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Peregrinação "Nos Caminhos de São Paulo"

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ESPECIAL - Campanha da Fraternidade 2019

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Tópicos, Ideias Principais e Resumo do Texto Base da CF 2019

A fim de nos aprofundarmos no estudo do texto base da Campanha da Fraternidade 2019, nossa paróquia disponibilizou os três arquivos a seguir,...

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Oração e Hino - CF 2019

Em comunhão com nossa igreja, é importante conhecermos, cantarmos e orarmos a Oração e Hino da Campanha da Fraternidade 2019. O arquivo abaixo está...

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Slides do estudo do Texto Base da CF 2019

Para os que desejarem fazer um estudo sobre o Texto Base da Campanha da Fraternidade de 2019, disponibilizamos os slides utilizados na apresentação...

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Entrevista do pe Marcio Coelho à Rádio Diocesana

  Nosso pároco, padre Marcio Coelho, que, dentre outras funções em nossa diocese, assume também o papel de Assessor Diocesano da...

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COMENTÁRIOS DAS LITURGIAS

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DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHORLc 19,28-40 / Is 50,4-7 / Sl 21 / Fl 2,6-11/ Lc 23,1-49 A liturgia deste domingo, que dá início às celebrações da Semana Santa, relata a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e nos convida a meditar Sua paixão. Os dois temas desta celebração se complementam, pois Jesus entra na Cidade Santa para cumprir Sua missão de salvador da humanidade, que culminará na oferta de Sua vida na cruz.Ao entrar em Jerusalém montado em um jumento, Jesus revela o caminho escolhido por Deus para salvar a humanidade. O caminho divino contraria as estruturas humanas, construídas sobre o poder e a dominação, pois propõe a humildade e a doação de si. São Paulo, em seu hino cristológico, descreve de forma belíssima esse plano divino, que se concretiza no caminho da humildade, no esvaziamento total de si. São Lucas destaca, em seu relato da Paixão do Senhor, o rosto misericordioso de Deus, revelado plenamente em Jesus Cristo. A manifestação plena da misericórdia divina nós contemplamos no gesto de Jesus, de rezar por aqueles que o estavam crucificando, e de oferecer-lhes Seu perdão. Experimentando o sofrimento mais intenso, Jesus não se deixa dominar pelos sentimentos humanos de revolta ou de ódio, e conserva o Seu coração em comunhão com Deus. Nesse gesto de Jesus vemos concretizar-se a profecia de Isaías, sobre o Servo do Senhor, que não oferece resistência aos seus malfeitores, para não usar o mesmo caminho de violência. Escolhe o caminho da fé, da confiança em Deus, de quem receberá o auxílio necessário. Que auxílio recebeu Jesus? Não foi a abolição do sofrimento físico, mas a força espiritual para suportar o sofrimento com serenidade, e ainda mais, oferecer o perdão aos que lhe torturavam. O gesto de Jesus, perdoando seus assassinos não significa...
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5º DOMINGO DA QUARESMA 5º DOMINGO DA QUARESMAIs 43,16-21 / Sl 125 / Fl 3,8-14 / Jo 8,1-11 A liturgia deste quinto domingo quaresmal nos traz a certeza de que Deus renova todas as coisas em sua infinita misericórdia. Nossa resposta deve ser uma vida de fé, na qual possamos fazer a experiência de uma entrega total ao Senhor, e assim ser no mundo sinal desse amor divino, que não permite a morte do pecador, mas promove a sua salvação. O profeta Isaías anuncia aos judeus, exilados na Babilônia, a bondade divina, que não os abandona na escravidão, apesar de terem sido infiéis à Aliança com Deus, o que causou a perda da terra e da liberdade. Recordando o poder divino que libertou o povo da escravidão no Egito, abrindo um caminho