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Estudo das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2026–2032) trazem orientações e prioridades da Igreja para os próximos...

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COMENTÁRIOS DAS LITURGIAS

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23º DOMINGO DO TEMPO COMUM 23º DOMINGO DO TEMPO COMUMEz 33,7-9 / Sl 94 / Rm 13,8-10 / Mt 18,15-20 À luz da Palavra de Deus, sabemos identificar quando um irmão está trilhando o caminho do pecado e se afastando de Deus. Entretanto, diante de tais situação tornou-se comum ouvir expressões como: "não tenho nada a ver com isso", ou, "isso não é problema meu". O individualismo, característica peculiar de nossa cultura hodierna, estimula a indiferença e a omissão diante do irmão que está se afundando no pecado e no erro. Frente a essa realidade, a Palavra de Deus nos convida a meditar sobre a correção fraterna e a corresponsabilidade que temos uns com os outros, por sermos todos filhos de Deus. O trecho do Evangelho deste domingo faz parte das orientações de Jesus sobre a vida em comunidade. Somos convidados a nos fazer pequenos como as crianças na convivência fraterna e, diante do erro do irmão, o Senhor nos convoca a realizar a correção fraterna. Esta deve acontecer num encontro amoroso com quem errou e, caso não alcance sucesso, Jesus orienta a buscar a ajuda de outros irmãos e da Igreja. E caso a correção não seja acolhida, é preciso que o irmão que errou seja tratado como pagão, ou seja, que ele seja evangelizado, pois, ao não aceitar a correção fraterna e escolher persistir no erro, revela que não conhece verdadeiramente o caminho de Jesus. Não podemos pois, ficar omissos ou indiferentes ao irmão que erra, mas colaborar para que ele acolha a salvação, ajudando-o a abandonar o caminho do pecado. Devemos assumir a missão de sermos vigias uns dos outros, como nos revela o profeta Ezequiel. Vigia é aquele que guarda a cidade ou a casa, para protegê-la dos perigos. Ser vigia do irmão não é espioná-lo para publicar seus erros e...
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22º DOMINGO DO TEMPO COMUM 22º DOMINGO DO TEMPO COMUMJr 20,7-9 / Sl 62 / Rm 12,1-2 / Mt 16,21-27 O Evangelho deste domingo apresenta a continuidade do diálogo de Jesus com os discípulos sobre a Sua identidade. A resposta de Pedro, de que Jesus era o Messias, estava correta em termos teóricos, mas na prática, era diferente do plano de Deus. Pedro, influenciado pelas expectativas messiânicas da época, esperava um enviado divino com poder e força, para derrotar os inimigos do povo de Israel. Por isso, quando Jesus anuncia que trilharia o caminho da doação de si e da morte na cruz, Pedro reage querendo impedi-lo. Jesus adverte que tal pensamento estava em sentido contrário ao projeto divino. Era um pensar determinado pela compreensão de vitória típica deste mundo, que exige a derrota e até o aniquilamento do adversário. No plano de Deus, não existe adversário a ser derrotado, pois Seu propósito é de salvar a todos, especialmente os pecadores. A cruz que Jesus assume não é derrota, mas caminho de salvação para todos, pois indica uma forma nova de viver, determinada pela doação de si, em gestos concretos de amor que geram a vida e a salvação do irmão. Jesus, ao aceitar a cruz, assume o caminho de oferecer a si mesmo em sacrifício vivo, santo e agradável, como São Paulo convida os cristãos romanos a também assumirem. Não se trata de um gesto de derrota, como pensavam Pedro e os discípulos, mas uma atitude consciente e ativa de transformação da realidade, por um caminho alternativo, fazendo o que agrada a Deus. São Paulo retrata perfeitamente esse gesto de Jesus ao convidar os cristãos a não se conformar com o mundo, mas ser instrumento de transformação a partir de si mesmo, renovando a maneira de pensar e agir. O convite que Jesus faz...
