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NOTA DA COMISSÃO DE DEFESA DA VIDA

NOTA DA COMISSÃO DE DEFESA DA VIDAREGIONAL SUL 1 DA CNBB   Nesta quarta-feira, 25 de julho, a Comissão em Defesa da Vida do...

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Estudo sobre a Exortação Apostólica Verbum Domini

No último domingo, dia 05 de agosto de 2018, aconteceu em nossa paróquia o encontro de espiritualidade onde nosso pároco fez...

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COMENTÁRIOS DAS LITURGIAS

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24º DOMINGO DO TEMPO COMUM 24º DOMINGO DO TEMPO COMUMIs 50,5-9a / Sl 114 / Tg 2,14-18 / Mc 8,27-35   Somos convidados pela Palavra de Deus a discernir sobre quem é Jesus em nossa vivência religiosa e as consequências práticas de nossa fé. O trecho do Evangelho deste domingo marca uma inflexão na narrativa de São Marcos que, desde o início de seu Evangelho, apresenta Jesus revelando sua identidade de Filho de Deus por meio de gestos que libertam as pessoas de todo mal que as afligem e impedem sua plena realização. Neste ponto do Evangelho, Jesus questiona os discípulos sobre a compreensão que o povo estava tendo de Sua missão, e percebe que não tinham entendido plenamente quem Ele era. Ao fazer o mesmo questionamento aos discípulos, recebe de Pedro a profissão de fé de que era o Messias. Entretanto, a compreensão de Pedro ainda era ambígua pois, motivado pela mentalidade de sua época, via em Jesus um libertador meramente político. Por isso fica escandalizado quando Jesus revela que assumiria o caminho da cruz. E diante da tentativa de Pedro de impedir que realize Seu projeto de doação da vida, Jesus chama-o de satanás, que significa adversário, aquele que se coloca contra o projeto divino, mostrando que Pedro estava pensando como os homens e não como Deus. Jesus então inicia uma nova etapa em sua missão, preparando os discípulos para o verdadeiro caminho de salvação que Ele veio instaurar, o qual implica na capacidade de oferecer a própria vida pelo bem do irmão e pela edificação de um mundo melhor. Propõe uma nova lógica, uma nova forma de compreender a vida e a busca da felicidade, que não passa pela realização de desejos e vontades individuais, mas pela doação da vida em vista de um projeto maior, o bem comum e a felicidade...
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23º DOMINGO DO TEMPO COMUM 23º DOMINGO DO TEMPO COMUMIs 35,4-7a / Sl 145 / Tg 2,1-5 / Mc 7,31-37   São Marcos narra-nos hoje o gesto de Jesus de curar um homem surdo e que falava com dificuldade, concretizando o projeto salvífico de Deus para toda humanidade, no qual o homem é chamado a abrir-se para a vida e para a comunhão. Esse projeto divino já vemos revelado pelo profeta Isaías, ao proclamar a esperança ao povo que sofria no exílio na Babilônia, anunciando a ação de Deus que vem ao encontro do povo para libertar do desânimo e do medo. Isaías proclama o poder e o amor divino o qual, a semelhança da água que faz o deserto virar jardim transformando a morte em vida, é capaz de recriar, não somente a natureza, mas também cada pessoa oprimida. O gesto libertador realizado por Jesus acontece em território pagão. Depois de ter sido rejeitado pelos doutores da Lei, por interpretar a Lei divina em seu sentido original, na defesa da vida e dignidade humana, Jesus vai para a região da Decápole, ao encontro daquelas pessoas que, por não pertencerem ao povo judeu, estavam excluídas da salvação. Entre os excluídos, Jesus encontra um homem ainda mais excluído, um surdo que falava com dificuldade. Era excluído porque possuía uma deficiência física, entendida como um castigo divino; e ainda mais, sendo a linguagem o meio privilegiado de interação social, aquele homem era também alguém fechado, isolado em seu próprio mundo. É, pois, o símbolo do ser humano fechado para Deus e para os irmãos, incapaz de estabelecer relacionamentos fraternos e de conviver com dignidade com seus semelhantes. O gesto de Jesus recorda o poder criador de Deus, que fez o homem a Sua imagem e semelhança, aberto para criar relações de amor, justiça e paz. Afastar-se da...
