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Encontros do Mês da Bíblia 2022

  O mês da Bíblia deste ano convida-nos a conhecer melhor o Livro de Josué. Você é chamado a realizar os encontros de oração, seguindo o...

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COMENTÁRIOS DAS LITURGIAS

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24º DOMINGO DO TEMPO COMUM 24º DOMINGO DO TEMPO COMUMEx 32,7-11.13-14 / Sl 50 / 1Tm 1,12-17 / Lc 15,1-32 Na atual cultura, marcada por tanta intolerância e espírito de vingança, que nega uma nova chance aos que caem no erro, Jesus Cristo revela-nos uma atitude diferente de Deus, sempre pronto para misericordiosamente perdoar os que "caem em si" e reconhecem que perderam o Seu amor paterno. Esse rosto misericordioso de Deus fora ofuscado no Antigo Testamento pela imagem de um Senhor legalista e até intolerante. Entretanto, o livro do Êxodo recorda um importante gesto da misericórdia divina, frente a idolatria do povo que, no deserto, a caminho da Terra Prometida, quebra a Aliança e forja um bezerro de metal para adorá-lo como seu senhor. Diante da intercessão de Moisés, Deus não rejeita seu povo e oferece o perdão. Perdoar não significa concordar com o erro, mas oferecer uma chance de salvação ao pecador que se arrepende. Deus não concorda com o pecado, mas está sempre pronto para salvar o pecador arrependido. A revelação da misericórdia divina é uma característica do Evangelho de Lucas, que tem seu "coração" no capítulo 15, com as três parábolas que retratam a alegria de Deus diante da conversão do pecador. As parábolas narram a perda de algo importante e a alegria pelo reencontro. Há uma progressão na importância do reencontro, que na primeira parábola é de uma ovelha, na segunda é de uma moeda e por fim, de um filho imaturo que abandona a casa paterna. Estas parábolas Jesus as conta para dois grupos distintos: de um lado os pecadores que reconheciam em Jesus a possibilidade da salvação e de outro os fariseus e mestres da Lei, que se consideravam justificados pela observância dos preceitos divinos. O diálogo é uma resposta que Jesus dá a estes, que se escandalizavam...
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23º DOMINGO DO TEMPO COMUM 23º DOMINGO DO TEMPO COMUMSb 9,13-18 / Sl 89 / Fm 9b-10.12-17 / Lc 14,25-33 Vivemos uma época em que o conhecimento humano avança prodigiosamente, propiciando inúmeras conquistas, mas que também gera a ilusão de que o homem é onisciente. Esse mesmo homem que se considera sábio em plenitude, deixa-se dominar pelo apego ao que possui, tornando-se escravo de seus próprios bens. Diante dessa realidade, a Palavra de Deus deste domingo nos convida a acolher a sabedoria divina como sendo superior ao conhecimento humano, e deixar que ela nos guie no seguimento de Jesus Cristo, com um coração inteiramente livre. São Lucas mostra que, diante das multidões que O acompanhavam, Jesus não se deixa dominar pela grandeza da fama e da popularidade e nem se ilude com a quantidade de pessoas. Com as parábolas da construção de uma torre e do rei prestes a iniciar uma batalha, Jesus ensina que é preciso ser realista e reconhecer as exigências do discipulado, para não desistir no meio do caminho, diante das dificuldades, diante da cruz. Jesus convida a multidão que o seguia, e também a nós hoje, a um discernimento verdadeiro sobre as reais motivações em segui-lo. Nesse sentido o livro da Sabedoria ensina sobre a limitação da sabedoria humana diante da sabedoria divina. O homem, por mais inteligente que seja, será sempre limitado diante do Altíssimo. Será sempre uma tenda de argila, uma natureza finita, à qual é possível somente um conhecimento finito. A sabedoria humana deve pois, curvar-se diante da onisciência divina, acreditando verdadeiramente que a sabedoria do Senhor nos conduz no caminho da vida plena. Essa humildade diante da sabedoria divina abre-nos um horizonte novo, de confiança plena no Senhor que orienta nossos passos no caminho da salvação. Propondo a renúncia, Jesus ensina que, para segui-lo, é preciso estabelecer...
