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Peregrinação "Nos Caminhos de São Paulo"

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ESPECIAL - Campanha da Fraternidade 2019

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Tópicos, Ideias Principais e Resumo do Texto Base da CF 2019

A fim de nos aprofundarmos no estudo do texto base da Campanha da Fraternidade 2019, nossa paróquia disponibilizou os três arquivos a seguir,...

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Oração e Hino - CF 2019

Em comunhão com nossa igreja, é importante conhecermos, cantarmos e orarmos a Oração e Hino da Campanha da Fraternidade 2019. O arquivo abaixo está...

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Slides do estudo do Texto Base da CF 2019

Para os que desejarem fazer um estudo sobre o Texto Base da Campanha da Fraternidade de 2019, disponibilizamos os slides utilizados na apresentação...

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Entrevista do pe Marcio Coelho à Rádio Diocesana

  Nosso pároco, padre Marcio Coelho, que, dentre outras funções em nossa diocese, assume também o papel de Assessor Diocesano da...

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COMENTÁRIOS DAS LITURGIAS

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2º DOMINGO DA QUARESMA 2º DOMINGO DA QUARESMAGn 15,5-12.17-18 / Sl 26 / Fl 3,17 - 4,1 / Lc 9,28b-36 Neste segundo domingo da nossa caminhada quaresmal, a Palavra de Deus nos convida a contemplar a transfiguração de Jesus. Convida-nos também a busca a transfiguração da nossa vida, por meio de uma sincera conversão, que nos faça abandonar o pecado que desfigura nossa vida e nos leva a desfigurar a vida do irmão e do mundo à nossa volta.A transfiguração de Jesus é narrada nos Evangelhos sinóticos como um sinal de Sua vitória sobre a morte, na glória da ressurreição. No caminho para Jerusalém, Jesus orienta os discípulos sobre a Sua missão de oferecer a própria vida pela salvação do mundo. A cruz é apresentada aos discípulos, mas estes tem dificuldade para aceitá-la como parte do discipulado. Diante dessa rejeição e do medo da cruz, Jesus oferece aos discípulos, com a transfiguração, uma visão antecipada de sua vitória, buscando fortalecer-lhes na fé, afim de que não abandonem o caminho do Senhor, quando O virem desfigurado pelo sofrimento na cruz. O ambiente da transfiguração revela uma teofania, uma manifestação de Deus. A montanha indica o lugar da revelação divina, e a presença de Moisés e Elias indica a comunhão de Jesus com o projeto de Deus, revelado na Lei e nos Profetas. A missão de Jesus, e especificamente a morte que sofreria em Jerusalém, é confirmada pela tradição do Antigo Testamento e pela voz vinda do céu, proclamando Jesus como o Filho a quem é preciso ouvir. Deus garante assim, que Jesus estava no caminho certo, e que a doação de Sua vida na cruz não significaria o fim, mas um momento que seria transformado com a vitória sobre a morte em Sua ressurreição. Nesse sentido, a narrativa do livro do Gênesis mostra a ação...
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1º DOMINGO DA QUARESMA 1º DOMINGO DA QUARESMADt 26,4-10 / Sl 90/ Rm 10,8-13 / Lc 4,1-13 A espiritualidade quaresmal do ano C revela, de modo particular, a misericórdia divina, recordando a presença de Deus em nossa história pessoal e social, no intuito de nos resgatar do pecado e nos fazer participar da festa da Vida Nova. O primeiro Domingo da Quaresma nos traz sempre a meditação sobre as tentações que Jesus enfrentou e, com a força do Espírito Santo, venceu. O deserto é um lugar teológico, que representa o espaço de encontro com Deus, livre de toda materialidade construída pela cultura humana, e também o lugar das adversidades que enfrentamos em nossa vida, recordando que nos momentos de maior dificuldade as tentações se tornam mais difíceis de serem vencidas. Os quarenta