serviço do projeto divino contemplamos em Maria....
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2º DOMINGO DO ADVENTO 2º DOMINGO DO ADVENTOIs 40,1-5.9-11 / Sl 84 / 2Pd 3,8-14 / Mc 1,1-8   A liturgia deste 2º Domingo do Advento convida-nos a preparar os caminhos do Senhor, para que sua glória resplandeça em nossa vida e no meio da humanidade, inaugurando novos céus e nova terra, onde habite a justiça. Da mesma forma que Isaías anunciou a primeira vinda do Senhor, João Batista preparou o povo para acolher Jesus que já estava presente no mundo, São Pedro aconselha a nos empenharmos em perseverar numa vida santa fazendo de nossa história pessoal e social um grande advento que prepara a manifestação do Reino de Deus. As palavras de Isaías transmitem esperança para o povo que estava no exílio da Babilônia, anunciando que a servidão acabara e as faltas foram expiadas. O profeta anuncia que Senhor virá ao encontro de seu povo tal qual um pastor, para apascentar seu rebanho e carregar seus cordeiros ao colo. Admoesta povo que é preciso preparar os caminhos para acolher o Senhor: nivelando vales, baixando montes, endireitando as estradas. Tudo o que impede a chegada do Senhor, que vem trazer a libertação ao seu povo, deve ser transformado. São Marcos, no prólogo de seu Evangelho, recorda a missão de João Batista como aquele que realiza essas palavras de Isaías e também a profecia de Malaquias, o qual anunciava a missão do mensageiro, que iria a frente do Senhor. Vivendo no meio do deserto e assumindo uma vida de austeridade, João Batista torna-se exemplo de despojamento de tudo aquilo que impede a acolhida da graça divina. São Marcos apresenta-o como um modelo perfeito de todo discípulo que deseja acolher a presença de Jesus em sua vida. Suas palavras e seu exemplo despertam no povo a consciência de que se fazia necessário uma verdadeira conversão de...
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