Comentários das Liturgias

25º DOMINGO DO TEMPO COMUM

25º DOMINGO DO TEMPO COMUM
Am 8,4-7 / Sl 112 / 1Tm 2,1-8 / Lc 16,1-13

25oDomingoComum filhosDoMundoMaisEspertosFilhosDaLuzO mundo é dos espertos! Esse é o slogam que predomina em nossa sociedade atualmente. Quem tiver mais esperteza, obterá maiores vantagens materiais. Não são considerados os valores morais e nem se cogita pensar nas consequências éticas e sociais. Cada um deve lutar com as armas que possui, não importando se a corrupção seja a maior delas. E dessa forma, vai-se edificando uma sociedade onde predomina a injustiça e os mais fracos são relegados à miséria. Diante dessa realidade, a Palavra de Deus deste domingo é uma espada afiada, que penetra na mente e no coração dos cristãos, alertando para o perigo da idolatria do dinheiro, que causa a morte espiritual de quem se deixa dominar pela ganância e a morte física dos que são vítimas da corrupção.


A realidade de corrupção já é denunciada por Amós como uma triste realidade que existia no séc. VIII aC, no Reino do Norte (Israel). Em meio à pobreza do povo, o profeta denuncia a corrupção dos comerciantes que adulteravam balanças e das autoridades que compravam o povo com um par de sandálias. E também alerta que essa corrupção, que maltrata os humildes e causa a miséria dos pobres, não passa despercebida diante do Senhor.


Orientando os discípulos sobre o uso correto dos bens materiais, Jesus conta a parábola do administrador que não foi mais considerado digno de confiança pelo seu patrão e foi despedido. E, para não ficar na miséria, age com esperteza, diminuindo a conta dos credores afim de angariar favores futuros. Segundo a estrutura social da época, o administrador não tinha um salário fixo e recebia por uma espécie de comissão. O que o administrador fez foi diminuir sua comissão para conquistar amigos, revelando assim que estava superfaturando o preço dos produtos para aumentar seus ganhos. Essa esperteza corrupta elogiada pelo patrão revela que aqueles que se consideram espertos nos negócios agem como filhos das trevas e não como filhos da luz.


Com esta parábola, Jesus nos adverte sobre um perigo que, partindo do modo como administramos os bens materiais, alcança a vida espiritual: a idolatria. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro, disse Jesus. Os bens materiais são uma dádiva divina, colocados nas mãos do homem para que ele os administre em vista do bem comum. Quando se deixa dominar pela idolatria, o homem age com esperteza e se torna corrupto, tomando para si o que não lhe pertence moralmente.


São Paulo exorta os cristãos a rezarem pelos que governam e pelos que ocupam altos cargos, para que exerçam sua autoridade com justiça, sem se deixar corromper, a fim de que todos possam levar uma vida tranquila e serena, todos tenham sua dignidade humana respeitada. O convite para erguermos nossas mãos santas, em oração, é um alerta para que as mãos de todos os cristãos não estejam manchadas pela corrupção, pois quem não é honesto nas pequenas coisas, também não será honesto nas grandes.


Muitos cristãos hoje, exercendo cargos de governo ou não, ficam seduzidos pela possibilidade de enriquecimento fácil por meio da corrupção, não se importando com as consequências éticas de seus atos e sem tomar consciência de que estão se deixando dominar pela idolatria do dinheiro. Jesus nos alerta que é preciso usar o dinheiro para promover a vida e não a morte. Pois quem não sabe utilizar os bens materiais, que são passageiros, não se mostra capaz de receber os bens espirituais, que são eternos.

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