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22º DOMINGO DO TEMPO COMUM 22º DOMINGO DO TEMPO COMUMDt 4,1-2.6-8 / Sl 14 / Tg 1,17-18.21b-22,27 / Mc 7,1-8.14-15.21-23   O conflito entre Jesus e os fariseus e mestres da Lei com relação à interpretação e prática da Lei de Deus, convida-nos a avaliar as regras e costumes que orientam nossa sociedade, bem como a rever a compreensão e vivência dos preceitos divinos. Se atualmente há rejeição a toda forma de norma moral ou religiosa como sendo uma privação da felicidade, também constatamos tradições sociais que geram a marginalização de muitas pessoas, excluindo-as de uma vida digna. Quando ouvimos a palavra lei, podemos simplesmente entender como uma imposição externa, que nos obriga a realizar determinadas ações ou que nos proíbe de fazer algo. O livro do Deuteronômio, fazendo um resumo catequético da lei divina, nos mostra que as leis que o povo recebeu de Deus, pelas mãos de Moisés, não são normas impostas por um Deus autoritário, que deseja manter seu povo sob Seu domínio, mas a parte que cabe ao povo na Aliança feita com o Senhor. Deus toma a iniciativa de libertar o povo da escravidão no Egito e assume o compromisso protegê-lo na terra prometida. Por sua vez, o povo é chamado a corresponder a esse amor por meio da prática da justiça e do amor. Assim, as leis divinas não são uma imposição a ser cumprida, mas o caminho da vida e da felicidade para todo o povo de Deus Os fariseus e mestres da Lei, fiéis estudiosos da Lei de Deus, questionam Jesus porque seus discípulos não cumprem os preceitos de pureza, acusando-os de não observarem a "tradição dos antigos". A partir das leis do Antigo Testamento, os fariseus haviam elaborado 613 regras, que deviam ser rigorosamente cumpridas e que serviam de parâmetro para dividir o povo entre os...
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21º DOMINGO DO TEMPO COMUM 21º DOMINGO DO TEMPO COMUMJs 24,1-2a.15-17.18b / Sl 33 / Ef 5,21-32 / Jo 6,60-69   Continuamente somos interpelados a tomar decisões, as quais são determinadas pelos valores que orientam nossa existência humana. Por isso, a Palavra de Deus deste domingo convida-nos a refletir sobre as opções e escolhas que fazemos em nosso cotidiano familiar, comunitário e social. Nas palavras de Pedro encontramos o exemplo de quem acolhe Jesus como o verdadeiro e pleno sentido de sua história, reconhecendo que longe de Seu amor não teremos vida; e nas palavras de Josué, o convite para servir unicamente ao Senhor, rompendo toda forma de idolatria e de infidelidade ao amor de Deus. Meditando os últimos versículos do capítulo sexto do Evangelho de São João, percebemos a reação dos discípulos diante da proposta apresentada por Jesus. Alguns consideram a palavra de Jesus dura demais e O abandonam. Diante dessa rejeição, Jesus questiona os doze apóstolos acerca da opção que estão dispostos a fazer. Cabe a Pedro, em nome de todos, confirmar a comunhão de vida com Ele: a quem iremos? Tu tens Palavras de Vida Eterna! E também professar a fé: Tu és o Santo de Deus! Mas por que a palavra de Jesus era dura demais? Porque Ele havia oferecido a si mesmo como Pão Vivo descido do céu, garantia de vida eterna; havia oferecido seu Corpo e Sangue para que, aquele que O recebesse, permanecesse plenamente unido a Ele. Os discípulos ficaram assustados porque compreenderam as consequências dessa comunhão plena com Jesus. Receber o Pão da Vida, o Corpo e o Sangue de Cristo na Eucaristia implica uma vida de fidelidade total ao projeto de Deus, uma união sem reservas com Cristo e com o Corpo Místico de Cristo, a Sua Igreja. São Paulo ensina sobre essa união de Cristo...
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SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORAAp 11,19a;12,1-6a.10ab / Sl 44 / 1Cor 15,20-27a / Lc 1,38-56   O dogma da Assunção de Nossa Senhora foi proclamado pelo Papa Pio XII em 1950, confirmando a tradição cultivada desde as primeiras comunidades cristãs, de contemplar Maria participando da glória celeste, junto a seu Filho Jesus. Naquele momento histórico, após a 2ª Guerra Mundial, a humanidade estava mergulhada no pessimismo e no desânimo, e tinha dificuldades para vislumbrar o futuro com esperança. Por isso a Igreja, com o olhar da fé, celebra a participação de Maria na glória divina, reconhecendo na vitória da Mãe de Jesus e Mãe de Deus, o anúncio de que toda a humanidade tem como destino certo a comunhão eterna na graça da Santíssima Trindade. É a afirmação de que a humanidade não está destinada ao fracasso, mas caminha para a plenitude da vida, na comunhão do amor de Deus. São Paulo anuncia essa plenificação de toda a criação, em sua carta aos Coríntios, ensinando que, em Jesus Cristo Ressuscitado, todos participam da vida nova. A ressurreição do Senhor inaugura um novo tempo na história da humanidade, no qual o bem é vitorioso sobre o mal, pois a vida vence a morte. E Maria, por ser a mãe de Jesus, é a primeira a receber essa vida em plenitude, sendo acolhida na comunhão eterna da Santíssima Trindade. Sabendo que temos um destino certo, devemos orientar nossa vida para que possamos alcançar essa meta espiritual. Nesse sentido, Maria é para toda a humanidade um modelo de quem consagra totalmente a vida ao plano amoroso de Deus, que quer conceder a vida em plenitude a todos os seus filhos e filhas. O encontro da Mãe de Jesus com a mãe de João Batista, segundo a teologia de São Lucas, indica a...