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21º DOMINGO DO TEMPO COMUM 21º DOMINGO DO TEMPO COMUMIs 22,19-23 / Sl 137 / Rm 11,33-36 / Mt 16,13-20 No atual contexto cultural, que radicaliza o conceito de liberdade, compreendendo o ser humano como um indivíduo isolado e sem compromisso com o bem comum, ganha força a mentalidade das relações horizontais que, defendendo a igualdade radical, faz oposição a qualquer forma de hierarquia. A consequência é o esvaziamento da autoridade, em todos os âmbitos de relacionamento, desde a família, a escola, até a sociedade em geral. Além de ser um elemento cultural, essa rejeição à hierarquia também é o reflexo da falta de uma espiritualidade coerente no exercício da autoridade. Todas as vezes que uma pessoa constituída para a missão de liderar não o faz com o intuito de promover o bem comum, mas apenas busca os interesses próprios, não é somente a sua pessoa que fica desmerecida, mas também a própria noção de autoridade. Entretanto, sabemos que, para o bom andamento da vida comunitária, seja na família, na escola, na Igreja ou na sociedade, faz-se necessário a tarefa do governante, ou seja, daquela pessoa que assume a missão de ser responsável pelos demais, guiando-os no caminho correto. Jesus assumiu sua missão de conduzir os discípulos como Mestre e Senhor, mas sempre o fez a partir da espiritualidade do serviço, como bem explicitou ao lavar os pés dos apóstolos na Última Ceia. E tendo consciência da necessidade de uma liderança para a vida de seus discípulos, entregou a Pedro as chaves do Reino dos Céus. Essa tarefa das chaves era considerada muito importante naquela época, como nos mostra a profecia de Isaías. A pessoa a quem o rei confiava as chaves do palácio era uma importante autoridade, pois tinha não somente a atribuição de abrir e fechar as portas, como também era o administrador...
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SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORAAp 11,19a; 12,1.3-6ab / Sl 44 / 1Cor 15,20-27a / Lc 1,39-56 A assunção de Nossa Senhora, indicada no calendário litúrgico no dia 15 de agosto, é celebrada no Brasil sempre no domingo seguinte, para enfatizar a importância desse dogma mariano. Proclamado pelo Papa Pio XII em 1950, o dogma da Assunção de Maria é a confirmação de uma longa tradição conservada pela Igreja, de que Maria, por ter acolhido em seu ventre o próprio Deus, fora preservada da corrupção da morte e elevada ao céu em corpo e alma, ou seja, na plenitude de sua realidade humana. Com esta festa, a Igreja nos convida a contemplar em Maria a realização do plano divino para toda pessoa humana. Nossa Senhora assunta ao céu, participante da glória divina, é a confirmação do destino de toda a humanidade, cuja plenitude da existência é a participação plena na comunhão da Santíssima Trindade. Como nos ensina São Paulo, Cristo ressuscitou e nEle, todos nós também ressuscitaremos. Cristo foi o primeiro ser humano a ressuscitar, rompendo a morte que adentrara na humanidade pelo pecado, e participarão de sua vitória sobre a morte aqueles que a Ele pertencem. Ora, Maria foi a primeira pessoa que participou do mistério da encarnação, acolhendo o próprio Jesus em seu ventre. Fundamentada nessa palavra de São Paulo, a Igreja confirma a tradição de que Maria fora preservada da corrupção da morte e levada por Jesus para a comunhão na Trindade. Contemplando Maria elevada à glória divina, somos convidados a olhar para a pessoa de Maria e nela encontrar um modelo a ser seguido por cada um de nós, em nosso caminhar de santificação nesta vida. Maria torna-se, para nós, o ideal que todo ser humano deve buscar, de ser uma pessoa integrada e plenamente realizada...
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19º DOMINGO DO TEMPO COMUM 19º DOMINGO DO TEMPO COMUM1Rs 19,9a.11-13a / Sl 84 / Rm 9,1-5 / Mt 14,22-33 A nossa existência humana é marcada por momentos de forte tribulação, quando nos deparamos com nossas limitações ou enfrentamos dificuldades. Nesses momentos, somos sustentados pela nossa fé na presença amorosa e auxiliadora do Senhor. Ter fé não significa que não enfrentaremos tribulações, ou que não sentiremos medo diante do desconhecido ou daquilo que nos ameaça. Quem tem fé permanece unido ao Senhor, e alcança a mão de Deus, que está sempre estendida para nos socorrer em nossas necessidades. É essa mão divina atuante em nossa história que nos dá forças para vencer o medo e enfrentar as tribulações da vida. Essa experiência de medo diante das tribulações e a certeza da presença divina na história humana, nos revela a liturgia deste domingo. São Mateus narra que, após ter saciado a fome da multidão, na festa da partilha, Jesus mandou que os discípulos atravessassem o mar da Galileia e retirou-se para rezar. Com isso, queria evitar que seu coração, e dos discípulos, se deixasse dominar pela tentação da popularidade. Por isso os envia para anunciar o Reino também aos pagãos. Isso foi um desafio que abalou os discípulos e a comunidade de Mateus, uma experiência de ventos contrários. No meio desta tempestade que abalava a barca, símbolo da comunidade, Jesus vai ao seu encontro, caminhando sobre as águas, mas eles não o reconhecem, pensando ser um fantasma, pois o medo era mais forte que a fé. O gesto de caminhar sobre as águas é uma manifestação da divindade de Jesus, pois somente Deus, Senhor de toda a criação, pode fazê-lo. Pedro duvida se era Jesus e pede uma prova que vai além de sua condição humana. Por isso, quando sentiu o vento, experimentou sua fragilidade e...