dias indicam um tempo específico, que pode ser um momento na vida de Jesus, mas também pode indicar sua vida toda; o certo é que Jesus lutou incessantemente para não abandonar o caminho indicado pelo Pai. As três tentações representam todas as formas de tentação que Jesus enfrentou, especificamente o perigo de usar o seu poder divino, enquanto Deus Encarnado, em proveito próprio e não em vista de sua missão salvífica. A primeira leitura neste tempo quaresmal convida-nos a meditar sobre a presença de Deus em diferentes momentos da Antiga Aliança, revelando-se como Aquele que vem ao encontro de Seu povo para trazer a libertação. O texto do Deuteronômio é uma profissão de fé, que os israelitas faziam ao depositar no Templo a oferta para Deus. A oração feita ao entregar os primeiros frutos da colheita é uma síntese da revelação de Deus na história de seu povo, desde o chamado de Abraão, a ida ao Egito, o período de escravidão, a intervenção divina realizando a libertação e concedendo a Terra ao...
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QUARTA-FEIRA DE CINZAS QUARTA-FEIRA DE CINZASJl 2,12-18 / Sl 50 / 2Cor 5,20 - 6,2 / Mt 6,1-6.16-18 O tempo litúrgico da Quaresma nos traz o convite para nos deixarmos reconciliar com Deus, como exorta São Paulo. Não se trata de um mero período de penitência e sacrifício, como se Deus desejasse nosso sofrimento. A conversão que a espiritualidade quaresmal nos estimula a realizar pode até exigir de nós um esforço acentuado, pois toda mudança de vida exige empenho e disciplina. Mas o motivo fundamental é a celebração da festa pascal. A Páscoa é o ponto de chegada e a fonte de sentido de todo o período quaresmal. Para que possamos vivenciar esse tempo de salvação precisamos tomar consciência de nossas fraquezas e invocar a misericórdia divina. Esse é o sentido das cinzas: reconhecer que somos pó e ao pó voltaremos, ou seja, com humildade fazer a experiência de nossas limitações. Essa atitude de humilde nos é proposta pelo profeta Joel, ao convidar o povo a não rasgar as vestes, mas o coração. O gesto de rasgar as vestes indicava uma confissão pública do erro cometido e do sincero arrependimento, mas que perdera sua densidade história e espiritual, tornando-se um mero rito externo. Joel exorta a retomar seu sentido original, de expressar uma experiência profunda de arrependimento de mudança de vida. Advertência semelhante faz Jesus, ao propor aos discípulos uma nova justiça, mais coerente que a dos fariseus. Ele orienta a viver a espiritualidade de forma verdadeira e não como um rito externo para ser aclamado por todos. Dessa orientação a Igreja absorveu os três exercícios espirituais de conversão quaresmal: a oração, o jejum e a esmola. Estes podem ser compreendidos a partir da dinâmica relacional de todo ser humano, que se relaciona com Deus por meio da oração, consigo mesmo com o...
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8º DOMINGO DO TEMPO COMUM 8º DOMINGO DO TEMPO COMUMEclo 27,5-8 / Sl 91 / 1Cor 15,54-58 / Lc 6,39-45 A Palavra de Deus deste domingo nos convida a refletir sobre a coerência de nossa vida de fé, entre o que falamos e o que vivemos. Também nos admoesta a termos um coração humilde, que reconhece os próprios erros e, por isso, não acusa o irmão que erra. O Evangelho nos apresenta a continuidade do discurso da planície, no qual Jesus orienta seus discípulos sobre os princípios que devem orientar os relacionamentos fraternos. Faz uma advertência a todos aqueles que, de alguma forma, tem a missão de serem mestres, ou seja, que são guias do irmão, destacando que é preciso coerência entre o que ensina e o que vive. Ao destacar que um cego não pode guiar outro cego, mostra que o verdadeiro mestre ensina com autoridade e não com poder e força. E essa autoridade é fundamentada na coerência de sua vida, ou seja, seus ensinamentos são confirmados por suas atitudes. A