Comentários das Liturgias

2º DOMINGO DA PÁSCOA 

2º DOMINGO DA PÁSCOA 
At 5,12-16 / Sl 117 / Ap 1,9-11.12-13.17-19 / Jo 20,19-31 
 

tomeO tempo pascal convida-nos a vivenciar a alegria da ressurreição de Jesus, como manifestação da misericórdia divina, que nos torna participantes da vitória de Cristo. No Senhor Ressuscitado fomos libertos do pecado e renascemos para uma vida nova. Como novas criaturas, devemos permanecer unidos como comunidade de fé, especialmente na celebração da ressurreição, no Dia do Senhor, que é fonte da força necessária para cumprir a missão que Jesus nos confiou.


O episódio da incredulidade de Tomé revela que, isolados em nosso individualismo, não podemos experimentar a comunhão com Cristo Ressuscitado. O relato destaca a importância da Igreja, como caminho deixado por Jesus para que esse encontro de salvação se realize na vida de cada discípulo. No primeiro dia da semana, o dia da ressurreição, a comunidade está reunida, mas está com as portas fechadas, por medo dos judeus. Essa limitação humana não impede a presença de Jesus, que ultrapassa os obstáculos impostos pela fraqueza humana e se manifesta no meio da comunidade. Sua presença é fonte da paz e da missão, pois o Ressuscitado concede aos apóstolos o Espírito Santo e os envia para levar ao mundo a graça da salvação que, por meio do perdão dos pecados, gera a paz. 


O livro dos Atos dos Apóstolos relata a ação da Igreja, alicerçada no testemunho dos apóstolos, sob a força do Espírito Santo, cumprindo sua missão de ser presença do Senhor Ressuscitado no meio do mundo. Os sinais que os apóstolos realizavam revelam uma Igreja presente e atuante na realidade, manifestando a misericórdia divina, que gera a libertação de toda forma de mal. E esse testemunho concreto da misericórdia divina faz com que mais pessoas reconheçam Jesus como Senhor e a Ele se consagrem. À sombra da Igreja, simbolizada na pessoa de Pedro, as pessoas buscavam a misericórdia divina, para terem sua vida transformada e alcançar a libertação de todo mal.


A importância do Dia do Senhor, como encontro com o Ressuscitado e de experiência de Sua misericórdia, nos é apresentada pelo livro do Apocalipse ao narrar a experiência de fé que João, símbolo de toda a Igreja perseguida, tem do Senhor. No primeiro dia da semana, dia em que a Igreja se reúne para celebrar a ressurreição de Cristo e proclamar sua vitória sobre a morte, João reconhece o Ressuscitado presente na história, como o sumo e eterno sacerdote e o rei do universo, por meio dos símbolos da túnica e da faixa de ouro. Ele é o Senhor do tempo e da história, o primeiro e o último. Ele vive para sempre e tem o poder sobre a região dos mortos, porque venceu a morte definitivamente. Desse encontro com o Ressuscitado brota uma mensagem de esperança e de certeza da vitória para toda a humanidade, chamada a permanecer fiel ao projeto de justiça e de paz 


A presença do Ressuscitado na comunidade nos ensina que, neste tempo marcado pelo individualismo, devemos renovar nossa fé na Igreja como dom de Deus e o caminho privilegiado para acolher a misericórdia divina. A vida em Igreja, verdadeira escola de comunhão, ensina a nos tornarmos responsáveis pelo irmão, na construção de um mundo mais solidário, e nos prepara para a comunhão da eternidade. Como membros do Corpo Místico de Cristo, a Igreja, devemos ser no mundo sinal da Vida Nova. À sombra de cada batizado, pedra viva da Igreja, os irmãos e irmãs esperam encontrar a misericórdia divina que liberta e salva.

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