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22° DOMINGO DO TEMPO COMUM 22° DOMINGO DO TEMPO COMUMEclo 3,19-21.30-31 / Sl 67 / Hb 12,18-19.22-24a / Lc 14,1.7-14 A Palavra de Deus deste domingo nos traz o convite para cultivarmos duas virtudes fundamentais do cristão, que estão se tornando raras em nossa sociedade: a humildade e a gratuidade. Em nossa cultura hodierna, que valoriza quem se sobressai sobre os demais, a humildade é vista mais como um defeito do que uma virtude. E na estrutura capitalista na qual estamos inseridos, baseada no comércio, a gratuidade também é uma atitude desvalorizada, pois o fundamental é lucrar em todas as situações. O contexto do ensinamento de Jesus é um banquete na casa de um dos chefes dos fariseus, num dia de sábado. Sendo o chefe dos fariseus uma pessoa importante, podemos inferir que aquela refeição era um acontecimento social de grande importância e que as pessoas de maior prestígio estavam tomando parte nele. Jesus, percebendo a disputa para ocupar os primeiros lugares, conta uma parábola mostrando que, num banquete, é mais prudente ocupar um lugar humilde e ser convidado a tomar um lugar de honra do que ocupar um lugar de destaque e ser convidado a dirigir a um lugar menos importante, o que seria motivo de grande vergonha. Mais que uma parábola, as palavras de Jesus são uma correção franca e direta aos fariseus que disputavam os lugares de honra naquela refeição. A proposta de Jesus é que sejamos humildes para sermos elevados por Deus, pois se desejarmos nos elevar acima dos outros, estaremos sendo movidos pelo orgulho, que nos torna menores do que todos. Como nos ensina o livro do Eclesiástico, o orgulho é um mal sem remédio, pois está enraizado no pecado da rejeição a Deus. O orgulhoso não aceita curvar-se diante de ninguém, nem mesmo diante do Altíssimo, pois se considera...
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SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORAAp 11,19a; 12,1.3-6a.10ab / Sl 44 / 1Cor 15,20-27a / Lc 1,39-56 Quando Deus chamou aquela jovem de Nazaré encontrou um coração repleto de fé, que não hesitou em responder sim, apesar de ter consciência de sua humana pequenez. Maria respondeu afirmativamente ao Senhor porque sua fé era firme e consciente. Bem aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu, proclamou Isabel. Maria acreditou na Palavra do Senhor anunciada pelo anjo, aceitando com humildade um caminho que exigiria uma fé inabalável como a rocha Maria compartilhava com seu povo a esperança messiânica, aguardando o ungido do Senhor que viria para trazer a salvação. Mas ela não imaginava que Deus escolheria uma jovem de origem humilde, que vivia em Nazaré da Galileia, uma região pobre e marginalizada. Iniciava-se assim um longo caminho de discernimento do projeto de Deus, que se revelou, ao longo do tempo, como totalmente diferente dos interesses e propósitos humanos. Um caminho que exigiu de Maria uma fé cada vez mais segura e determinada. Maria permaneceu com os olhos fitos em Deus, pois o caminho que trilhava trazia situações que exigiam uma confiança total na sabedoria divina e uma entrega plena nas mãos dAquele que havia lhe chamado. Muitas foram as situações enfrentadas por Maria que, somente foram superadas a partir de sua fé. Logo após o anúncio do anjo, Maria, enfrentou o desafio de ajudar José a entender o plano divino, de construir uma família sagrada, alicerçada na vontade de Deus e não nos costumes humanos. Deu à luz seu filho Jesus longe de casa e sem recursos materiais e foi obrigada a fugir para o Egito, para salvar seu filho. As palavras de Simeão, no Templo, anunciavam uma missão marcada pelo sacrifício e pela entrega de...
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20º DOMINGO DO TEMPO COMUM 20º DOMINGO DO TEMPO COMUMJr 384-6.8-10 / Sl 39 / Hb 12,1-4 / Lc 12,49-53 Jesus, no Evangelho deste domingo, convida-nos a um discernimento profundo sobre o discipulado, tendo clareza das consequências dessa opção. Suas palavras precisam ser interpretadas de forma correta, situadas no conjunto de seus ensinamentos e de sua vida, para não serem compreendidas de forma equivocada ou serem manipuladas por interesses contrários ao projeto do Reino de Deus. Como nos ensina a Carta aos Hebreus, precisamos manter os olhos fixos em Jesus, que está a caminho de Jerusalém, onde vai suportar a cruz sendo fiel ao projeto do Reino, mas com a certeza de que alcançará a alegria da ressurreição. Este é o batismo que Jesus está prestes a receber e que o angustia. E neste caminhar, Jesus provoca os discípulos e a nós, a fazer uma opção clara e definitiva pelo Reino. Sua afirmação sobre o fogo lançado sobre a terra deve ser entendido a partir do simbolismo do fogo na narrativa de São Lucas, que descreve a manifestação do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, em línguas de fogo. É o fogo do Espírito Santo que Jesus quer lançar sobre a terra, para trazer o discernimento e também a purificação de todo pecado. Não se trata do anúncio do fim do mundo, destruído pelo fogo, mas a destruição das estruturas sociais e culturais alicerçadas no pecado e que são um obstáculo para a realização do Reino de Deus. Ao afirmar que não veio trazer paz sobre a terra, Jesus não defende a guerra e nem qualquer tipo de violência. A paz que Jesus rejeita é a paz que havia na sua época e que era fruto da opressão do Império Romano, que sufocava, com a morte na cruz, qualquer oposição ou crítica. Jesus também rejeita...