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19º DOMINGO DO TEMPO COMUM 19º DOMINGO DO TEMPO COMUM1Rs 19,4-8; Sl 33; Ef 4,30 - 5,2; Jo 6,41-51   Aprofundando a meditação sobre a Eucaristia, contemplamos o empenho do Senhor em oferecer aos homens o “pão” que gera vida plena. São João mostra que Jesus é o pão vivo que desceu do céu para dar vida à humanidade, revelando que Deus sempre nos acompanha em nossa caminhada, sendo nosso alimento, a fonte da força espiritual que necessitamos.Esta providência divina que nos sustenta já vemos revelada no Antigo Testamento, quando o Senhor socorreu o profeta Elias, em um momento de profunda crise existencial. Elias havia enfrentado os profetas de Baal e provado que o verdadeiro Deus era Javé, o Deus libertador. Por isso estava sendo perseguido e teve que fugir para o deserto. Sentindo-se fraco por causa da ingratidão e da perseguição, Elias entrega-se ao desânimo e pede a morte. Mas o Senhor vem ao seu encontro e lhe oferece o alimento que sustenta: levanta-te e come, pois, o caminho é longo. Com a força do alimento divino, Elias caminha até o monte Horeb, o monte onde Deus fizera a Aliança com seu povo. Igualmente Jesus enfrenta dificuldades, ao ser rejeitado pelos judeus, que ficam escandalizados diante do mistério da encarnação, visto que conhecem a vida de Jesus, sua família, e por isso não aceitam sua origem divina e nem que Ele é o Salvador. Não conseguem transcender o visível, para acolher o divino na pessoa de Jesus. Ele então mostra que é preciso abrir o coração e acolher o amor de Deus, que quer nos alimentar e fortalecer com o pão da vida, o próprio Jesus, em seu Corpo e Sangue na Eucaristia. A Eucaristia é o alimento que desce do céu, prenunciada no alimento trazido pelo anjo para fortalecer o profeta Elias. A...
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18º DOMINGO DO TEMPO COMUM 18º DOMINGO DO TEMPO COMUMEx 16,2-4.12-15; Sl 77; Ef 4,17.20-24; Jo 6,24-35   Continuando a meditação do capítulo sexto do Evangelho segundo São João, percebemos o empenho de Jesus em despertar no povo a consciência de que é preciso ir além da satisfação das necessidades materiais e buscar, no encontro profundo com Deus, o sentido para a vida e para a história. O povo, ao perceber que Jesus tinha atravessado o mar, vai ao seu encontro, mas Ele percebe que seu interesse é simplesmente ganhar o pão material e não a busca de uma nova forma de viver, em comunhão com o Senhor. Diante do questionamento de Jesus acerca de seus reais interesses, o povo recorda o episódio do maná que Deus enviou durante a travessia do deserto. Revela, assim, ter uma fé interesseira, que vê Deus somente como uma fonte de bens materiais. O povo não tinha compreendido o verdadeiro sentido do maná. O livro do Êxodo diz que o Senhor fartou o povo de carne e de pão, para que reconhecessem que Ele era o verdadeiro Deus. O pão e a carne eram apenas um sinal, o qual deveria despertar no povo a verdadeira fé, para reconhecer que Deus é o Senhor da história. Recebendo o maná, o povo era chamado a bendizer o Senhor, que o acompanhava na caminhada de libertação, e aprender a confiar em Seu amor divino, que a cada dia concedia o maná necessário. Mas vendo o maná apenas como uma ajuda para matar a fome, o povo reduziu o relacionamento com Deus a uma busca de favores materiais. Diante desse sentimento mesquinho com relação a graça de Deus, Jesus convoca o povo a buscar não somente o pão que perece, mas também o pão que permanece até a vida eterna. Além de saciar...