no meio do mar, o profeta da esperança anuncia que Deus abrirá uma estrada no deserto, para novamente libertar seus filhos. É a revelação do rosto misericordioso de Deus, que não fica preso à ressentimentos por causa da infidelidade de seu povo, não fica relembrando coisas passadas e nem olhando para fatos antigos, mas que faz surgir coisas novas, renovando a história do povo que escolheu para si. Estas palavras de Isaías vemos realizarem-se na atitude de Jesus, no episódio da mulher adúltera, narrado por São João. Tal gesto salvífico concretiza o que o próprio Jesus anunciara no capítulo terceiro do mesmo Evangelho: Deus enviou Seu Filho, não para condenar, mas para salvar o mundo. Embora a mulher fosse uma pecadora pública, flagrada cometendo adultério, Jesus não permite que a matem e oferece-lhe uma nova chance: vai e não peques mais. O gesto de Jesus não é uma concordância com o pecado cometido e nem uma cumplicidade com uma vida continuada no pecado, mas revela a confiança que Deus deposita em cada ser humano, criado a Sua imagem e semelhança, de que pode dar um rumo novo à própria vida, pode renovar...
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4º DOMINGO DA QUARESMA 4º DOMINGO DA QUARESMAJs 5,9a.10-12 / Sl 33 / 2Cor 5,17-21 / Lc 15,1-3.11-32 Em nossa caminhada de conversão quaresmal a Palavra de Deus nos convida a celebrar a festa da reconciliação, na certeza de que, quando nos arrependemos, o Senhor está pronto para nos perdoar e nos fazer novas criaturas. Essa festa da vida nova nós contemplamos no gesto de Deus em entregar a terra prometida ao povo da Antiga Aliança, como relata o livro de Josué. O momento da entrada na terra e a colheita dos primeiros frutos revelam a bondade divina, que oferece uma nova vida para seu povo. A celebração da Páscoa, agora na terra Prometida, é a celebração da festa da vida, a proclamação da misericórdia de Deus, que nos resgata das amarras da escravidão e nos faz experimenta seu amor, devolvendo-nos a dignidade. No Evangelho, a parábola conhecida como do “filho pródigo”, contada pelo próprio Jesus, é a revelação inquestionável da misericórdia divina que renova a nossa vida. Contemplando os três personagens da parábola, logo identificamos o pai com Deus, que é justo e misericordioso. É justo porque não impediu o filho mais novo de sair de casa e também porque nunca deixou faltar o necessário para que o filho mais velho, que ficou em casa, vivesse com dignidade. É misericordioso porque acolhe, sem colocar condições, o filho que confessou seu pecado e mostrou-se arrependido, e igualmente, é misericordioso com o filho mais velho, ao qual deixou aberta a porta da festa, para que dela ele participasse. O filho mais jovem representa todos aqueles que assumem seu pecado, que “caem em si”, reconhecendo que abandonaram a comunhão com Deus e desceram ao nível mais baixo de humanidade, perdendo a dignidade. O filho mais velho, que visivelmente representa os fariseus e mestres da lei, são...
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3º DOMINGO DA QUARESMA 3º DOMINGO DA QUARESMAEx 3,1-8a.13-15 / Sl 102 / 1Cor 10,1-6.10-12 / Lc 13,1-9 O tempo da quaresma nos convida à uma mudança de vida, mas podemos encontrar dificuldades para progredir nessa caminhada de santificação, por causa do medo de assumir nossos pecados, pensando que Deus não vai nos perdoar ou que vai nos castigar. Esta imagem deturpada de Deus se torna um obstáculo à caminhada de fé e de libertação de muitas pessoas. Para superar essa visão distorcida de Deus, a liturgia deste domingo nos revela que Deus é profundamente misericordioso e se faz presente na história humana concedendo a salvação aos que reconhecem suas limitações. Nesse sentido o livro do Êxodo nos apresenta uma das mais belas passagens da Sagrada Escritura, a qual revela o rosto de Deus como Aquele que está próximo de seu povo, que conhece a realidade onde ele