coerência de vida exige que, antes de apontarmos o erro do irmão, devemos reconhecer nossos próprios erros. Com a metáfora do cisco e da trave, Jesus adverte sobre o perigo da hipocrisia, de quem torna público o erro do irmão, mas não toma consciência de seus próprios erros, muitas vezes bem mais graves que o do irmão. Quando temos consciência de nossos limites e fraquezas tornamo-nos humildes e, ao percebermos o erro do irmão, lembramos dos nossos, não nos sentindo em condições de condená-lo. Mas o que leva uma pessoa a ser incoerente, ou seja, apontar o cisco no olho do irmão, não percebendo a trave que está no seu? Podemos pensar em três situações: a primeira é da pessoa que vive uma ilusão com relação a si mesma, tendo uma percepção...
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7º DOMINGO DO TEMPO COMUM 7º DOMINGO DO TEMPO COMUM1Sm 26,2.7-9.12-13.22-23 / Sl 102 / 1Cor 15,45-49 / Lc 6,27-38   A Palavra de Deus deste domingo nos apresenta um ideal a ser buscando em nossa caminhada de fé: a vivência do amor não somente para com aqueles que nos amam ou nos fazem o bem, mas para todos, inclusive para aqueles que nos prejudicam. É um caminho exigente e difícil, mas que nos eleva para além da mentalidade de troca e nos coloca no âmbito da gratuidade, nos aproximando de Deus. Lucas continua apresentando no Sermão da Planície, a proposta de Jesus para seus discípulos, O qual afirma de modo enfático: a vós que me ouvis. Ou seja, trata-se de um caminho para aqueles que abrem o coração e se deixam conduzir pelos ensinamentos do Mestre. É um caminho diferente do proposto pelo mundo, ou mesmo pela realidade existencial humana; por isso a necessidade de acolher as palavras de Jesus. A proposta de Jesus radicaliza o mandamento do amor ao próximo, revelado desde o Antigo Testamento, pois agora é preciso amar não somente aqueles que nos amam ou que nos fazem o bem, mas manifestar o amor àqueles que nos odeiam, amaldiçoam ou caluniam. Jesus também propõe que o mal sofrido seja respondido com a prática do bem. Oferecer a outra face diante do mal sofrido não significa resignar-se diante do mal, mas dar uma resposta diferente. Se devolvemos o mal sofrido, estaremos praticando o mal e nos assemelhando àquele que nos prejudicou. Como discípulos de Jesus, devemos assumir posturas que sejam qualitativamente superiores àquelas geradas pelo pecado. Devemos buscar cada vez mais nos assemelharmos a Cristo. Por isso também a exortação de não julgarmos e não condenarmos o irmão, mas buscarmos cada vez mais praticar a misericórdia, nos assemelhando a Deus que é...
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6º DOMINGO DO TEMPO COMUM 6º DOMINGO DO TEMPO COMUMJr 17,5-8 / Sl 01 / 1Cor 15,12.16-20 / Lc 6,17.20-26 A Palavra de Deus deste domingo nos apresenta a proposta divina para a nossa felicidade: permanecer no caminho no Senhor, alicerçando nossa esperança em Cristo Ressuscitado. Nossa existência não se limita à materialidade deste mundo, por isso, o caminho da felicidade e da realização que escolhemos não pode ficar reduzido às propostas finitas e temporárias da realidade material.O Evangelho narra o chamado Sermão da Planície, num correlato com o Sermão da Montanha de Mateus. Também as bem-aventuranças recebem uma configuração própria, dentro do projeto catequético de Lucas. Ao invés das nove bem-aventuranças de Mateus, temos apenas quatro, com o seu oposto apresentado como uma advertência a ser evitada. Lucas mostra, portanto, que é preciso fazer uma escolha, que não é possível conciliar dois caminhos distintos. Temos assim a pobreza e a riqueza, a carência e a fartura, a alegria e a tristeza, a perseguição e o prestígio social como dois caminhos opostos, indicadores de uma opção fundamental por Cristo ou contra Ele. A pobreza e a riqueza, na teologia de Lucas, são compreendidas como algo que vai além da quantidade de bens