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19º DOMINGO DO TEMPO COMUM 19º DOMINGO DO TEMPO COMUMSb 18,6-9 / Sl 32 / Hb 11,1-2.8-12 / Lc 12,32-48 O ser humano possui uma dignidade sublime, criado à imagem e semelhança de Deus, redimido pela morte e ressurreição de Jesus, santificado pelo Espírito e participante da Vida Nova do Reino de Deus. Entretanto, quando o homem se deixa dominar pela autossuficiência e rompe seu vínculo espiritual com Deus, deixa-se levar pela ilusão de que é o senhor de sua vida e que pode fazer o que bem entender, sem assumir as consequências de seus atos. Quando isso acontece, perde o tesouro recebido de Deus e deixa de realizar a missão que o Senhor lhe confiou. Mostrando o quanto importante somos aos olhos de Deus, Jesus revela que, apesar de nossa pequenez, recebemos do Senhor um grande tesouro: o Reino de Deus, isto é, a comunhão plena com Ele e Sua graça. Para tomarmos posse dessa graça, devemos conservar o nosso coração voltado para Deus, pois onde está o nosso tesouro, aí estará o nosso coração. Ou seja, para aquilo que consideramos mais importante em nossa vida, direcionamos nosso empenho, nossos esforços. Nesse sentido, a Carta aos Hebreus recorda-nos a história de fé de Abraão e Sara, que acreditaram e colocaram em Deus sua esperança. Acolher o Reino de Deus, como o que há de mais importante, deve consistir a vida de quem verdadeiramente tem fé. Assim, ter fé é já possuir o que ainda se espera e de ter convicção do que não se vê. Ou seja, ter fé é viver em Deus, Senhor do tempo e da história, do presente e do futuro, fonte de todos os bens e dons que necessitamos, e luz que esclarece nossa inteligência e nos revela a verdade sobre o mundo. Ter fé é, não somente aceitar a...
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18º DOMINGO DO TEMPO COMUM 18º DOMINGO DO TEMPO COMUMEcl 1,2.2-21-23 / Sl 89 / Cl 3,1.5-9-11 / Lc 12,13-21 Vivemos em um mundo materialista, que propõe como sentido último da existência humana, o acúmulo de bens materiais. O resultado é, por um lado, a vida fútil e sem sentido daqueles que vivem somente para acumular riquezas e consumir bens supérfluos, e por outro, o sofrimento daqueles que são submetidos ao empobrecimento contínuo, por não terem acesso aos bens necessários para uma vida digna. Para orientar nossa vida cristã em meio a essa realidade, São Lucas relata a parábola do rico insensato, que tinha uma grande fortuna e, diante da colheita profícua, buscou acumular ainda mais, acreditando que a posse de mais bens seria a garantia de uma vida longa e feliz. Com a parábola, Jesus nos alerta para dois grandes perigos: a ganância e a ilusão de que a nossa vida é garantida pela abundância de bens materiais.Sempre que meditamos sobre os bens materiais devemos, a partir da teologia da criação, recordar que tudo o que existe é dom de Deus para o bem de toda a humanidade. Deus criou tudo o que existe e chamou o homem para, por meio de seu trabalho, aprimorar sempre mais a obra da criação e dela obter o necessário para uma vida digna. Assim, todos os bens materiais estão à disposição para que todos, e não apenas uma minoria, tenham acesso a eles e possam desfrutar de uma existência digna. O problema surge quando uma minoria se deixa dominar pelo espírito de ganância e utiliza suas capacidades apenas em benefício próprio e não em vista do bem comum, vivendo em função de acumular sempre mais. Além de privar os irmãos do necessário para viver com dignidade, passam a construir uma existência fútil, alicerçada no consumo de bens...
