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Encenação da Sexta-Feira Santa 2019

Na noite da sexta-feira Santa de 2019, em nossa paróquia, aconteceu a encenação da Paixão de Cristo, realizada por membros de nossas...

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COMENTÁRIOS DAS LITURGIAS

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19º DOMINGO DO TEMPO COMUM 19º DOMINGO DO TEMPO COMUMSb 18,6-9 / Sl 32 / Hb 11,1-2.8-12 / Lc 12,32-48 O ser humano possui uma dignidade sublime, criado à imagem e semelhança de Deus, redimido pela morte e ressurreição de Jesus, santificado pelo Espírito e participante da Vida Nova do Reino de Deus. Entretanto, quando o homem se deixa dominar pela autossuficiência e rompe seu vínculo espiritual com Deus, deixa-se levar pela ilusão de que é o senhor de sua vida e que pode fazer o que bem entender, sem assumir as consequências de seus atos. Quando isso acontece, perde o tesouro recebido de Deus e deixa de realizar a missão que o Senhor lhe confiou. Mostrando o quanto importante somos aos olhos de Deus, Jesus revela que, apesar de nossa pequenez, recebemos do Senhor um grande tesouro: o Reino de Deus, isto é, a comunhão plena com Ele e Sua graça. Para tomarmos posse dessa graça, devemos conservar o nosso coração voltado para Deus, pois onde está o nosso tesouro, aí estará o nosso coração. Ou seja, para aquilo que consideramos mais importante em nossa vida, direcionamos nosso empenho, nossos esforços. Nesse sentido, a Carta aos Hebreus recorda-nos a história de fé de Abraão e Sara, que acreditaram e colocaram em Deus sua esperança. Acolher o Reino de Deus como o que há de mais importante deve consistir a vida de quem verdadeiramente tem fé. Assim, ter fé é já possuir o que ainda se espera e de ter convicção do que não se vê. Ou seja, ter fé é viver em Deus, Senhor do tempo e da história, do presente e do futuro, fonte de todos os bens e dons que necessitamos, e luz que esclarece nossa inteligência e nos revela a verdade sobre o mundo. Ter fé é, não somente aceitar a...
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18º DOMINGO DO TEMPO COMUM 18º DOMINGO DO TEMPO COMUMEcl 1,2.2-21-23 / Sl 89 / Cl 3,1.5-9-11 / Lc 12,13-21 Vivemos em um mundo materialista, que propõe como o sentido último da existência humana, o acúmulo de bens materiais. O resultado é, por um lado, a vida fútil e sem sentido daqueles que vivem somente para acumular riquezas e consumir bens supérfluos, e por outro, o sofrimento daqueles que são submetidos ao empobrecimento contínuo, por não terem acesso aos bens necessários para uma vida digna. Para orientar nossa vida cristã em meio a essa realidade, São Lucas relata a parábola do rico insensato, que tinha uma grande fortuna e, diante da colheita profícua, buscou acumular ainda mais, acreditando que a posse de mais bens seria a garantia de uma vida longa e feliz. Com a parábola, Jesus nos alerta para dois grandes perigos: a ganância e a ilusão de que a nossa vida é garantida pela abundância de bens materiais. Sempre que meditamos sobre os bens materiais devemos, a partir da teologia da criação, recordar que tudo o que existe é dom de Deus para o bem de toda a humanidade. Deus criou tudo o que existe e chamou o homem para, por meio de seu trabalho, aprimorar sempre mais a obra da criação e dela obter o necessário para uma vida digna. Assim, todos os bens materiais estão à disposição para que todos, e não apenas uma minoria, tenham acesso a eles e possam desfrutar de uma existência digna. O problema surge quando uma minoria se deixa dominar pelo espírito de ganância e utiliza suas capacidades apenas em benefício próprio e não em vista do bem comum, vivendo em função de acumular sempre mais. Além de privar os irmãos do necessário para viver com dignidade, passam a construir uma existência fútil, alicerçada no consumo...
