Comentários das Liturgias

ASCENSÃO DO SENHOR

ASCENSÃO DO SENHOR
At 1,1-11 / Sl 46 / Ef 1,17-23 / Mt 28,16-20

 

ascensaoJesusA solenidade da Ascensão de Jesus aos céus é celebrada quarenta dias depois da Páscoa, conforme as palavras de São Lucas, no início do livro dos Atos dos Apóstolos, afirmando que Jesus apareceu aos discípulos durante quarenta dias, ensinando-os, antes de elevar-se aos céus. Visando uma efetiva participação dos fiéis, a Igreja no Brasil transfere a celebração dessa solenidade para o domingo seguinte.


Contemplando Jesus que ascende aos céus, reconhecemos o pleno cumprimento de Sua missão salvífica. No mistério da encarnação proclamamos que o Senhor esvaziou-se de si mesmo e assumiu a nossa condição humana para nos libertar do pecado. Ao vencer a morte em Sua ressurreição e ascender aos céus, Jesus retoma sua condição divina, agora como Cabeça da Igreja, que é o Seu corpo, como ensina São Paulo na Carta aos Efésios. Jesus glorioso porém, não se afasta de nossa humanidade, e sim abre as portas da eternidade para que nós sejamos herdeiros de Sua glória.


Vencedor da morte e sentado à direita do Pai, Jesus Cristo é o Senhor a quem estão submetidos todo poder, toda autoridade, toda soberania ou título humano. É a certeza de que seu Reino de justiça, de amor e de paz acontecerá em plenitude. E, dessa vitória do Reino, Ele nos fez anunciadores. Ao ascender aos céus, Jesus confiou aos seus discípulos a mesma missão que Ele assumiu e cumpriu plenamente. Ele nos tornou suas testemunhas, na missão que deve alcançar todos os confins da terra.


São Mateus destaca, na narrativa da Ascensão de Jesus, o mandato missionário concedido aos discípulos: ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando e ensinando. Estas são as duas dimensões da missão, que a Igreja, enquanto Corpo de Cristo, deve realizar: conceder a graça da vida nova do Senhor Resuscitado, na celebração dos sacramentos, iniciando pelo Batismo, para que todos experimentem o amor de Deus; e transmitir os ensinamentos de Jesus, de modo que a vida de cada cristão seja uma continuidade de tudo aquilo que Ele fez e ensinou.


A Igreja assim, vive sua missão de ser mãe e mestra. Como a mãe que acolhe seus filhos ao redor de si para manifestar seu amor, a Igreja reúne os fiéis, membros do Corpo de Cristo, para celebrar, em cada Sacramento, a Vida Nova que Ele nos concedeu. A vida litúrgica da Igreja torna Deus presente na história da humanidade e na vida de cada fiel, concedendo a graça necessária para cada momento de nossa caminhada. E como Mestre, a Igreja orienta seus filhos para que permaneçam no caminho deixado por Jesus, perseverando em seus ensinamentos. Em meio a tantas propostas que o mundo apresenta, frutos de interesses muitas vezes escusos e opressores, a Igreja tem a missão de defender a Palavra de Jesus, transmitindo tudo o que Ele ensinou e que foi conservado e transmitido pela sucessão apostólica.


Nessa missão, a Igreja conta com a presença companheira do próprio Jesus, que garante: eis que Eu estarei convosco todos os dias, até o fim dos tempos. Cabe a nós, que voltamos nossos olhos para os céus, para contemplar Jesus em Sua glória, dirigir nossos passos e nosso coração para o mundo, assumindo a missão que Ele nos confiou. Devemos testemunhar Jesus Cristo, para que mais pessoas O acolham como Senhor de sua vida, alegrem-se em reconhecer a Sua presença amorosa em todos os momentos da caminhada e se deixem orientar pelos ensinamentos que Ele nos deixou.

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