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17º DOMINGO DO TEMPO COMUM 17º DOMINGO DO TEMPO COMUM2Rs 4,42-44; Sl 144; Ef 4,1-6; Jo 6,1-15   A liturgia dominical do Ano B inclui a meditação do capítulo 6 do Evangelho segundo São João, o qual faz um aprofundamento teológico sobre a Eucaristia, apresentando-a como Pão da Vida descido do céu, alimento espiritual que é sustento nesta vida e garantia da vida eterna. Para revelar que todos nós temos necessidade desse alimento espiritual, São João inicia a meditação a partir da realidade humana mais premente: a necessidade de alimento material; narrando o episódio da partilha dos pães e peixes, quando Jesus saciou a fome multidão, revela o caminho proposto por Deus para que todos tenham o alimento necessário para viver dignamente. Este gesto de Jesus, de promover a partilha do pouco que eles tinham, revela que a lógica de Deus difere da lógica humana. Enquanto que, para os homens, a fartura é resultado do acúmulo, para Deus a fartura é alcançada com a partilha. É o que diz o ditado popular: o pouco com Deus é muito, o muito sem Deus é nada. Já no Antigo Testamento encontramos a revelação dessa lógica divina quando o profeta Eliseu partilhou os vinte pães. O que era “tão pouco” se multiplicou quando foi partilhado entre todos. A mesma reação humana tem André que, diante dos cinco pães e dois peixes, exclama: o que é isso para tanta gente? A partilha é fruto da gratuidade, que nos une com Deus, pois nEle tudo é graça. O acúmulo é fruto do egoísmo, que nos fecha em nós mesmos e nos impede de entrar em comunhão com Deus e com os irmãos. Mas, se a partilha gera a fartura, porque temos tanta dificuldade em partilhar? Porque nossa fé é ainda fraca. Quanto mais confiamos em Deus, mais conseguimos abrir mão...
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14º DOMINGO DO TEMPO COMUM 14º DOMINGO DO TEMPO COMUMEz 2,2-5 / Sl 122 / 2Cor 12,7-10 / Mc 6,1-6   A Palavra de Deus deste domingo convida-nos a meditar sobre as atitudes que devemos ter para acolher em nossa vida a salvação oferecida pelo Senhor. Vencendo a soberba e a dureza de coração que nos levam a rejeitar a graça divina, recebemos com humildade o Senhor que vem a nós na singeleza de Seu amor. São Marcos relata que, depois de percorrer a região da Galileia pregando e fazendo acontecer o Reino de Deus, Jesus retorna para Nazaré, cidade em que vivera desde a infância. Conforme o costume, juntou-se aos seus conterrâneos para rezar na sinagoga e começou a ensiná-los. Diante da profundidade e sabedoria de suas palavras, todos ficam admirados, mas não conseguiram reconhecer em Jesus o Salvador prometido, pois conheciam sua origem humilde, seus parentes e sua profissão de carpinteiro. Porque esperavam que o Messias descesse do céu de modo grandioso, seus corações não se abriram para compreender o plano de Deus, que no mistério da encarnação, desceu à terra e se fez igual a nós, para nos salvar. Por causa de seus corações fechados, Jesus não fez ali nenhum milagre, apenas curou doentes. Que milagre Jesus não realizou? O milagre da salvação, da transformação espiritual, que faz de cada pessoa uma nova criatura, numa relação de comunhão e amor com Deus. Nessa perspectiva, entendemos a missão do profeta Ezequiel, enviado para advertir o povo que tinha rejeitado o Senhor e, por isso, estava enfrentando o sofrimento do exílio na Babilônia. Na missão confiada a Ezequiel podemos perceber alguns motivos que podem nos afastar do caminho de Deus, e rejeitar a graça divina, como o povo de Nazaré fez diante da presença de Jesus: o povo era de cabeça dura, coração de...
