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Materiais da Campanha da Fraternidade 2024

A Campanha da Fraternidade de 2024 tem como tema: “Fraternidade e Amizade Social” e o lema: “Vós sois todos irmãos e irmãs” (Mt. 23, 8). Este tema...

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DEVOCIONÁRIO DE SÃO JUDAS TADEU

Pe. Marcio escreveu um Devocionário com o título: São Judas Tadeu, apóstolo e mártir. O objetivo é divulgar ainda mais a devoção ao nosso...

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COMENTÁRIOS DAS LITURGIAS

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11º DOMINGO DO TEMPO COMUM 11º DOMINGO DO TEMPO COMUMEz 17,22-24 / Sl 91 / 2Cor 5,6-10 / Mc 4,26-34 Neste domingo somos convidados a refletir sobre a ação de Deus em nossa história, conduzindo-nos para a realização de Seu projeto: o Reino de amor, justiça e paz. Jesus iniciara sua missão fazendo acontecer o Reino de Deus, ao curar os doentes, acolher os pobres, perdoar os pecadores e libertar os aprisionados pelo mal. Entretanto, sofreu a rejeição de seus parentes que diziam estar Ele fora de si, e dos mestres da Lei que o acusaram de estar possuído pelo demônio. Por isso, diante da multidão que o procurava, Jesus passa a ensinar sobre o Reino de Deus, explicando o sentido de sua missão. E fala através de parábolas, partindo da vida do povo, que em sua maioria vivia no campo e cultivava a terra, utilizando imagens do seu cotidiano.A primeira parábola fala da força da vida contida na semente, que brota sem a intervenção do agricultor. A esse cabe semear e cuidar, esperando que ela germine, cresça e produza frutos. Assim deve ser a nossa compreensão do Reino de Deus. Somos semeadores do Reino, mas quem faz o Reino produzir frutos é Deus. Isso serve de remédio para duas tentações na missão: o desânimo e a arrogância. Não devemos desanimar diante dos aparentes fracassos nas ações em favor do Reino, nem tampouco devemos nos inchar de orgulho pelas vitórias. O Reino é de Deus. Ele é quem faz acontecer no momento certo o que é melhor para nossa vida e para a nossa história. Nós somos apenas servos que devemos humildemente oferecer nossos dons para que Deus realize Seu projeto de salvação.A parábola da semente de mostarda nos ensina que o Reino de Deus não acontece de forma estrondosa e fantástica, mas através de...
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10º DOMINGO DO TEMPO COMUM 10º DOMINGO DO TEMPO COMUMGn 3,9-15 / Sl 129 / 2Cor 4,13 - 5,1 / Mc 3,20-35 O Evangelho desde domingo apresenta as reações à prática de Jesus de ir ao encontro do povo sofrido, levando a libertação de todos os males. Seus familiares, escandalizados com sua vida de amor ao irmão e de prática da justiça, O acusam de estar fora de si. De Jerusalém chegam mestres da Lei para investigar o que Jesus estava fazendo, os quais apresentam a acusação de que Jesus agia em nome do demônio. Jesus desmascara a inveja e a incoerência de seus acusadores, argumentando que é impossível expulsar demônios em nome do demônio, ou seja, não existe conciliação entre a prática do bem e a ação de satanás. Quem está em comunhão com Deus faz o bem, e quem está contra Deus pratica o mal. O mal não vem de Deus, mas é gerado por quem se comporta como adversário (significado da palavra satanás) do projeto divino, recusando-se a obedecer a Deus, a fazer a Sua vontade.Esse é o ensinamento do texto de Gênesis, na história da serpente e do fruto da árvore proibida. Deus criou um mundo perfeito, harmônico e sem males, e concedeu ao homem o direito de usufruir de todos os frutos, inclusive da árvore da vida, mas ordenou que ele não comesse o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Ou seja, o homem pode desfrutar de toda a criação, mas não pode determinar o bem e o mal, o certo e o errado. O parâmetro do que é o bem, do que é o certo, sempre é a vontade de Deus. Quando o homem decide por conta própria o que é bem e o que é mal, ignorando o projeto divino, gera o sofrimento e...