vive e que se sensibiliza diante da opressão que está sofrendo, e por isso vem ao seu encontro para realizar a caminhada de libertação. Deus conhece a existência de cada pessoa e de cada sociedade, em todos os momentos e em todas as épocas da história. E, principalmente, Deus não é indiferente ao sofrimento humano, mas atua positivamente em favor da vida, da salvação. Nosso Deus age em nossa história, transformando o pecado em graça, a morte em vida. Este rosto bondoso de Deus percebemos também no ensinamento que Jesus faz ao povo, quando recebe a notícia de que Pôncio Pilatos havia mandado matar um grupo de galileus. Segundo a mentalidade da época, a morte daquelas pessoas teria sido um castigo divino, por causa do pecado que teriam cometido. Jesus rejeita essa teologia da retribuição, segundo a qual Deus abençoa quem faz o bem e castiga quem faz o mal, afirmando que eles não eram mais...
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2º DOMINGO DA QUARESMA 2º DOMINGO DA QUARESMAGn 15,5-12.17-18 / Sl 26 / Fl 3,17 - 4,1 / Lc 9,28b-36 Neste segundo domingo da nossa caminhada quaresmal, a Palavra de Deus nos convida a contemplar a transfiguração de Jesus. Convida-nos também a busca a transfiguração da nossa vida, por meio de uma sincera conversão, que nos faça abandonar o pecado que desfigura nossa vida e nos leva a desfigurar a vida do irmão e do mundo à nossa volta.A transfiguração de Jesus é narrada nos Evangelhos sinóticos como um sinal de Sua vitória sobre a morte, na glória da ressurreição. No caminho para Jerusalém, Jesus orienta os discípulos sobre a Sua missão de oferecer a própria vida pela salvação do mundo. A cruz é apresentada aos discípulos, mas estes tem dificuldade para aceitá-la como parte do discipulado. Diante dessa rejeição e do medo da cruz, Jesus oferece aos discípulos, com a transfiguração, uma visão antecipada de sua vitória, buscando fortalecer-lhes na fé, afim de que não abandonem o caminho do Senhor, quando O virem desfigurado pelo sofrimento na cruz. O ambiente da transfiguração revela uma teofania, uma manifestação de Deus. A montanha indica o lugar da revelação divina, e a presença de Moisés e Elias indica a comunhão de Jesus com o projeto de Deus, revelado na Lei e nos Profetas. A missão de Jesus, e especificamente a morte que sofreria em Jerusalém, é confirmada pela tradição do Antigo Testamento e pela voz vinda do céu, proclamando Jesus como o Filho a quem é preciso ouvir. Deus garante assim, que Jesus estava no caminho certo, e que a doação de Sua vida na cruz não significaria o fim, mas um momento que seria transformado com a vitória sobre a morte em Sua ressurreição. Nesse sentido, a narrativa do livro do Gênesis mostra a ação...
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1º DOMINGO DA QUARESMA 1º DOMINGO DA QUARESMADt 26,4-10 / Sl 90/ Rm 10,8-13 / Lc 4,1-13 A espiritualidade quaresmal do ano C revela, de modo particular, a misericórdia divina, recordando a presença de Deus em nossa história pessoal e social, no intuito de nos resgatar do pecado e nos fazer participar da festa da Vida Nova. O primeiro Domingo da Quaresma nos traz sempre a meditação sobre as tentações que Jesus enfrentou e, com a força do Espírito Santo, venceu. O deserto é um lugar teológico, que representa o espaço de encontro com Deus, livre de toda materialidade construída pela cultura humana, e também o lugar das adversidades que enfrentamos em nossa vida, recordando que nos momentos de maior dificuldade as tentações se tornam mais difíceis de serem vencidas. Os quarenta dias indicam um tempo específico, que pode ser um momento na vida de Jesus, mas também pode indicar sua vida toda; o certo é que Jesus lutou incessantemente para não abandonar o caminho indicado pelo Pai. As três tentações representam todas as formas de tentação que Jesus enfrentou, especificamente o perigo de usar o seu poder divino, enquanto Deus