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17º DOMINGO DO TEMPO COMUM 17º DOMINGO DO TEMPO COMUMGn 18,20-32 / Sl 137 / Cl 2,12-14 / Lc 11, 1-13 A oração é a atitude humana de colocar-se diante de Deus, reconhecendo a grandiosidade divina e a própria fragilidade enquanto criatura. Somente reza quem aceita com humildade a própria condição humana, assumindo sua missão na edificação do Reino de Deus e admitindo que depende da graça divina para bem cumpri-la. São Lucas nos relata a atitude de Jesus de colocar-se em oração, mostrando que o próprio Senhor, vivenciando a nossa condição humana, sentia a necessidade de unir-se ao Pai, buscando a força necessária para permanecer fiel à missão de salvador da humanidade. Somente na força da oração foi possível a Jesus enfrentar a morte na cruz para nos conceder a libertação dos pecados e introduzir-nos na vida nova, como nos revela São Paulo. A atitude de Jesus desperta nos discípulos a necessidade de também unir-se a Deus e por isso pedem que Jesus os ensine a criar essa comunhão espiritual com o Senhor. A oração ensinada por Jesus, o Pai Nosso, mais que uma simples oração recitativa, é um itinerário de união espiritual com Deus que resulta em um projeto de vida de verdadeiros filhos de Deus. Na sua primeira palavra, introduz uma nova relação da humanidade com Deus, não de simples criaturas diante do Criador, mas de filhos muito amados pelo Pai. Somos profundamente amados por Deus, pois Ele nos concedeu a vida por meio de Jesus Cristo, como no ensina a Carta aos Colossenses. É a esse Deus Pai amoroso que nos dirigimos, em uma atitude de obediência, buscando fazer sua vontade e acolher seu Reino de amor, justiça e de paz. Essa relação de filiação com Deus gera, por consequência, a relação de fraternidade entre nós. Por isso nos comprometemos a...
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16º DOMINGO DO TEMPO COMUM 16º DOMINGO DO TEMPO COMUMGn 18,1-10a / Sl 14 / Cl 1,24-28 / Lc 10,38-42 Colocar-se aos pés de Jesus, para escutar sua Palavra e assim acolher o mistério de Seu amor, é condição fundamental para receber Sua graça que transforma nossa vida. A figura de Abraão e de Maria são um convite para revermos as nossas atitudes, especialmente como estamos cuidando da dimensão espiritual de nossa existência. Ao nos apresentar a visita de Jesus a Marta e Maria, São Lucas propositalmente não cita a presença masculina. Dentro dos normas legais da época, as mulheres deveriam estar sob a tutela de um homem, e assim, ao narrar o encontro de Jesus somente com as irmãs, São Lucas quer destacar a importância da mulher na comunidade cristã, rompendo toda forma de preconceito. E ainda mais, apresenta a atitude de Maria, de sentar-se aos pés de Jesus, como uma atitude louvável, definida por Jesus como a melhor parte. Dentro dos preceitos da época, a mulher deveria ficar ocupada dos afazeres domésticos, à semelhança do que fez Marta, e não sentar-se junto à visita. Jesus repreende a atitude de Marta, de preocupar-se com as tarefas da casa, de ficar agitada por muitas coisas, esquecendo o necessário. Maria escolheu corretamente, colocando-se em atitude de escuta da Palavra de Jesus. Tratava-se de uma proposta inovadora para as comunidades cristãs, que rompia os preconceitos da época, mostrando que também as mulheres podiam ser discípulas. Apesar de que, na comunidade cristã as mulheres ocupam um importante lugar como discípulas missionárias, assumindo a missão evangelizadora, em nossa sociedade hodierna ainda existem preconceitos com relação a elas. Isso torna essa Palavra de Jesus atual e um convite inquietante para rompermos toda forma de exclusão, que negam a igual dignidade entre homens e mulheres. Como Maria, que soube colocar-se aos...
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15º DOMINGO DO TEMPO COMUM 15º DOMINGO DO TEMPO COMUMDt 30,10-14 / Sl 18B / Cl 1,15-20 / Lc 10,25-37 Jesus Cristo é a imagem do Deus Vivo, o primogênito de toda a criação e, por meio dele, Deus fez com toda humanidade a Nova e Eterna Aliança, concedendo a salvação em Seu sangue derramado na cruz, como nos ensina São Paulo. Somos, pois, convidados a tomar posse dessa salvação e permanecer no caminho do Senhor, para usufruir todas as graças e bênçãos de Deus. Para nos conservar no caminho da salvação, o Senhor nos oferece os mandamentos, não como um peso, mas como uma proposta amorosa que nos garante a comunhão com Ele e que gera a vida em abundância para todos. Os mandamentos são nossa parte na Aliança com Deus, que precisamos cumprir, como mostra o livro do Deuteronômio, ao narrar a Aliança de Deus com o povo de Israel. Os mandamentos não são algo difícil demais e nem estão fora do alcance do ser humano, pois o Senhor não exige algo que não possamos realizar. Nesse sentido, a parábola do bom samaritano ensina como podemos viver os mandamentos do Senhor, resumidos no amor a Deus e ao próximo. Diante de uma pessoa necessitada, o samaritano é capaz de ter compaixão, de se deixar tocar pelo sofrimento do irmão. A compaixão não é um sentimento intimista, que nos permite permanecer de braços cruzados diante do irmão sofredor. A compaixão sempre se traduz em gestos concretos de solidariedade. E como vemos na parábola, a solidariedade é exigente, pois implica na doação do que temos de mais precioso: proximidade, tempo e bens materiais. Ninguém consegue ser solidário de longe. É preciso aproximar-se daquele que sofre e estender a mão para socorrê-lo. Mas para que isso aconteça, é preciso gastar o precioso tempo de nossa vida....