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9º DOMINGO DO TEMPO COMUM 9º DOMINGO DO TEMPO COMUMDt 5,12-15 / Sl 80 / 2Cor 4,6-11 / Mc 2,23 – 3,6 Dando continuidade à missão de manifestar o Reino de Deus, Jesus revela a dignidade que cada pessoa possui diante de Deus e que deve ser a motivação de toda lei. O contexto é a crítica feita pelos fariseus a Jesus, porque seus discípulos arrancavam trigo no dia de sábado. Interessante que não é questionado o ato de colher o trigo em um campo alheio, pois isso era permitido pela Lei, como vemos em Dt 23,25-26, que autoriza colher uvas e trigo para saciar a fome; o que os fariseus questionam é o fato de tê-lo feito em dia de sábado. De fato, a lei da observância do sábado, enquanto dia do Senhor, era muito rigorosa. Era uma forma de conservar a identidade religiosa em meio à dominação estrangeira que há séculos oprimia o povo judeu. Entretanto, essa rigorosidade acerca da Lei, estava deformando o seu sentido original; estava deixando de valorizar a dignidade humana, para escravizar, paralisar o homem. O Livro do Deuteronômio, ao apresentar o Decálogo, ou seja, o resumo da lei de Deus, destaca a observância do sábado a partir de dois elementos: o religioso e o social. No aspecto social, o mandamento destaca que o sábado é o dia de descanso para o trabalhador: trabalharás seis dias e no sétimo descansarás. E a motivação é a lembrança do tempo da escravidão no Egito, quando não havia pausa para descanso. O aspecto religioso é a lembrança da ação divina, que libertou seu povo da escravidão com mão forte. Embora ambos os aspectos estejam unidos, há a predominância do aspecto social. Já na narrativa do Decálogo no livro do Êxodo, a motivação primeira do Dia do Senhor era a celebração da ação...
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SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADEDt 4,32-34.39-40 / Sl 32 / Rm 8,14-17 / Mt 28,16-20 A Solenidade da Santíssima Trindade convida-nos a mergulhar no mistério do nosso Deus, Uno e Trino, acolhendo a revelação que Ele mesmo desejou manifestar à humanidade. Em nossa pequenez humana não podemos compreender racionalmente esse excelso mistério de um único Deus em três pessoas distintas, mas podemos fazer a experiência dessa comunhão de amor, e acolher alegremente sua revelação em nossa história. A Palavra de Deus nos revela como Deus, movido unicamente por amor, exteriorizou a si mesmo no ato da criação, revelando-se como Pai Criador e, manifestou ainda mais o amor ao libertar seu povo. Diante de seu gesto de gerar e promover a vida, somos chamados a reconhecê-lo como único Senhor de todo universo, como nos exorta o livro do Deuteronômio. Essa exteriorização se tornou ainda mais visível em Jesus Cristo, o Filho Salvador, que assumiu nossa condição humana e que dou sua vida pela redenção da humanidade. A Igreja é chamada a participar dessa manifestação divina, levando a graça da salvação ao mundo inteiro, atendendo ao mandato do próprio Jesus, como nos relata São Mateus. E na efusão do Espírito Santo, Deus exteriorizou-se plenamente, manifestando toda sua interioridade e doando-se a cada ser humano em todos os tempos e lugares. A festa da Santíssima Trindade recorda-nos que o movimento divino de manifestação de Sua interioridade agora se transforma em um convite para cada um de nós mergulhar nessa comunhão. O Senhor se manifestou plenamente, e agora convida-nos a participar de Seu mistério de amor. Na graça do Sacramento do Batismo, Ele chama-nos para dentro de seu próprio mistério, para sermos um com Ele. Unidos no mesmo Espírito, somos acolhidos como filhos de Deus, como nos ensina São Paulo na Carta aos Romanos. Mesmo...