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17º DOMINGO DO TEMPO COMUM 17º DOMINGO DO TEMPO COMUMGn 18,20-32 / Sl 137 / Cl 2,12-14 / Lc 11, 1-13 A oração é a atitude humana de colocar-se diante de Deus, reconhecendo a grandiosidade divina e a própria fragilidade enquanto criatura. Somente reza quem aceita com humildade a própria condição humana, assumindo sua missão na edificação do Reino de Deus e admitindo que depende da graça divina para bem cumpri-la. São Lucas nos relata a atitude de Jesus de colocar-se em oração, mostrando que o próprio Senhor, vivenciando a nossa condição humana, sentia a necessidade de unir-se ao Pai, buscando a força necessária para permanecer fiel à missão de salvador da humanidade. Somente na força da oração foi possível a Jesus enfrentar a morte na cruz para nos conceder a libertação dos pecados e introduzir-nos na vida nova, como nos revela São Paulo. A atitude de Jesus desperta nos discípulos a necessidade de também unir-se a Deus e por isso pedem que Jesus os ensine a criar essa comunhão espiritual com o Senhor. A oração ensinada por Jesus, o Pai Nosso, mais que uma simples oração recitativa, é um itinerário de união espiritual com Deus que resulta em um projeto de vida de verdadeiros filhos de Deus. Na sua primeira palavra, introduz uma nova relação da humanidade com Deus, não de simples criaturas diante do Criador, mas de filhos muito amados pelo Pai. Somos profundamente amados por Deus, pois Ele nos concedeu a vida por meio de Jesus Cristo, como no ensina a Carta aos Colossenses. É a esse Deus Pai amoroso que nos dirigimos, em uma atitude de obediência, buscando fazer sua vontade e acolher seu Reino de amor, justiça e de paz. Essa relação de filiação com Deus gera, por consequência, a relação de fraternidade entre nós. Por isso nos comprometemos a...
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16º DOMINGO DO TEMPO COMUM 16º DOMINGO DO TEMPO COMUMGn 18,1-10a / Sl 14 / Cl 1,24-28 / Lc 10,38-42 Colocar-se aos pés de Jesus, para escutar sua Palavra e assim acolher o mistério de Seu amor, é condição fundamental para receber Sua graça que transforma nossa vida. A figura de Abraão e de Maria são um convite para revermos as nossas atitudes, especialmente como estamos cuidando da dimensão espiritual de nossa existência. Ao nos apresentar a visita de Jesus a Marta e Maria, São Lucas propositalmente não cita a presença masculina. Dentro dos normas legais da época, as mulheres deveriam estar sob a tutela de um homem, e assim, ao narrar o encontro de Jesus somente com as irmãs, São Lucas quer destacar a importância da mulher na comunidade cristã, rompendo toda forma de preconceito. E ainda mais, apresenta a atitude de Maria, de sentar-se aos pés de Jesus, como uma atitude louvável, definida por Jesus como a melhor parte. Dentro dos preceitos da época, a mulher deveria ficar ocupada dos afazeres domésticos, à semelhança do que fez Marta, e não sentar-se junto à visita. Jesus repreende a atitude de Marta, de preocupar-se com as tarefas da casa, de ficar agitada por muitas coisas, esquecendo o necessário. Maria escolheu corretamente, colocando-se em atitude de escuta da Palavra de Jesus. Tratava-se de uma proposta inovadora para as comunidades cristãs, que rompia os preconceitos da época, mostrando que também as mulheres podiam ser discípulas. Apesar de que, na comunidade cristã as mulheres ocupam um importante lugar como discípulas missionárias, assumindo a missão evangelizadora, em nossa sociedade hodierna ainda existem preconceitos com relação a elas. Isso torna essa Palavra de Jesus atual e um convite inquietante para rompermos toda forma de exclusão, que negam a igual dignidade entre homens e mulheres. Como Maria, que soube colocar-se aos...