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18º DOMINGO DO TEMPO COMUM 18º DOMINGO DO TEMPO COMUMIs 55,1-3 / Sl 144 / Rm 8,35.37-39 / Mt 14,22-33 Vivendo em uma sociedade mercantil, fundamentada no espírito de troca, estamos acostumados a comprar e vender, e por isso somos tentados a rejeitar a gratuidade. Nessa cultura de comércio, quem não tem dinheiro não encontra espaço e é completamente excluído, chegando a ser considerado como sobra, como resíduos sem valor. Muitos são privados até mesmo do mais básico para a vida humana: a alimentação. Em oposição a essa cultura excludente e seletiva, que condena milhões de pessoas à miséria e à fome, a Palavra de Deus nos apresenta o banquete que o Senhor prepara para a toda a humanidade, a festa da partilha e da gratuidade. O profeta Isaías anuncia essa ação divina de saciar a todos, proclamando o convite de Deus para o banquete da vida e da salvação. O contexto dessas palavras proféticas é o exílio na Babilônia, no qual o povo sofria ao recordar a abundância de vida que perdera por causa de sua infidelidade. A esse povo sofrido, o profeta anuncia um grande banquete preparado pelo Senhor, para o qual todos são convidados, pois a condição para poder participar não é a posse de bens materiais, mas o coração fiel e temente ao Senhor. Tal banquete da vida vemos se realizar na festa da partilha oferecida por Jesus à multidão faminta. Na estrutura do Evangelho de Mateus, Jesus aprofundou o mistério do Reino dos Céus por meio das parábolas porque encontrou incompreensão à sua proposta e, iniciando o quarto livrinho, sobre o novo povo de Deus, Mateus apresenta esse contexto de rejeição tanto pelos conterrâneos de Jesus, escandalizados por sua origem humilde, quanto no banquete de Herodes, que causou o martírio de João Batista, indicando que os poderosos rejeitavam o projeto...
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17º DOMINGO DO TEMPO COMUM 17º DOMINGO DO TEMPO COMUM1Rs 3,5.7-12 / Sl 118 / Rm 8,28-30 / Mt 13,44-52 Toda pessoa tem, em seu íntimo, o anseio de realização plena e tudo faz para alcançá-la. A vida é uma grande arena de constante busca desse tesouro precioso que é realizar-se enquanto ser humano. Entretanto, a cultura hodierna incita a alcançar essa realização unicamente no acúmulo e no consumo de bens materiais. Com isso, as pessoas reduzem seus anseios aos bens temporários e limitados deste mundo, em uma busca insaciável, chegando inclusive a reduzir Deus a uma mera fonte de tais bens. Diante dessa cultura, a Palavra de Deus nos apresenta a atitude do rei Salomão, ainda jovem e com a responsabilidade de governar um grande reino, que, em oração diante do Senhor, não pede riquezas materiais, nem vida longa, tampouco poder absoluto. Antes, pede um coração compreensivo para bem governar e o discernimento entre o bem e o mal, ou seja, a sabedoria para praticar a justiça. Isso é o fundamental para que Salomão possa realizar-se como pessoa na missão que recebera de Deus e também fazer desta missão uma forma de fazer o bem ao povo que lhe fora confiado. É nesse contexto sobre o que realmente é valioso em nossa existência humana que entendemos as parábolas sobre o Reino dos Céus, contadas por Jesus aos seus discípulos. Inicialmente Jesus compara o Reino a um grande tesouro e a uma pérola preciosa, cujo valor inestimável leva quem o encontra a investir tudo o que possui para tomar posse de tal preciosidade. Entendemos, assim que o Reino dos Céus é o que de mais precioso podemos encontrar em nossa vida, que dá pleno sentido à nossa existência humana. Em sua sabedoria infinita, Deus dispôs tudo o que necessitamos para nos realizarmos como pessoas e...