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Solenidade de São Pedro e São Paulo SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULOAt 12,1-11 / Sl 33 / 2Tm 4,6-8.17-18 / Mt 16,13-19 São Pedro e São Paulo são aclamados como as duas colunas da nossa Igreja, como pedras vivas do edifício espiritual de Cristo que servem de exemplo para nossa caminhada de cristãos. Por isso, ao celebrarmos a solenidade destes dois apóstolos, reconhecemos neles um modelo de fé e de missão que deve animar e orientar nossa caminhada de discípulos missionários. A Palavra de Deus desta solenidade nos propicia uma meditação sobre a nossa fé em quatro aspectos: a fé como dom de Deus; a fé como consciência clara do projeto de Deus; a fé como luz que orienta nossa vida e nos conserva no caminho divino; e a fé enquanto certeza de que Deus caminha conosco e nos socorre nos momentos de tribulação. No Evangelho, narrado por Mateus, perante o questionamento feito por Jesus, Pedro faz uma profissão de fé clara e objetiva. As palavras de Jesus indicam que não foi a condição humana de Pedro que permitiu tal compreensão, mas que tinha sido uma revelação de Deus. Ensina-nos dessa forma que Deus é a fonte da verdadeira fé. A fé é sempre uma iniciativa de Deus, que deseja se revelar, manifestando-se à humanidade, comunicando seu mistério divino e oferecendo uma vida de comunhão no amor. Cabe a cada pessoa aceitar essa oferta que Deus faz de Si, acolhendo Sua revelação e dando seu assentimento humano, seu sim ao mistério revelado. Sendo dom de Deus, a fé é plena; mas por depender da abertura de coração de cada pessoa, a consciência desse dom de Deus é gradativa. Por isso somos chamados a crescer na fé, acolhendo a revelação que Deus faz de si. A profissão de fé de Pedro não foi algo acabado, definitivo....
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13° Domingo do Tempo Comum 13º DOMINGO DO TEMPO COMUM1Rs 19,16b.19-21 / Sl 15 / Gl 5,1.13-18 / Lc 9,51-62 O Evangelho deste domingo relata que Jesus tomou a firme decisão de partir para Jerusalém. Tinha consciência de que era preciso anunciar o Reino também no centro do poder, apesar das consequências que essa decisão acarretaria. Essa firmeza de Jesus é um convite para que o sigamos pelo caminho, sendo capazes de enfrentar as dificuldades que forem surgindo e também a capacidade de nos libertar de todos os apegos que nos impedem de caminhar ao Seu lado. Logo no início da caminhada, Jesus e os discípulos enfrentam a rejeição dos samaritanos, que não os colhem, por estarem a caminho de Jerusalém. A discórdia entre judeus e samaritanos era histórica, desde a destruição da Samaria em 722 aC, quando os assírios trouxeram estrangeiros para habitar a região, gerando uma miscigenação. Os samaritanos eram considerados inferiores, por não conservar a pureza da tradição judaica, e por isso não acolhiam os judeus. Jesus, mesmo rejeitado, impede que os discípulos reajam com violência, ensinando a responder com amor ao mal sofrido. Em seguida, Jesus revela que o discipulado exige a liberdade plena, sem apegos que impeçam a caminhada. São Lucas reúne três apegos apontados por Jesus, que simbolicamente indicam todos, dos quais o discípulo necessita se libertar. Em primeiro lugar, o apego às seguranças materiais. Ao afirmar que não tem onde reclinar a cabeça, Jesus mostra que para caminhar ao seu lado é preciso colocar a segurança somente em Deus e não nos bens materiais. A segunda exigência implica em desapegar-se dos costumes e tradições; ao exigir que o discípulo abra mão de sepultar seu pai, um dever fundamental na cultura judaica, Jesus ensina que, para segui-lo, é preciso estar preparado para romper com todos os laços culturais, até...
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