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15º DOMINGO DO TEMPO COMUM 15º DOMINGO DO TEMPO COMUMDt 30,10-14 / Sl 18B / Cl 1,15-20 / Lc 10,25-37 Jesus Cristo é a imagem do Deus Vivo, o primogênito de toda a criação e, por meio dele, Deus fez com toda humanidade a Nova e Eterna Aliança, concedendo a salvação em Seu sangue derramado na cruz, como nos ensina São Paulo. Somos, pois, convidados a tomar posse dessa salvação e permanecer no caminho do Senhor, para usufruir todas as graças e bênçãos de Deus. Para nos conservar no caminho da salvação, o Senhor nos oferece os mandamentos, não como um peso, mas como uma proposta amorosa que nos garante a comunhão com Ele e que gera a vida em abundância para todos. Os mandamentos são a parte que devemos cumprir na Aliança com Deus, como mostra o livro do Deuteronômio, ao narrar a Aliança de Deus com o povo de Israel. Os mandamentos não são algo difícil demais e nem estão fora do alcance do ser humano, pois o Senhor não exige algo que não possamos cumprir. Nesse sentido, a parábola do bom samaritano ensina como podemos viver os mandamentos do Senhor, resumidos no amor a Deus e ao próximo. Diante de uma pessoa necessitada, o samaritano é capaz de ter compaixão, de se deixar tocar pelo sofrimento do irmão. A compaixão não é um sentimento intimista, que nos permite permanecer de braços cruzados diante do irmão sofredor. A compaixão sempre se traduz em gestos concretos de solidariedade. E como vemos na parábola, a solidariedade é exigente, pois implica na doação do que temos de mais precioso: proximidade, tempo e bens materiais. Ninguém consegue ser solidário de longe. É preciso aproximar-se daquele que sofre e estender a mão para socorrê-lo. Mas para que isso aconteça, é preciso gastar o precioso tempo de nossa vida....
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14º DOMINGO DO TEMPO COMUM 14º DOMINGO DO TEMPO COMUMIs 66,10-14c / Sl 65 / Gl 6,140-18 / Lc 10,1-12.17-20 A liturgia deste domingo nos ensina que, onde Deus se faz presente, aí se concretiza plenamente a paz. Mas lembra-nos também que somos enviados pelo Senhor para levar Sua presença a todas as pessoas e à nossa sociedade. São Lucas, ao narrar o envio que Jesus faz de seus discípulos, apresenta uma catequese sobre a missão. Inicialmente o número 72, numa referência a Gn 10, indica todas as nações da terra, revelando a universalidade da missão, ou seja, todos são chamados a ser missionários e são enviados a todos os povos, sem exclusões. Em seguida, o fato de Jesus enviar os discípulos dois a dois, indica que a missão é sempre comunitária e não individual; ou seja, não estamos em missão quando pregamos nossas ideias e projetos pessoais, mas quando anunciamos a vontade de Deus, na comunhão eclesial. E os discípulos são enviados a todo lugar onde o próprio Jesus devia ir, revelando que a missão da Igreja, dos discípulos missionários do Senhor, é uma continuidade perene da própria missão de Jesus. Jesus se faz presente no meio do mundo por meio de seu Corpo Místico, a Igreja. Usando a metáfora das ovelhas no meio de lobos, Jesus alerta que a missão não é fácil, porque nem todos estarão de coração aberto para receber a mensagem do Reino de Deus. Por isso os discípulos precisar ser livres e despojados de bens materiais e de apegos afetivos, colocando sua segurança somente no Senhor que os enviou. Não devem esperar nada em troca, nem mesmo que a mensagem do Evangelho seja aceita. Todos são livres para receber a graça divina ou para recusá-la. Quem acolhe a presença de Deus recebe sua graça que gera a libertação de...