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SOLENIDADE DE PENTECOSTES SOLENIDADE DE PENTECOSTESAt 2,1-11 / Sl 103 / 1Cor 12,3b-7.12-13 / Jo 20,19-23 A solenidade de Pentecostes assinala o auge da espiritualidade pascal, pois nela celebramos a manifestação plena do Senhor, que em seu Santo Espírito se faz presente em todos os tempos e lugares. O Espírito Santo é, pois, a revelação da interioridade divina, a manifestação do agir de Deus, que não se fecha em si mesmo, mas se abre para gerar comunhão. O movimento de exteriorização divina, que tem seu princípio no ato criador, assume uma concretude histórica no mistério da encarnação, e alcança sua plenitude no envio do Espírito Santo. Na efusão do Espírito Santo, Deus se manifesta como Aquele que age continuamente na história da humanidade para levar à plenitude a obra da criação e da salvação. Contemplando a ação do Espírito Santo, já não afirmamos que Deus criou, como um ato do passado, mas que Deus está continuamente criando. E da mesma forma, ao invés de afirmarmos que Deus nos salvou na morte e ressurreição de Cristo, afirmamos que Deus está nos salvando, no dinamismo contínuo de seu ato libertador. O Espírito Santo age na criação, renovando-a continuamente, como revela o Salmo 103, fazendo a vida aconteceu a todo instante. E age também em cada pessoa, num processo contínuo de santificação, nos tornando cada vez mais humanos. A Palavra de Deus nos ajuda a aprofundar a espiritualidade da festa de Pentecostes enquanto manifestação do Espírito Santo, oferecido por Deus à sua Igreja reunida em comunhão, em vista da missão de edificar o Reino de amor, justiça e paz. Em primeiro lugar, tanto nos Atos dos Apóstolos, como no Evangelho de João, o Espírito Santo é um dom divino concedido à Igreja, ao Corpo de Cristo, e não a indivíduos isoladamente. A plenitude do Espírito Santo...
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ASCENSÃO DO SENHOR ASCENSÃO DO SENHORAt 1,1-11 / Sl 46 / Ef 1,17-23 / Mc 16,15-20 A liturgia da Solenidade da Ascensão do Senhor nos convida a celebrar o que proclamamos em nossa profissão de fé: Jesus Ressuscitado, depois de se manifestar aos discípulos, subiu aos céus e sentou-se à direita de Deus. Isso significa que, cumprida sua missão salvífica, Jesus Cristo reassume sua condição divina; condição essa que havia renunciado ao assumir a nossa realidade humana, no mistério da encarnação. Nesse movimento de descer até nós para nos salvar e de voltar à comunhão trinitária, Jesus inaugura o Reino de Deus, o qual é confiado a Igreja, que recebe a missão de levar a toda humanidade essa boa notícia da salvação. Tanto o livro dos Atos dos Apóstolos quanto o Evangelho de Marcos relatam que Jesus confia aos discípulos, à Igreja nascente, a missão de anunciar o Evangelho, a Boa Nova do Reino de Deus. Da mesma forma, São Paulo em sua carta aos Efésios ensina que Jesus, na glória da Trindade, é a cabeça da Igreja, que é seu corpo. Enquanto Igreja, Corpo Místico que continua a missão de construir o Reino, nós estamos unidos a Cristo, que nos acompanha e protege. Este é o sentido dos sinais que o Evangelho segundo Marcos retrata: expulsar demônios, falar novas línguas, pegar em serpentes ou beber veneno, curar doentes, significa que a Igreja, em sua missão de edificar o Reino de Deus, está sob a guarda de Jesus, que confirma seu ensinamento. Mas, hoje, em meio a tantas pregações em nome de Jesus, devemos nos perguntar: o que devemos anunciar enquanto Igreja? Sob a luz do Espírito Santo, devemos discernir sobre as diferentes teologias que orientam a pregação de tantas Igrejas cristãs. Uma corrente muito presente hoje é a Teologia da Prosperidade, a...