Encarnado, em proveito próprio e não em vista de sua missão salvífica. A primeira leitura neste tempo quaresmal convida-nos a meditar sobre a presença de Deus em diferentes momentos da Antiga Aliança, revelando-se como Aquele que vem ao encontro de Seu povo para trazer a libertação. O texto do Deuteronômio é uma profissão de fé, que os israelitas faziam ao depositar no Templo a oferta para Deus. A oração feita ao entregar os primeiros frutos da colheita é uma síntese da revelação de Deus na história de seu povo, desde o chamado de Abraão, a ida ao Egito, o período de escravidão, a intervenção divina realizando a libertação e concedendo a Terra ao...
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QUARTA-FEIRA DE CINZAS QUARTA-FEIRA DE CINZASJl 2,12-18 / Sl 50 / 2Cor 5,20 - 6,2 / Mt 6,1-6.16-18 O tempo litúrgico da Quaresma nos traz o convite para nos deixarmos reconciliar com Deus, como exorta São Paulo. Não se trata de um mero período de penitência e sacrifício, como se Deus desejasse nosso sofrimento. A conversão que a espiritualidade quaresmal nos estimula a realizar pode até exigir de nós um esforço acentuado, pois toda mudança de vida exige empenho e disciplina. Mas o motivo fundamental é a celebração da festa pascal. A Páscoa é o ponto de chegada e a fonte de sentido de todo o período quaresmal. Para que possamos vivenciar esse tempo de salvação precisamos tomar consciência de nossas fraquezas e invocar a misericórdia divina. Esse é o sentido das cinzas: reconhecer que somos pó e ao pó voltaremos, ou seja, com humildade fazer a experiência de nossas limitações. Essa atitude de humilde nos é proposta pelo profeta Joel, ao convidar o povo a não rasgar as vestes, mas o coração. O gesto de rasgar as vestes indicava uma confissão pública do erro cometido e do sincero arrependimento, mas que perdera sua densidade história e espiritual, tornando-se um mero rito externo. Joel exorta a retomar seu sentido original, de expressar uma experiência profunda de arrependimento de mudança de vida. Advertência semelhante faz Jesus, ao propor aos discípulos uma nova justiça, mais coerente que a dos fariseus. Ele orienta a viver a espiritualidade de forma verdadeira e não como um rito externo para ser aclamado por todos. Dessa orientação a Igreja absorveu os três exercícios espirituais de conversão quaresmal: a oração, o jejum e a esmola. Estes podem ser compreendidos a partir da dinâmica relacional de todo ser humano, que se relaciona com Deus por meio da oração, consigo mesmo com o...
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8º DOMINGO DO TEMPO COMUM 8º DOMINGO DO TEMPO COMUMEclo 27,5-8 / Sl 91 / 1Cor 15,54-58 / Lc 6,39-45 A Palavra de Deus deste domingo nos convida a refletir sobre a coerência de nossa vida de fé, entre o que falamos e o que vivemos. Também nos admoesta a termos um coração humilde, que reconhece os próprios erros e, por isso, não acusa o irmão que erra. O Evangelho nos apresenta a continuidade do discurso da planície, no qual Jesus orienta seus discípulos sobre os princípios que devem orientar os relacionamentos fraternos. Faz uma advertência a todos aqueles que, de alguma forma, tem a missão de serem mestres, ou seja, que são guias do irmão, destacando que é preciso coerência entre o que ensina e o que vive. Ao destacar que um cego não pode guiar outro cego, mostra que o verdadeiro mestre ensina com autoridade e não com poder e força. E essa autoridade é fundamentada na coerência de sua vida, ou seja, seus ensinamentos são confirmados por suas atitudes. A coerência de vida exige que, antes de apontarmos o erro do irmão, devemos reconhecer nossos próprios erros. Com a metáfora do cisco e da trave, Jesus adverte sobre o perigo da hipocrisia, de quem torna público o erro do irmão, mas não toma consciência de seus próprios erros, muitas vezes bem mais graves que o do irmão. Quando temos consciência de nossos limites e fraquezas tornamo-nos humildes e, ao percebermos o erro do irmão, lembramos dos nossos, não nos sentindo em condições de condená-lo. Mas o que leva uma pessoa a ser incoerente, ou seja, apontar o cisco no olho do irmão, não percebendo a trave que está no seu? Podemos pensar em três situações: a primeira é da pessoa que vive uma ilusão com relação a si mesma, tendo uma percepção...