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SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULOAt 12,1-11 / Sl 33 / 2Tm 4,6-8.17-18 / Mt 16,13-19 São Pedro e São Paulo são aclamados como as duas colunas da nossa Igreja, como pedras vivas do edifício espiritual de Cristo que servem de exemplo para nossa caminhada de cristãos. Por isso, ao celebrarmos a solenidade destes dois apóstolos, reconhecemos neles um modelo de fé e de missão que deve animar e orientar nossa caminhada de discípulos missionários A Palavra de Deus desta solenidade nos propicia uma meditação sobre a nossa fé em quatro aspectos: a fé como dom de Deus; a fé como consciência clara do projeto de Deus; a fé como luz que orienta nossa vida e nos conserva no caminho divino; e a fé enquanto certeza de que Deus caminha conosco e nos socorre nos momentos de tribulação. No Evangelho, narrado por Mateus, perante o questionamento feito por Jesus, Pedro faz uma profissão de fé clara e objetiva. As palavras de Jesus indicam que não foi a condição humana de Pedro que permitiu tal compreensão, mas que tinha sido uma revelação de Deus. Ensina-nos dessa forma que Deus é a fonte da verdadeira fé. A fé é sempre uma iniciativa de Deus, que deseja se revelar, manifestando-se à humanidade, comunicando seu mistério divino e oferecendo uma vida de comunhão no amor. Cabe a cada pessoa aceitar essa oferta que Deus faz de Si, acolhendo Sua revelação e dando seu assentimento humano, seu sim ao mistério revelado. Sendo dom de Deus, a fé é plena; mas por depender da abertura de coração de cada pessoa, a consciência desse dom de Deus é gradativa. Por isso somos chamados a crescer na fé, acolhendo a revelação que Deus faz de si. A profissão de fé de Pedro não foi algo acabado, definitivo....
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12º DOMINGO DO TEMPO COMUM 12º DOMINGO DO TEMPO COMUMZc 12,10-11; 13,1 / Sl 62 / Gl 3,26-29 / Lc 9,18-24 Em meio a mentalidade hedonista predominante em nossos dias, que nos incentiva a aproveitar, curtir a vida, Jesus hoje convida-nos a assumir o compromisso de doação e entrega de si. Três aspectos, portanto, são relevantes na liturgia deste domingo: a fé, a cruz e a Vida Nova em Jesus Cristo. São Lucas nos apresenta o momento em que Jesus questiona os discípulos sobre a Sua pessoa e a Sua missão. É um acontecimento que marca a mudança na missão de Jesus pois, até então, Ele estava anunciando o Reino na região da Galileia e em seguida vai iniciar sua caminhada para Jerusalém. O momento é de retiro para oração. Uma ocasião para rever a caminhada, para avaliar como fora até então a acolhida do anúncio que fizera do Reino de Deus. A resposta dos discípulos sobre a compreensão que o povo tinha da mensagem de Jesus não revelou um entendimento em plenitude. Jesus era visto como um profeta poderoso, comparado a Elias e a João Batista. Questionando os discípulos, Jesus recebe de Pedro a profissão de fé que revelava um entendimento pleno de quem Ele era: O Cristo de Deus, o Messias esperado. Jesus acolhe a profissão de fé feita por Pedro, mas não se deixa iludir. Ele tem consciência de que os discípulos compartilhavam da esperança messiânica de que o Messias seria um enviado divino com poderes políticos para implantar um reino grandioso, como no tempo do rei Davi. Por isso Jesus pede que os discípulos nada digam ao povo, para evitar que espalhem uma fé equivocada. Dedica-se então, a edificar no coração dos discípulos uma fé clara, revelando que Ele é o Messias Servo, que vem para oferecer sua vida. Não será...