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6º DOMINGO DA PÁSCOA 6º DOMINGO DA PÁSCOAAt 10,25-26.34-35.44-48 / Sl 97 / 1Jo 4,7-10 / Jo 15,9-17 A caminhada espiritual do Tempo Pascal nos ajuda a reconhecer que Jesus Ressuscitado permanece no meio de nós, concedendo-nos a graça da vida nova. Neste domingo, a liturgia nos apresenta a vivência do amor como a forma mais plena de manifestarmos a nossa comunhão com o Senhor Ressuscitado. Onde existe amor, Jesus se faz presente, agindo com a força da ressurreição, fazendo acontecer uma nova história. Para que sejamos instrumentos dessa presença amorosa no meio do mundo, Jesus nos deixa o mandamento do amor. No contexto da Última Ceia, antes de realizar o mais profundo gesto de amor, de oferecer sua vida pela salvação do mundo, Jesus convoca os discípulos a assemelhar-se a Ele, na prática do amor. O mandamento do amor, mais do que uma ordem a ser cumprida, torna-se o distintivo de nosso discipulado. Assim, ser cristão é viver o amor para com Deus e para com os irmãos. O amor, porém, não é um comportamento meramente humano, mas uma identificação com o ser divino, pois a fonte suprema do amor é Deus, como ensina São João. Somos convidados a amar-nos uns aos outros porque o amor vem de Deus. Todo aquele que nasceu de Deus pelo Batismo e que conhece a Deus, vive o amor. O amor torna-se assim, uma dimensão essencial de nossa existência cristã. Não se trata de um acessório, que pode ou não fazer parte da nossa vida. A vivência do amor é a manifestação da vida nova que recebemos em nosso Batismo e que revela a nossa comunhão profunda com o Senhor. O amor, o qual somos chamados a viver em nosso relacionamento com os irmãos, não é uma obrigação externa ou uma imposição da parte de Deus, mas...
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5º DOMINGO DE PÁSCOA 5º DOMINGO DE PÁSCOAAt 9,26-31 / Sl 21 / 1Jo 3,18-24 / Jo 15,1-8 Na busca da autonomia na direção da própria história, muitas pessoas caem no extremo de confiar somente em si mesmas, em suas próprias capacidades, afastando-se do amor e da graça de Deus. Longe do amor divino vão aos poucos esvaziando-se, perdendo o sentido de viver, secando qual galho que é separado do tronco. Para nos recordar que, sem Deus nada podemos fazer, a liturgia deste domingo reforça a espiritualidade do Tempo Pascal, recordando que o Senhor Ressuscitado se manifesta em nossa história em cada discípulo que produz frutos de amor e de paz. Somos pois, convidados a permanecer unidos a Ele, para assim, produzirmos os frutos que Deus espera. Jesus se apresenta a nós como a videira verdadeira na qual estamos unidos, à semelhança dos ramos. A união do ramo à videira é fundamental para que ele tenha vida. Assim também, a nossa união com Cristo é fundamental para a nossa existência, pois, como o próprio Jesus nos disse, sem Ele nada podemos fazer. Da videira o ramo recebe a seiva que o sustenta e faz crescer. De Cristo recebemos a força espiritual que necessitamos para enfrentar os desafios de nossa existência. Quando nos separamos de Cristo, vamos secando espiritualmente, até perdermos o sentido da nossa vida. Uma pessoa espiritualmente seca é uma pessoa sem esperança, cheia de ressentimentos, atribulada, incapaz de ultrapassar os obstáculos da vida, enfim, uma pessoa sem alegria de viver. Igualmente o ramo precisa estar unido à videira para produzir frutos. E também nós precisamos permanecer unidos a Cristo para conseguirmos produzir bons frutos, de amor, de justiça e de paz. Nesse sentido, São João afirma que a nossa identidade de cristãos consiste em acreditar em Jesus Cristo e viver o amor...