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SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULOAt 12,1-11; Sl 33; 2Tm 4,6-8.17-18; Mt 16,13-19   Somos convidados a celebrar nesta liturgia o testemunho de fé das duas colunas da nossa Igreja: os apóstolos Pedro e Paulo. O calendário dos santos celebra São Pedro no dia 29 de junho, mas, devido a importância deste apóstolo, a Igreja transfere a celebração para o domingo seguinte, recordando conjuntamente o apostolado de São Paulo. Assim, a Igreja reconhece em São Pedro e São Paulo os fundamentos de sua missão evangelizadora. Estes dois apóstolos diferem em muitos aspectos: a sua origem social, a maneira como foram chamados e como tiveram seu encontro de fé com Jesus, a maneira de anunciar o Evangelho. Entretanto, ambos são modelos de entrega total ao Senhor e à missão evangelizadora. São Pedro testemunha a fé em Jesus e recebe a missão de apascentar o rebanho, de conduzir a Igreja, com a certeza de que o Senhor será sua proteção, como relata o livro dos Atos dos Apóstolos. São Paulo fez uma caminhada vocacional, aceitando Jesus como o Salvador, indo além das tradições judaicas nas quais tinha sido formado, tornando-se um ardoroso missionário. Contemplando São Pedro e São Paulo, renovamos a nossa vocação de discípulos missionários de Jesus Cristo. Estes dois apóstolos são modelos para vivermos a nossa vocação cristã. Como Pedro, devemos ser discípulos com uma fé firme e inabalável como a rocha. O discípulo é aquele que se encontra com Jesus e tem sua vida transformada. A fé, dom divino, é acolhida e fortalecida no encontro pessoal com o Senhor. Quem faz esse encontro com Jesus se apaixona por Ele, e sente a necessidade de consagrar-se plenamente ao Seu caminho de salvação. Paulo recorda que, em sua essência, a Igreja é missionária, pois foi o próprio Jesus que a...
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10º DOMINGO DO TEMPO COMUM 10º DOMINGO DO TEMPO COMUMGn 3,9-15 / Sl 129 / 2Cor 4,13 - 5,1 / Mc 3,20-35   O Evangelho desde domingo apresenta as reações à prática de Jesus de ir ao encontro do povo sofrido, levando a libertação de todos os males. Seus familiares, escandalizados com sua vida de amor ao irmão e de prática da justiça, O acusam de estar fora de si. De Jerusalém chegas mestres da Lei para investigar o que Jesus estava fazendo, os quais apresentam a acusação de que Jesus agia em nome do demônio. Jesus desmascara a inveja e a incoerência de seus acusadores, argumentando que é impossível expulsar demônios em nome do demônio, ou seja, não existe conciliação entre a prática do bem e a ação de satanás. Quem está em comunhão com Deus faz o bem, e quem está contra Deus pratica o mal. O mal não vem de Deus, mas é gerado por quem se comporta como adversário (significado da palavra satanás) do projeto divino, recusando-se a obedecer a Deus, a fazer a Sua vontade. Esse é o ensinamento do texto de Gênesis, na história da serpente e do fruto da árvore proibida. Deus criou um mundo perfeito, harmônico e sem males, e concedeu ao homem o direito de usufruir de todos os frutos, inclusive da árvore da vida, mas ordenou que ele não comesse o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Ou seja, o homem pode desfrutar de toda a criação, mas não pode determinar o bem e o mal, o certo e o errado. O parâmetro do que é o bem, do que é o certo, sempre é a vontade de Deus. Quando o homem decide por conta própria o que é bem e o que é mal, ignorando o projeto divino, gera o...
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9º DOMINGO DO TEMPO COMUM 9º DOMINGO DO TEMPO COMUMDt 5,12-15 / Sl 80 / 2Cor 4,6-11 / Mc 2,23 – 3,6   Dando continuidade à missão de manifestar o Reino de Deus, Jesus revela a dignidade que cada pessoa possui diante de Deus e que deve ser a motivação de toda lei. O contexto é a crítica feita pelos fariseus a Jesus, porque seus discípulos arrancavam trigo no dia de sábado. Interessante que não é questionado o ato de colher o trigo em um campo alheio, pois isso era permitido pela Lei, como vemos em Dt 23,25-26, que autoriza colher uvas e trigo para saciar a fome; o que os fariseus questionam é o fato de tê-lo feito em dia de sábado.De fato, a lei da observância do sábado, enquanto dia do Senhor, era muito rigorosa. Era uma forma de conservar a identidade religiosa em meio à dominação estrangeira que há séculos oprimia o povo judeu. Entretanto, essa rigorosidade acerca da Lei, estava deformando o seu sentido original; estava deixando de valorizar a dignidade humana, para escravizar, paralisar o homem. O Livro do Deuteronômio, ao apresentar o Decálogo, ou seja, o resumo da lei de Deus, destaca a observância do sábado a partir de dois elementos: o religioso e o social. No aspecto social, o mandamento destaca que o sábado é o dia de descanso para o trabalhador: trabalharás seis dias e no sétimo descansarás. E a motivação é a lembrança do tempo da escravidão no Egito, quando não havia pausa para descanso. O aspecto religioso é a lembrança da ação divina, que libertou seu povo da escravidão com mão forte. Embora ambos os aspectos estejam unidos, há a predominância do aspecto social. Já na narrativa do Decálogo no livro do Êxodo, a motivação primeira do Dia do Senhor era a celebração da ação...
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