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SOLENIDADE DE CORPUS CHRISTI SOLENIDADE DE CORPUS CHRISTIGn 14,18-20 / Sl 109 / 1Cor 11,23-26 / Lc 9,11b-17 A Solenidade de Corpus Christi é a festa da Eucaristia. Jesus Cristo instituiu a Eucaristia em sua última ceia com seus discípulos, a qual celebramos na Quinta-feira Santa. Mas a iminência da Sexta-feira Santa, com a memória da paixão e morte de Nosso Senhor, impede que manifestemos nosso louvor a Deus por esse gesto tão magnífico. Por isso a Igreja instituiu essa festa, para proclamar a fé na presença de Jesus em seu Corpo e Sangue, na Santíssima Eucaristia. Essa festa tem um caráter público, por isso é essencial a procissão, para que os católicos tenham a oportunidade de testemunhar ao mundo sua fé no Santíssimo Sacramento. Esse gesto de proclamar ao mundo nossa fé na presença do Senhor, em seu Corpo e Sangue, é uma resposta de amor e de gratidão ao nosso Deus, que nos presenteou com tão inefável mistério e com tão precioso tesouro: Ele permanece no meio nós! Não de maneira simbólica ou teórica, mas de forma real, em seu Corpo e Sangue. A festa de hoje é uma oportunidade para aprofundarmos a nossa fé nesse mistério de amor que o Senhor Jesus confiou a nossa Igreja. Por isso a Liturgia da Palavra nos convida a meditar sobre um aspecto da Eucaristia que está presente em todos os textos: o pão. O pão que apresentamos a Deus, numa oferenda agradável, recebemos transformado no Corpo de Cristo, que nos convoca a um projeto de vida de partilha, no qual o pão nunca se acaba. O livro do Gênesis nos apresenta o gesto de Melquisedec de fazer uma oferenda ao Senhor e de abençoar Abrão. Ao invés de sacrifícios cruentos, ou seja, com derramamento de sangue, que eram comuns naquela época, Melquisedec oferece pão...
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SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADEPr 8,22-31 / Sl 8 / Rm 5,1-5 / Jo 16,12-15 Na solenidade da Santíssima Trindade celebramos o mistério central da nossa fé: cremos em um único Deus, que se revela em três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O mistério da Santíssima Trindade não é algo totalmente inacessível à inteligência humana, pois Deus não se fecha em si mesmo, mas também não é uma verdade que se possa comprovar empiricamente. Antes, é um convite que Deus nos faz para participarmos dessa comunhão trinitária, mergulhando nessa experiência de amor. Deus revelou-se plenamente como um Deus Uno e Trino com a efusão do Espírito Santo. Mas o livro dos Provérbios convida-nos a reconhecer que o Espírito Santo se manifestara desde o princípio, enquanto sabedoria divina. Ela fora constituída desde a eternidade, e participou da obra da criação agindo como “mestre de obras”. Compreendemos que o Espírito Santo atua desde o princípio, tanto no universo físico, "brincando na superfície da terra", como na história humana, "alegrando-se em estar com os filhos dos homens". São Paulo, na Carta aos Romanos, apresenta a fé trinitária a partir da ação mediadora de Jesus Cristo e da ação santificadora do Espírito Santo. Por meio de Jesus Cristo nos foi dada a fé, porta de acesso à graça divina e que nos fez, na esperança, participantes da glória eterna. E mesmo diante das tribulações, quem nos faz perseverar nessa vida de comunhão é o amor do Pai, derramado em nossos corações pelo Espírito Santo. Essa comunhão no amor de Deus nos concede a virtude da constância na fé, numa esperança que não decepciona. São João narra o diálogo de Jesus com seus discípulos na última ceia, no qual Ele promete que enviará o Espírito da Verdade. Acolhendo o Espírito Santo...
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SOLENIDADE DE PENTECOSTES SOLENIDADE DE PENTECOSTESAt 2,1-11 / Sl 103 / 1Cor 12,3b-7.12-13 / Jo 20,19-23 Com a solenidade de Pentecostes a celebração da Páscoa atinge sua plenitude. A alegria pela ressurreição de Jesus se expande, alcançando todo o universo, com a efusão do Espírito Santo, o sopro de Deus que renova a face da terra. A manifestação do amor divino, que teve inicio no ato da criação, e que se revelou de forma inquestionável no gesto de entrega de Jesus na cruz e na sua vitória na ressurreição, torna-se plena com a efusão do Espírito