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4º DOMINGO DA PÁSCOA 4º DOMINGO DA PÁSCOAAt 4,8-12 / Sl 117 / 1Jo 3,1-2 / Jo 10,11-18 O Tempo Pascal renova a certeza de que Jesus Ressuscitado se faz presente no meio de nós, ajudando-nos a viver como filhos de Deus e manifestar a vida nova que nos concedeu em Sua ressurreição. O Senhor da Vida caminha conosco, orientando a condução da nossa história. Por isso a liturgia deste domingo nos apresenta a figura de Jesus, o Bom Pastor, como modelo para todas as pessoas que têm a missão de orientar seus irmãos e de promover o bem comum, seja nos relacionamentos mais próximos, como na família, seja na tarefa de governo, em todos os âmbitos, na Igreja e na sociedade. Jesus se apresenta como o verdadeiro pastor, que é capaz de dar a vida por suas ovelhas. E Ele o faz de forma livre e gratuita, não por obrigação, mas unicamente por amor. Essa atitude amorosa do Bom Pastor, de oferecer a vida pela salvação de suas ovelhas, se contrapõe a atitude do mercenário que, diante do perigo, abandona o rebanho. O mercenário, contratado para cuidar das ovelhas, não é capaz de colocar sua vida em risco para proteger as ovelhas ameaçadas. Sua atitude é marcada pelo egocentrismo, de quem pensa somente em si mesmo, e por isso é incapaz de arriscar-se diante do perigo para proteger alguém diferente de si mesmo. Já o Bom Pastor, que ama e cuida de seu rebanho, não mede sacrifícios e é capaz de oferecer sua própria vida para salvar suas ovelhas. Jesus concretizou plenamente essa missão de Bom Pastor, ao oferecer sua vida para que nós, ovelhas de seu rebanho, recebêssemos a salvação. Essa atitude de amor gratuito do Bom Pastor gera uma relação de profunda intimidade com seu rebanho, como mostra Jesus, ao afirmar...
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3º DOMINGO DE PÁSCOA 3º DOMINGO DE PÁSCOAAt 3,13-15.17-19 / Sl 4 / 1Jo 2,1-5a / Lc 24,35-48 Aprofundando a espiritualidade do Tempo Pascal, que nos convida a contemplar a presença do Ressuscitado no meio de nós, em nossa história, somos convidados, neste 3º Domingo da Páscoa, a reconhecer Jesus presente nos momentos comunitários de celebração da fé, especialmente na celebração eucarística. Na celebração do memorial da Páscoa do Senhor, o Ressuscitado se faz presente em nosso meio, na Sua Palavra e em Seu Corpo e Sangue, fortalecendo a nossa fé e nos encorajando na missão. O Evangelho nos mostra esse encontro da comunidade reunida com Jesus Ressuscitado. O contexto é a volta dos discípulos de Emaús que, após reconhecerem Jesus no anúncio das Escrituras e no partir do pão, sinal da Eucaristia, retornam à comunidade reunida em Jerusalém. É a essa comunidade dos discípulos que Jesus se manifesta, comendo com eles, abrindo a inteligência para entenderem a Escritura e, por fim, convocando-os a serem testemunhas da salvação concedida em Sua ressurreição. Esse encontro com o Ressuscitado é uma graça que é concedida também a nós, hoje, na celebração da Eucaristia. Muitas vezes não reconhecemos plenamente o valor sagrado deste memorial que o Senhor nos deixou e, por costume, dizemos que “assistimos” a missa, ou que “cumprimos o preceito”. A missa é a celebração do memorial da morte e da ressurreição do Senhor, na qual o próprio Senhor se faz presente em nosso meio, manifestando Seu amor. Assim, há uma grande diferença entre “assistir” e “celebrar” a Eucaristia. Não nos reunimos para “assistir” a morte e a ressurreição do Senhor, mas para morrer com Ele e com Ele ressurgir, num dinamismo constante de crescimento espiritual. Tampouco nos reunimos para cumprir um preceito, obedecendo uma ordem externa, mas atendemos um chamado interior que o próprio...