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7º DOMINGO DO TEMPO COMUM 7º DOMINGO DO TEMPO COMUM1Sm 26,2.7-9.12-13.22-23 / Sl 102 / 1Cor 15,45-49 / Lc 6,27-38   A Palavra de Deus deste domingo nos apresenta um ideal a ser buscando em nossa caminhada de fé: a vivência do amor não somente para com aqueles que nos amam ou nos fazem o bem, mas para todos, inclusive para aqueles que nos prejudicam. É um caminho exigente e difícil, mas que nos eleva para além da mentalidade de troca e nos coloca no âmbito da gratuidade, nos aproximando de Deus. Lucas continua apresentando no Sermão da Planície, a proposta de Jesus para seus discípulos, O qual afirma de modo enfático: a vós que me ouvis. Ou seja, trata-se de um caminho para aqueles que abrem o coração e se deixam conduzir pelos ensinamentos do Mestre. É um caminho diferente do proposto pelo mundo, ou mesmo pela realidade existencial humana; por isso a necessidade de acolher as palavras de Jesus. A proposta de Jesus radicaliza o mandamento do amor ao próximo, revelado desde o Antigo Testamento, pois agora é preciso amar não somente aqueles que nos amam ou que nos fazem o bem, mas manifestar o amor àqueles que nos odeiam, amaldiçoam ou caluniam. Jesus também propõe que o mal sofrido seja respondido com a prática do bem. Oferecer a outra face diante do mal sofrido não significa resignar-se diante do mal, mas dar uma resposta diferente. Se devolvemos o mal sofrido, estaremos praticando o mal e nos assemelhando àquele que nos prejudicou. Como discípulos de Jesus, devemos assumir posturas que sejam qualitativamente superiores àquelas geradas pelo pecado. Devemos buscar cada vez mais nos assemelharmos a Cristo. Por isso também a exortação de não julgarmos e não condenarmos o irmão, mas buscarmos cada vez mais praticar a misericórdia, nos assemelhando a Deus que é...
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6º DOMINGO DO TEMPO COMUM 6º DOMINGO DO TEMPO COMUMJr 17,5-8 / Sl 01 / 1Cor 15,12.16-20 / Lc 6,17.20-26 A Palavra de Deus deste domingo nos apresenta a proposta divina para a nossa felicidade: permanecer no caminho no Senhor, alicerçando nossa esperança em Cristo Ressuscitado. Nossa existência não se limita à materialidade deste mundo, por isso, o caminho da felicidade e da realização que escolhemos não pode ficar reduzido às propostas finitas e temporárias da realidade material.O Evangelho narra o chamado Sermão da Planície, num correlato com o Sermão da Montanha de Mateus. Também as bem-aventuranças recebem uma configuração própria, dentro do projeto catequético de Lucas. Ao invés das nove bem-aventuranças de Mateus, temos apenas quatro, com o seu oposto apresentado como uma advertência a ser evitada. Lucas mostra, portanto, que é preciso fazer uma escolha, que não é possível conciliar dois caminhos distintos. Temos assim a pobreza e a riqueza, a carência e a fartura, a alegria e a tristeza, a perseguição e o prestígio social como dois caminhos opostos, indicadores de uma opção fundamental por Cristo ou contra Ele. A pobreza e a riqueza, na teologia de Lucas, são compreendidas como algo que vai além da quantidade de bens que possuímos. Refere-se antes, à qualidade da relação que estabelecemos com os bens que temos. Assim, ser pobre é reconhecer que tudo pertence a Deus e que nós somos apenas administradores. Ser rico é apegar-se ao que tem, compreendendo-se como o Senhor absoluto de tudo o que possui. Nesse sentido, tanto o profeta Jeremias quanto o Salmo 01 nos alertam para o perigo de colocarmos nossa confiança no homem, ou seja, nas coisas materiais, rejeitando Deus como fundamento e fonte de toda graça. Rico não é somente aquele que possui muitos bens, mas aquele que coloca nos bens que possui a segurança de...