que possuímos. Refere-se antes, à qualidade da relação que estabelecemos com os bens que temos. Assim, ser pobre é reconhecer que tudo pertence a Deus e que nós somos apenas administradores. Ser rico é apegar-se ao que tem, compreendendo-se como o Senhor absoluto de tudo o que possui. Nesse sentido, tanto o profeta Jeremias quanto o Salmo 01 nos alertam para o perigo de colocarmos nossa confiança no homem, ou seja, nas coisas materiais, rejeitando Deus como fundamento e fonte de toda graça. Rico não é somente aquele que possui muitos bens, mas aquele que coloca nos bens que possui a segurança de...
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4º DOMINGO DO TEMPO COMUM 4º DOMINGO DO TEMPO COMUMJr 1,4-5.17-19 / Sl 70 / 1Cor 12,31 - 13,13 / Lc 4,21-30   O Evangelho deste domingo apresenta a sequência do episódio na sinagoga de Nazaré, meditado no domingo passado, destacando a reação dos habitantes daquela cidade ao anúncio que Jesus fez de Sua missão. Num primeiro momento todos ficam admirados com as palavras cheias de encanto que Ele pronuncia. No entanto, essa admiração diminui na mesma medida em que eles lembram a trajetória humilde de Jesus em seu meio. Ao recordar que Jesus era o filho de José, seus conterrâneos ficam limitados às aparências e não conseguem reconhecer em Jesus, o Messias aguardado com tanta expectativa. Porque esperavam um salvador poderoso, eles não acreditaram na origem divina de Jesus. A admiração inicial cede lugar à rejeição e à tentativa de assassinato, motivada pela fúria. Jesus, no entanto, não se deixa abater por tal atitude e passa pelo meio deles, continuando seu caminho; ou seja, coloca Sua missão e Sua fidelidade ao projeto de Deus acima do reconhecimento e das retribuições humanas. Diante dos obstáculos que encontra, Jesus insere-se na trajetória dos profetas, que chamados e enviados por Deus, permanecem fiéis à missão mesmo diante das perseguições e ameaças. No Antigo Testamento encontramos o testemunho de vários profetas, como o de Jeremias, que relata o seu itinerário vocacional revelando que a missão profética não é fruto da vontade humana, mas tem sua origem no chamado divino. Aquele a quem o Senhor deseja confiar Sua palavra é escolhido antes de ser formado no ventre materno. É, pois, uma decisão divina e não humana. Cabe ao vocacionado responder à proposta de Deus, confiando em Sua presença e em Sua proteção, exercendo na fidelidade a missão de comunicar a Palavra divina que lhe é revelada. O relato vocacional...
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2º DOMINGO DO TEMPO COMUM 2º DOMINGO DO TEMPO COMUMIs 62,1-5 / Sl 95 / 1Cor 12,4-11 / Jo 2,1-11   A Aliança de amor que Deus realiza com seu povo é o tema da liturgia deste domingo, iniciando a primeira parte do Tempo Comum. Desde a criação e de forma ainda mais explícita, na libertação da escravidão no Egito, Deus se revelou como Aquele que vem ao encontro do seu povo para fazer uma aliança de amor. Ele oferece gratuitamente seu amor, oferece a salvação, e o povo é convidado a acolher esse amor e essa salvação, vivendo na justiça e no direito. O profeta Isaías anuncia a bondade de Deus para com seu povo, em um momento crítico da história da salvação: o período pós-exílico. O exílio fora um momento histórico doloroso, de perda da terra e da liberdade, e a volta para casa foi também muito difícil, pois o povo encontrou tudo em ruínas: Jerusalém estava abandonada e a terra deserta, como diz Isaías. Diante da devastação, o profeta renova a esperança, ao anunciar que Deus fará brilhar a justiça e a salvação, renovando a Aliança com a qual o povo havia sido infiel. Para isso Isaías utiliza a imagem do casamento, mostrando que Deus se alegra em renovar a Aliança com seu povo, da mesma forma que o noivo se alegra ao receber sua esposa. A mesma imagem do casamento é retomada por São João, ao narrar o episódio da transformação da água em vinho, em Caná da Galileia. O evangelista narra sete sinais que Jesus realiza, todos apontando para a Hora de Jesus, ou seja, o momento de sua glorificação, no mistério da morte e ressurreição. Cada um dos sinais indica um aspecto desse momento. O primeiro sinal, no início da missão de Jesus, revela que Jesus realizará, em sua...