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2º DOMINGO DA PÁSCOA 2º DOMINGO DA PÁSCOAAt 4,32-35 / Sl 117 / 1Jo5,1-6 / Jo 20,19-31 Ainda celebrando a alegria da ressurreição, o 2º Domingo da Páscoa convida-nos a contemplar a manifestação de Jesus Ressuscitado à comunidade reunida em oração, no primeiro dia da semana. Destaca-se a figura de Tomé, que não estando unido à comunidade, não recebeu o dom da paz e nem a graça do Espírito Santo, que o Senhor concedeu aos que estavam reunidos em comunhão. Somente oito dias depois, novamente no primeiro dia da semana, quando a comunidade novamente estava reunida em nome do Senhor, é que Tomé acolheu a paz, dom do Ressuscitado. O Senhor, entretanto, repreende Tomé, por sua falta de fé no testemunho que a comunidade dera acerca do encontro com Ele. Essa atitude de Tomé e a repreensão de Jesus revelam dois aspectos fundamentais do seguimento a Jesus: a eclesialidade e a fraternidade. São João, ao relatar os dois primeiros domingos da Igreja, mostra que somente é possível encontrar-se com Jesus Ressuscitado se estivermos vivendo em comunhão, como Igreja. A Igreja não é uma instituição inventada pelos homens, mas uma obra que nasceu do coração do próprio Jesus, para ser uma escola de fraternidade e com a missão de levar ao mundo a salvação, cumprindo a ordem de Jesus de ser instrumento de perdão e reconciliação. Sem a pertença à comunidade, à Igreja, a fé em Jesus Cristo se torna incompleta, porque permanece numa relação subjetiva com o Senhor. É na vida eclesial que aprendemos a viver como irmãos, tomando consciência de que somos a grande família dos filhos de Deus, e assim podemos dar ao mundo o testemunho da fraternidade. O livro dos Atos dos Apóstolos retrata a vida da Igreja nascente, dando destaque para três aspectos: a vida de comunhão, pois os cristãos...
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DOMINGO DE PÁSCOA DOMINGO DE PÁSCOAAt 10,34a.37-43 / Sl 117 / Cl 3,1-4 / Jo 20,1-9 Este é o domingo que deu origem a todos os domingos, é o Dia do Senhor por excelência, pois é a celebração da ressurreição do Senhor. O Evangelho segundo São João nos diz que, no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus e o encontrou vazio. O primeiro dia da semana marca o início de um novo tempo na história da humanidade: o tempo da graça, na vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. Este dia de festa e alegria que o Senhor fez para nós se prolonga por toda a semana, na chamada Oitava Pascal. Celebrando o mistério maior da nossa fé, somos convidados a contemplar a atitude dos discípulos que foram ao túmulo de Jesus, e aprender com eles a acolher de coração sincero a manifestação do Senhor Ressuscitado, renovando com Ele nossa comunhão de vida. Maria Madalena, a primeira discípula a ir ao túmulo de Jesus, percebendo que a pedra do túmulo tinha sido removida pensou que o corpo de Jesus tinha sido roubado. Mas, ainda no mesmo dia o próprio Jesus veio ao seu encontro no jardim, e manifestou Sua ressurreição. Igualmente Pedro entrou no túmulo e apenas percebeu que estava vazio, pois eles ainda não tinham compreendido que Jesus havia ressuscitado. Mais tarde, Pedro acreditou e testemunhou Jesus Cristo, anunciando ao povo o mistério fundamental da fé: Jesus de Nazaré, ungido por Deus, andou por toda parte fazendo o bem, manifestando o Reino de Deus, foi morto na cruz, mas Deus o ressuscitou. Diferente de Maria Madalena e de Pedro, o outro discípulo viu e acreditou. O que ele viu? Apenas o túmulo vazio! Mas, movido pela fé, acreditou nas palavras de Jesus, que tinha anunciado...
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