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16º DOMINGO DO TEMPO COMUM 16º DOMINGO DO TEMPO COMUMSb 12,13.16-19 / Sl 85 / Rm 8,26-27 / Mt 13,24-43 A realidade humana é marcada pela ambiguidade do pecado e da graça. Coexistem, em nossa vida e em nossa história, o bem e o mal. A incompreensão acerca da origem do mal e a falta de clareza sobre o que fazer diante de sua manifestação muitas vezes geram a falta de confiança no poder do bem e a apatia diante da necessidade de superá-lo e transformar a nossa realidade. Para nos ensinar sobre a força do amor e do bem, que podem transformar a realidade, Jesus nos apresenta as parábolas do trigo e do joio, da semente e do fermento. Estas parábolas, do capítulo treze do Evangelho de Mateus, são um aprofundamento que Jesus convida a fazer sobre o mistério do Reino dos Céus, diante da incompreensão e da rejeição que as autoridades e também o povo manifestaram diante dos sinais que Ele realizara. A parábola do joio e do trigo nos ensina que o bem e o mal fazem parte da realidade humana, seja na vida pessoal de cada um, seja na história. Entretanto, o mal não vem de Deus e nem é desejado por Deus, como um castigo imposto à humanidade, ou como uma forma de provação. De Deus vem somente o bem, simbolizado no trigo que é semeado no campo. O mal é fruto do pecado, simbolizado no joio, que é espalhado quando o ser humano se deixa dominar pelo inimigo. Diante da consciência do mal em nossa realidade, a primeira proposta é de arrancar o mal, como se arranca o joio que brota no meio da plantação. Entretanto Jesus nos alerta para um grande perigo, que é a falta de clareza e do discernimento necessário para essa ação radical, correndo o...
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15º DOMINGO DO TEMPO COMUM 15º DOMINGO DO TEMPO COMUMIs 55,10-11 / Sl 64 / Rm 8,18-23 / Mt 13,1-23 Vivemos na era da comunicação globalizada, na qual as informações circulam com facilidade e com velocidade. Esse contexto tem o aspecto positivo de possibilitar a comunicação de forma livre e do acesso a muitas fontes de informação, mas também favorece a banalização da palavra, pois todos falam o que querem, muitas vezes sem fundamento ou sem compromisso ético. Nessa realidade, a própria Palavra de Deus é banalizada, ou equiparada às palavras humanas e até mesmo ignorada. Diante desse contexto somos convidados a meditar sobre a importância da Palavra de Deus e sua incidência em nossa vida. O profeta Isaías compara a Palavra divina com a chuva e a neve, que não voltam para o céu sem antes fecundar a terra, mostrando que a Palavra de Deus tem força e poder de gerar aquilo que significa. Na cultura judaica, a palavra tinha uma densidade existencial e histórica, pois era entendida como a manifestação da interioridade de quem a pronunciava, não se tratando, pois, de meros sons ou sinais. A Palavra divina é então, a própria essência de Deus que é revelado à humanidade para fazer acontecer Sua santa vontade.Deus não somente garante a fecundidade de Sua Palavra, mas também deixou em nosso coração o ardente desejo de buscá-la como luz para nossos passos; entretanto, deu-nos também a liberdade para acolhê-la ou rejeitá-la. Aqueles que a acolhem, intensificam a comunhão com o Senhor, mas aqueles que a rejeitam, ficam cada vez mais perdidos e sem sentido para sua vida. Diante da oposição aos ensinamentos e gestos que realizara, fazendo acontecer o Reino, Jesus aprofunda seu sentido por meio de parábolas, comparando a Palavra que Ele anuncia à semente, e o coração humano, ao terreno que a recebe....
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14º DOMINGO DO TEMPO COMUM 14º DOMINGO DO TEMPO COMUMZc 9,9-10 / Sl 144 / Rm 8,9.11-13 / Mt 11,25-30 A liturgia deste domingo convida-nos a refletir sobre duas virtudes cristãs: humildade e mansidão. Humildade vem do latim humilitas, cujo sentido está ligado a humus, ou seja, é uma referência ao solo. Entre os significados utilizados, podemos encontrar aspectos negativos, como fraqueza, impotência, submissão, e positivos como modéstia, simplicidade, sobriedade. Mansidão é sinônimo de brandura e serenidade, mas muitas vezes é usado com a conotação negativa de apatia, incapacidade de ação. Ao mesmo tempo que tais virtudes são pouco valorizadas e até menosprezadas na cultura hodierna por indicar fraqueza, falta de competitividade, o seu oposto causa indignação e medo, pois atemoriza-nos viver nessa realidade na qual as pessoas vivem sob constante embate, tendendo a aniquilar o outro. Inseridos nessa realidade, somos convidados a imitar Jesus, que se apresenta como manso e humilde de coração. Jesus elogia os pequenos e pobres que, sendo excluídos pelas estruturas sociais e culturais da época, reconhecem nEle o Salvador prometido, que viera para solidarizar-se com os humildes. Esta atitude de acolhida contrapõe-se ao comportamento dos habitantes de Corazim, Betaida e Cafarnaum, que vendo os sinais realizados por Jesus não acolhem Seu projeto de salvação. Igualmente aos que o acusavam de beberrão e comilão por fazer refeição com os pecadores, e até mesmo a João Batista, que manda seus discípulos questionarem se Jesus era mesmo o Messias. Dentro da dinâmica do seu Evangelho, Mateus apresenta a incompreensão que Jesus sofreu e a rejeição ao projeto do Reino. Mas, àqueles que abrem seu coração para acolhê-Lo, Jesus convida-os a entregar seus fardos, para que Ele os alivie e restaure suas forças. Além disso, Jesus convida a imitar Suas atitudes de humildade e mansidão, como caminho de verdadeira humanização de si mesmo e...