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4º DOMINGO DO TEMPO COMUM 4º DOMINGO DO TEMPO COMUMJr 1,4-5.17-19 / Sl 70 / 1Cor 12,31 - 13,13 / Lc 4,21-30   O Evangelho deste domingo apresenta a sequência do episódio na sinagoga de Nazaré, meditado no domingo passado, destacando a reação dos habitantes daquela cidade ao anúncio que Jesus fez de Sua missão. Num primeiro momento todos ficam admirados com as palavras cheias de encanto que Ele pronuncia. No entanto, essa admiração diminui na mesma medida em que eles lembram a trajetória humilde de Jesus em seu meio. Ao recordar que Jesus era o filho de José, seus conterrâneos ficam limitados às aparências e não conseguem reconhecer em Jesus, o Messias aguardado com tanta expectativa. Porque esperavam um salvador poderoso, eles não acreditaram na origem divina de Jesus. A admiração inicial cede lugar à rejeição e à tentativa de assassinato, motivada pela fúria. Jesus, no entanto, não se deixa abater por tal atitude e passa pelo meio deles, continuando seu caminho; ou seja, coloca Sua missão e Sua fidelidade ao projeto de Deus acima do reconhecimento e das retribuições humanas. Diante dos obstáculos que encontra, Jesus insere-se na trajetória dos profetas, que chamados e enviados por Deus, permanecem fiéis à missão mesmo diante das perseguições e ameaças. No Antigo Testamento encontramos o testemunho de vários profetas, como o de Jeremias, que relata o seu itinerário vocacional revelando que a missão profética não é fruto da vontade humana, mas tem sua origem no chamado divino. Aquele a quem o Senhor deseja confiar Sua palavra é escolhido antes de ser formado no ventre materno. É, pois, uma decisão divina e não humana. Cabe ao vocacionado responder à proposta de Deus, confiando em Sua presença e em Sua proteção, exercendo na fidelidade a missão de comunicar a Palavra divina que lhe é revelada. O relato vocacional...
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2º DOMINGO DO TEMPO COMUM 2º DOMINGO DO TEMPO COMUMIs 62,1-5 / Sl 95 / 1Cor 12,4-11 / Jo 2,1-11   A Aliança de amor que Deus realiza com seu povo é o tema da liturgia deste domingo, iniciando a primeira parte do Tempo Comum. Desde a criação e de forma ainda mais explícita, na libertação da escravidão no Egito, Deus se revelou como Aquele que vem ao encontro do seu povo para fazer uma aliança de amor. Ele oferece gratuitamente seu amor, oferece a salvação, e o povo é convidado a acolher esse amor e essa salvação, vivendo na justiça e no direito. O profeta Isaías anuncia a bondade de Deus para com seu povo, em um momento crítico da história da salvação: o período pós-exílico. O exílio fora um momento histórico doloroso, de perda da terra e da liberdade, e a volta para casa foi também muito difícil, pois o povo encontrou tudo em ruínas: Jerusalém estava abandonada e a terra deserta, como diz Isaías. Diante da devastação, o profeta renova a esperança, ao anunciar que Deus fará brilhar a justiça e a salvação, renovando a Aliança com a qual o povo havia sido infiel. Para isso Isaías utiliza a imagem do casamento, mostrando que Deus se alegra em renovar a Aliança com seu povo, da mesma forma que o noivo se alegra ao receber sua esposa. A mesma imagem do casamento é retomada por São João, ao narrar o episódio da transformação da água em vinho, em Caná da Galileia. O evangelista narra sete sinais que Jesus realiza, todos apontando para a Hora de Jesus, ou seja, o momento de sua glorificação, no mistério da morte e ressurreição. Cada um dos sinais indica um aspecto desse momento. O primeiro sinal, no início da missão de Jesus, revela que Jesus realizará, em sua...
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