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FESTA DO BATISMO DO SENHOR FESTA DO BATISMO DO SENHORIs 42,1-4.6-7 / Sl 28 / At 10,34-38 / Lc 3,15-16.21-22   A festa do Batismo do Senhor encerra o Tempo do Natal e nos introduz na espiritualidade da primeira parte do Tempo Comum, na qual meditamos sobre a missão de Jesus de concretizar o Reino de Deus. Em conformidade com a espiritualidade natalina, segundo a qual Deus se revela em nossa realidade humana, contemplamos a manifestação da Santíssima Trindade no momento do batismo de Jesus. Este constitui um momento epifânico quando o céu se abre e reconhecemos a revelação das três pessoas da Trindade Santa: Jesus é ungido pelo Espírito Santo e confirmado pelo Pai, que O proclama como Filho Amado, no qual reside Seu amor divino. Esta manifestação divina é a confirmação das palavras de João Batista, que anunciava o Messias como aquele que manifestaria plenamente a presença de Deus no mundo. O povo reconhece no testemunho de vida de João Batista os sinais de que o tempo da salvação havia chegado e questiona se ele não seria o Messias. João humildemente reconhece que sua missão era de anunciar a chegada do Messias, preparando os corações por meio de um batismo de conversão, de mudança de vida. Na teologia de São Lucas, o encontro entre Jesus e João Batista marca o fim do tempo da espera pelo Messias e o início do tempo messiânico, da presença libertadora de Deus no meio da humanidade. Ao pedir o batismo a João, Jesus coloca-se ao lado do povo que necessitava de salvação. É um gesto de humildade e de solidariedade, que realiza plenamente as palavras de Isaías, com as quais o profeta anuncia a missão do Servo do Senhor. Ungido pelo Espírito de Deus, a vida deste servo é marcada pela humildade e pelo serviço, pois ele...
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SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHORIs 60,1-6 / Sl 71 / Ef 3,2-3a.5-6 / Mt 2,1-12   O auge da espiritualidade natalina é a solenidade da Epifania do Senhor, ou seja, a Sua manifestação como Salvador de toda a humanidade. Enquanto São Lucas enfatiza a adoração dos pastores ao Menino Jesus, revelando a acolhida da salvação entre os pobres e pequenos, São Mateus destaca a visita dos magos do oriente, os quais levam presentes e adoram o Menino, indicando que toda a humanidade, em adoração, acolhe Jesus como Senhor e toma posse da salvação que Ele veio trazer. É a confirmação de que Deus vem para salvar toda a humanidade e não somente um povo ou um grupo selecionado. Esse plano salvífico estendido a todos os povos e nações já fora anunciado pelo profeta Isaías, ao descrever a manifestação da glória de Deus, como luz que dissipa todas as trevas. Em Jerusalém, símbolo da fidelidade e da consagração a Deus, Isaías anuncia que serão reunidas todas as nações da terra, as quais trarão suas oferendas e proclamarão a glória de Deus. A mentalidade nacionalista que tomou conta do povo de Deus, depois do exílio na Babilônia, gerou uma leitura exclusivista das palavras de Isaías, compreendendo Jerusalém como uma referência explícita ao povo de Israel, enquanto proprietário da salvação de Deus. A partir disso, proclamava-se que os descendentes de Abraão tinham a posse exclusiva da salvação. São Paulo, escrevendo aos Efésios, rompe com esse exclusivismo da graça, ensinando que a salvação concedida por Jesus é estendida também aos pagãos. Estes recebem a mesma herança do povo de Israel, são associados à mesma promessa e se tornam membros do mesmo Corpo Místico de Cristo. É neste espírito de comunhão universal que São Mateus apresenta a visita dos magos, símbolo de todos os povos...
