Comentários das Liturgias

DOMINGO DE PÁSCOA NA RESSURREIÇÃO DO SENHOR

DOMINGO DE PÁSCOA NA RESSURREIÇÃO DO SENHOR
At 10,34a.37-43 / Sl 117 / Cl 3,1-4 / Jo 20,1-9

 

sabadoAleluiaEste é o dia mais solene de todo o ano litúrgico. É o Domingo primigênio, que dá origem e sentido a todos os domingos do ano. Celebramos hoje a vitória da vida, pois o Senhor ressuscitou e nos oferece a graça dessa vida nova em Seu amor. Como Pedro e João, ao ouvirem as palavras de Maria Madalena, corremos ansiosamente ao túmulo de Jesus e, diante do túmulo vazio, somos convocados a professar a fé na ressurreição de Jesus, a exemplo do discípulo amado. Como Pedro, na narrativa dos Atos dos Apóstolos, proclamamos o sentido da nossa fé: Jesus de Nazaré, que anunciou com palavras e obras o Reino de Deus, foi morto numa cruz, mas Deus O ressuscitou; e todo aquele que acreditar no Ressuscitado, recebe a salvação.


Neste Domingo de Páscoa, o Senhor renova em nossa vida a graça do nosso Batismo, o sacramento que abre para nós as portas da salvação. É pelo Batismo que participamos da Páscoa de Jesus, de Sua morte e ressurreição, pois, por meio dele, nos é dado a graça de morrer com Cristo para o pecado e renascer com Ele para uma vida nova. Fazemos a experiência da mais profunda libertação que, não apenas nos tira da terra da servidão, como a Páscoa do Antigo Testamento, mas nos liberta de todas as formas de escravidão.
Renascidos nas águas do Batismo, o Senhor nos faz novas criaturas. O homem velho, marcado pela desobediência, é agora transformado no homem novo, confirmado pelo amor de Deus e revestido de Sua graça. Como as águas do Mar Vermelho assinalaram a passagem da escravidão para a liberdade na história do povo da Primeira Aliança, as águas do Batismo marcam a passagem de uma vida sem Deus para uma vida de comunhão plena com o Senhor.


Nas águas do Batismo nós ressuscitamos com Cristo. A ressurreição não é uma graça almejada somente para depois da morte física. É uma realidade que já acontece no hoje da nossa vida, num caminho luminoso, marcado pelo amor e pela paz. Desde já participamos dessa vitória de Cristo, da Sua ressurreição, apesar de, muitas vezes, ainda sucumbirmos ao pecado e deixarmos que essa luz divina fique ofuscada em nossa existência.


Se já ressuscitamos com Cristo, somos convocados pela Palavra de Deus a nos esforçar para alcançar as coisas celestes. Devemos viver na transitoriedade deste mundo com os olhos e o coração fixos em Deus, sem nos deixarmos aprisionar pela materialidade desta vida. E principalmente, não podemos permitir que as preocupações deste mundo nos afastem de Deus e nos façam perder a graça dessa vida nova que Cristo nos oferece em Sua Páscoa.


Pelo Batismo também recebemos a graça de sermos filhos adotivos de Deus. Já podemos chamar Deus de Pai, sentindo Seu amor que nos guarda e nos sustenta em nossa caminhada. E devemos viver como Seus filhos, perseverando em Seu caminho. Somos membros de Sua família, a Igreja, que nos educa para a vivência no amor. Por isso, o Batismo também traz o compromisso da fraternidade. Se Deus é o Pai de todos, então somos todos irmãos em Seu amor e devemos viver como tal. O Batismo é pois, o início de uma vida nova, em comunhão com Deus, que nos educa para a comunhão com os irmãos, de modo a transformar o mundo em uma única família, até chegarmos à Páscoa eterna, na comunhão plena de todos os filhos de Deus.

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