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SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULOAt 12,1-11 / Sl 33 / 2Tm 4,6-8.17-18 / Mt 16,13-19 A Igreja reúne em uma única festa os dois grandes apóstolos que, por diferentes meios, dedicaram-se ao anúncio do Evangelho e à edificação de Corpo Místico de Cristo, a Igreja. Por sua vivência como discípulos, pelo seu ardor missionário e pela sua fidelidade radical até o martírio, São Pedro e São Paulo são aclamados como as duas colunas da nossa Igreja. Celebrar a memória desses apóstolos é uma oportuna ocasião para refletirmos sobre a nossa vida de discípulos missionários de Jesus. A Palavra de Deus desta solenidade nos convida a contemplar a vida e a missão desses dois apóstolos em duplo aspecto: cristológico e eclesiológico. O primeiro aspecto refere-se à relação de Pedro e Paulo com o próprio Jesus, e o aspecto eclesiológico faz referência a sua atitude como pedras vivas da Igreja. Tudo em nossa vida parte de Cristo e a Ele se refere, por isso aprendemos com Pedro e Paulo que a intimidade espiritual com o Senhor é fundamental para ser discípulo. Contemplando a vida dos dois apóstolos, compreendemos que não é possível ser discípulo de Jesus fora da Igreja, desvinculado da comunhão com o Corpo de Cristo. A centralidade de Cristo na vida desses dois apóstolos é perceptível na profissão de fé autêntica e segura feita por Pedro, diferenciando-se da superficialidade da fé da maioria do povo, Isto nos mostra que, para ser discípulo de Jesus, é necessária uma fé sólida e consciente, capaz de determinar e sustentar nossas escolhas. A resposta de Jesus a Pedro revela que a fé é um dom de Deus. É o Senhor quem concede aos que se abrem à Sua graça, as condições necessárias para crer, ou seja, para realizar uma verdadeira adesão existencial...
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12º DOMINGO DO TEMPO COMUM 12º DOMINGO DO TEMPO COMUMJr 20,10-13 / Sl 68 / Rm 5,12-15 / Mt 10,26-33 Repletos do Espírito Santo, somos enviados ao mundo para anunciar a Palavra de Deus em nossa família, em nosso trabalho, em todos os ambientes nos quais vivemos, perseverando na prática da justiça. Entretanto, nem sempre o anúncio da Palavra é acolhido com amor. Onde impera o pecado, a Palavra não é aceita e aqueles que a anunciam são rejeitados e até perseguidos. Por isso somos convidados neste domingo a renovar em nosso coração a certeza de que Deus não nos deu um espírito de medo, mas de força, de amor e de sabedoria. O medo faz parte da nossa condição humana, pois não somos seres perfeitos, nem tampouco onipotentes. Quando tomamos consciência de nossa fragilidade diante de alguma realidade que supera nossas capacidade, ficamos abalados. Entretanto, não podemos sucumbir ao medo, mas buscar em Deus a força que nos sustenta e nos ampara, complementando nossas buscas humanas. Essa foi a experiência que fez o profeta Jeremias, enfrentando a perseguição e o abandono por causa da Palavra de Deus. Diante da situação de injustiça social e de infidelidade religiosa de seu tempo, Jeremias não se cala e proclama que tais atitudes levariam o povo a uma situação de caos social, como aconteceu de fato, na perda da terra, da liberdade e na deportação para o exílio na Babilônia. Acuado por causa da rejeição ao anúncio que fazia da Palavra de Deus, Jeremias busca no Senhor a força que lhe falta, reconhecendo que Deus permanece ao seu lado como forte guerreiro que o protege e o guarda. Essa mesma confiança na presença protetora e amorosa de Deus, Jesus pede que seus discípulos tenham, ao alertá-los sobre os desafios que enfrentariam na missão. As metáforas do fio de...
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