Santo. Somos convidados a rejuvenescer nossa fé em Deus, que se revela de uma forma renovada e renovadora. A narrativa do envio do Espírito Santo sobre a Igreja convida-nos a compreender Deus de uma maneira nova. Já não podemos conceber Deus como um ser estático olhando do alto a humanidade aqui na terra. Deus é onipotente, mas também é onipresente. A presença do Espírito Santo no meio do mundo ensina-nos a compreender Deus como Aquele que está no meio de nós, presente em todos os tempos e lugares, agindo continuamente. Sua presença traz a graça da renovação espiritual em todos os âmbitos, desde a vida de cada pessoa até levar à plenitude toda a criação. O Espírito Santo é Deus agindo em cada ser humano, em cada um de nós, impulsionando-nos para crescer sempre mais na santidade. É Ele quem nos ensina a linguagem universal do amor, compreensível por todos, como nos relata o Livro dos Atos dos Apóstolos, e que é capaz de unir o mundo inteiro. Na força do Espírito Santo, o amor divino é manifestado a todos os povos e nações, simbolizados pelos peregrinos de diferentes lugares que ouviram os apóstolos e os compreendiam em sua própria língua. O Espírito Santo também age em...
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SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHORAt 1,1-11 / Sl 46 / Ef 1,17-23 / Lc 24,46-53 A solenidade da Ascensão do Senhor é a celebração do retorno de Jesus à Sua glória. Depois de ter cumprido a missão de conceder a salvação à humanidade, em sua morte e ressurreição, Jesus sobe aos céus e senta-se a direita do Pai, como nos ensina São Paulo na carta aos Efésios. Estar à direita de Deus significa que Jesus compartilha da glória e do esplendor do Pai, na comunhão eterna da Santíssima Trindade. A ascensão do Senhor reflete a espiritualidade pascal na qual celebramos Cristo Vivo e Vencedor, pois é uma manifestação da vitória de Cristo, que supera todas as limitações humanas e reassume sua condição divina. São Paulo nos diz que Jesus em sua glória está acima de toda autoridade, todo poder e soberania, neste mundo e no mundo futuro. Com isso nos ensina que a humildade revelada no mistério da encarnação, quando Jesus abandonou sua condição divina para se assumir nossa condição de criaturas, não diminuiu sua majestade divina. Pelo contrário, seu gesto de kénosis, de abaixamento, o tornou ainda mais sublime, pois permitiu que Ele manifestasse ao mundo a plenitude de Seu amor. Sua ausência material no meio do mundo não significa Sua ausência espiritual. Jesus continua atuante na Igreja, como Sua cabeça. Enquanto Igreja somos Seu corpo, e especialmente, somos Suas mãos e Seus pés, que permitem a presença e a ação de Deus em todos os lugares; mas quem permanece como cabeça da Igreja é Cristo. A Igreja é guiada por Cristo como o corpo é orientado pela cabeça. E a força vital, que sustenta o Corpo Místico de Cristo é o Espírito Santo, a força do alto que nos reveste e nos ampara na missão de testemunhar e...
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Recados da Semana

De 19 a 24 de Agosto de 2019

19/08: Segunda-feira
15h – Hora Santa do Apostolado da Oração
19h30 – Reunião da Past. Pessoa Idosa (PPI)
20h – Terço Vocacional

20/08: Terça-feira
19h30 – Formação Missionária

21/08: Quarta-feira
17h – Seminário Teologia
20h – Terço dos jovens

22/08: Quinta-feira
19h30 – Missa c/ bênção SS. Sacramento
Pastorais Responsáveis: ENS 12, ENS 21, ECC, Pastoral da Acolhida, Apostolado da Oração, Pastoral Vocacional, MCO.
20h30 – Reun. E. N. Sra. da Estrela

23/08: Sexta-feira
19h30 – Cel. e Nov. a São Judas Tadeu
Comunidade Responsável: São José e Nossa Senhora Aparecida

24/08: Sábado
09h – Missa no Santuário de Nossa Senhora Aparecida [Romaria Diocesana]

25/08: Domingo
09h30 - Encontro das Famílias Legionárias