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SOLENIDADE DE SANTA MÃE DE DEUS, MARIA SOLENIDADE DE SANTA MÃE DE DEUS, MARIANm 6,22-27 / Sl 66 / Gl 4,4-7 / Lc 2,16-21   Ao final da Oitava do Natal, a liturgia nos convida a celebrar a maternidade divina de Maria, contemplando o Menino Jesus nos braços de sua Mãe Santíssima. Esta solenidade coincide com a transição do ano civil, e assim, a liturgia nos apresenta Maria como exemplo para vivenciar esse momento de passagem para um novo ano. Em Maria, que guardava e meditava todos os fatos em seu coração, reconhecemos a atitude de fé, de quem busca o sentido dos acontecimentos no plano de Deus. Ao final de mais um ano, essa atitude de Maria deve nos orientar nossa meditação sobre qual o sentido de cada fato que vivenciamos neste ano e que sentido daremos para cada momento do novo ano. Ao meditarmos sobre o tempo vivenciado e sobre o futuro que se abre, devemos ir além das aparências e buscar a misteriosa presença de Deus em nossa história. Em cada momento deste ano que estamos encerrando, Deus se fez presente. E será que nós conseguimos perceber essa presença amorosa de Deus, ou nos sentimos únicos proprietários da nossa história, determinando seu rumo somente a partir de nosso mundo particular? Finalizar um ano e iniciar um novo ano exige a atitude de fé, de reconhecer que Deus é o Senhor do tempo e da história. Ele é o mesmo, ontem, hoje e sempre. Ele é o Alfa e o Ômega. E nós, somos parte integrantes dessa eternidade que se faz história no mistério da encarnação. Não estamos isolados no universo e nem podemos inventar uma história paralela. A partir da nossa fé, devemos adequar a nossa história pessoal ao plano que Deus tem para toda a humanidade. Dessa forma caminhamos serenos e seguros, pois...
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FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA, JESUS, MARIA E JOSÉ FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA, JESUS, MARIA E JOSÉEclo 3,3-7.14-17a / Sl 127 / Cl 3,12-21 / Lc 2,41-52   A espiritualidade do tempo do Natal convida-nos a contemplar a Sagrada Família de Nazaré, lançando um olhar de fé sobre a realidade de nossas famílias. Ao entrar em nossa história, Jesus necessitou de uma família para lhe oferecer o ambiente propício ao seu crescimento enquanto pessoa humana e para a manifestação da sua realidade divina. Isso revela que a família é fundamental para o pleno desenvolvimento do ser humano. Sem uma estrutura familiar sólida e estável, a pessoa não consegue se desenvolver de forma harmoniosa. Quando a criança não recebe o cuidado físico e afetivo de sua família, as consequências são facilmente perceptíveis. A desnutrição, os gestos de violência, os traumas psíquicos deixam marcas na personalidade. Mas a família também tem papel fundamental quanto ao cuidado espiritual. Quem não recebe na família os valores fundamentais tem dificuldade para viver de forma ética seus relacionamentos futuros, seja com os outros, consigo mesmo e com Deus. Diante dessa importância fundamental, a Palavra de Deus desta festa nos apresenta a família como a escola da fé, do respeito e do cuidado. O Evangelho nos revela que a família é o lugar onde somos iniciados na fé em Deus. São Lucas narra que, ao completar doze anos, Jesus acompanha seus pais na peregrinação a Jerusalém, para a festa da Páscoa. Mais que uma peregrinação geográfica, vemos um itinerário de fé, sendo Jesus conduzido por Maria e José ao encontro com Deus. O diálogo com os mestres da Lei revela a profundidade de sua fé. A fé não é algo que se transmite por herança ou pela simples proximidade física. O filho não será cristão católico apenas porque seus pais o são. É preciso um processo...
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