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Semana da Família 2026 - Encontro de Oração

Vivenciando a semana da Família, convidamos a todos para o Encontro de Oração nas família, a ser realizado no dia 12/08, às 20h. Para melhor...

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Estudo das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2026–2032) trazem orientações e prioridades da Igreja para os próximos...

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COMENTÁRIOS DAS LITURGIAS

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19º DOMINGO DO TEMPO COMUM 19º DOMINGO DO TEMPO COMUM1Rs 19,9a.11-13a / Sl 84 / Rm 9,1-5 / Mt 14,22-33 A nossa existência humana é marcada por momentos de forte tribulação, quando nos deparamos com nossas limitações ou enfrentamos dificuldades. Nesses momentos, somos sustentados pela nossa fé na presença amorosa e auxiliadora do Senhor. Ter fé não significa que não enfrentaremos tribulações, ou que não sentiremos medo diante do desconhecido ou daquilo que nos ameaça. Quem tem fé permanece unido ao Senhor, e alcança a mão de Deus, que está sempre estendida para nos socorrer em nossas necessidades. É essa mão divina atuante em nossa história que nos dá forças para vencer o medo e enfrentar as tribulações da vida. Essa experiência de medo diante das tribulações e a certeza da presença divina na história humana, nos revela a liturgia deste domingo. São Mateus narra que, após ter saciado a fome da multidão, na festa da partilha, Jesus mandou que os discípulos atravessassem o mar da Galileia e retirou-se para rezar. Com isso, queria evitar que seu coração, e dos discípulos, se deixasse dominar pela tentação da popularidade. Por isso os envia para anunciar o Reino também aos pagãos. Isso foi um desafio que abalou os discípulos e a comunidade de Mateus, uma experiência de ventos contrários. No meio desta tempestade que abalava a barca, símbolo da comunidade, Jesus vai ao seu encontro, caminhando sobre as águas, mas eles não o reconhecem, pensando ser um fantasma, pois o medo era mais forte que a fé. O gesto de caminhar sobre as águas é uma manifestação da divindade de Jesus, pois somente Deus, Senhor de toda a criação, pode fazê-lo. Pedro duvida se era Jesus e pede uma prova que vai além de sua condição humana. Por isso, quando sentiu o vento, experimentou sua fragilidade e...
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18º DOMINGO DO TEMPO COMUM 18º DOMINGO DO TEMPO COMUMIs 55,1-3 / Sl 144 / Rm 8,35.37-39 / Mt 14,22-33 Vivendo em uma sociedade mercantil, fundamentada no espírito de troca, estamos acostumados a comprar e vender, e por isso somos tentados a rejeitar a gratuidade. Nessa cultura de comércio, quem não tem dinheiro não encontra espaço e é completamente excluído, chegando a ser considerado como sobra, como resíduos sem valor. Muitos são privados até mesmo do mais básico para a vida humana: a alimentação. Em oposição a essa cultura excludente e seletiva, que condena milhões de pessoas à miséria e à fome, a Palavra de Deus nos apresenta o banquete que o Senhor prepara para a toda a humanidade, a festa da partilha e da gratuidade. O profeta Isaías anuncia essa ação divina de saciar a todos, proclamando o convite de Deus para o banquete da vida e da salvação. O contexto dessas palavras proféticas é o exílio na Babilônia, no qual o povo sofria ao recordar a abundância de vida que perdera por causa de sua infidelidade. A esse povo sofrido, o profeta anuncia um grande banquete preparado pelo Senhor, para o qual todos são convidados, pois a condição para poder participar não é a posse de bens materiais, mas o coração fiel e temente ao Senhor. Tal banquete da vida vemos se realizar na festa da partilha oferecida por Jesus à multidão faminta. Na estrutura do Evangelho de Mateus, Jesus aprofundou o mistério do Reino dos Céus por meio das parábolas porque encontrou incompreensão à sua proposta e, iniciando o quarto livrinho, sobre o novo povo de Deus, Mateus apresenta esse contexto de rejeição tanto pelos conterrâneos de Jesus, escandalizados por sua origem humilde, quanto no banquete de Herodes, que causou o martírio de João Batista, indicando que os poderosos rejeitavam o projeto...
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17º DOMINGO DO TEMPO COMUM 17º DOMINGO DO TEMPO COMUM1Rs 3,5.7-12 / Sl 118 / Rm 8,28-30 / Mt 13,44-52 Toda pessoa tem, em seu íntimo, o anseio de realização plena e tudo faz para alcançá-la. A vida é uma grande arena de constante busca desse tesouro precioso que é realizar-se enquanto ser humano. Entretanto, a cultura hodierna incita a alcançar essa realização unicamente no acúmulo e no consumo de bens materiais. Com isso, as pessoas reduzem seus anseios aos bens temporários e limitados deste mundo, em uma busca insaciável, chegando inclusive a reduzir Deus a uma mera fonte de tais bens. Diante dessa cultura, a Palavra de Deus nos apresenta a atitude do rei Salomão, ainda jovem e com a responsabilidade de governar um grande reino, que, em oração diante do Senhor, não pede riquezas materiais, nem vida longa, tampouco poder absoluto. Antes, pede um coração compreensivo para bem governar e o discernimento entre o bem e o mal, ou seja, a sabedoria para praticar a justiça. Isso é o fundamental para que Salomão possa realizar-se como pessoa na missão que recebera de Deus e também fazer desta missão uma forma de fazer o bem ao povo que lhe fora confiado. É nesse contexto sobre o que realmente é valioso em nossa existência humana que entendemos as parábolas sobre o Reino dos Céus, contadas por Jesus aos seus discípulos. Inicialmente Jesus compara o Reino a um grande tesouro e a uma pérola preciosa, cujo valor inestimável leva quem o encontra a investir tudo o que possui para tomar posse de tal preciosidade. Entendemos, assim que o Reino dos Céus é o que de mais precioso podemos encontrar em nossa vida, que dá pleno sentido à nossa existência humana. Em sua sabedoria infinita, Deus dispôs tudo o que necessitamos para nos realizarmos como pessoas e...
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16º DOMINGO DO TEMPO COMUM 16º DOMINGO DO TEMPO COMUMSb 12,13.16-19 / Sl 85 / Rm 8,26-27 / Mt 13,24-43 A realidade humana é marcada pela ambiguidade do pecado e da graça. Coexistem, em nossa vida e em nossa história, o bem e o mal. A incompreensão acerca da origem do mal e a falta de clareza sobre o que fazer diante de sua manifestação muitas vezes geram a falta de confiança no poder do bem e a apatia diante da necessidade de superá-lo e transformar a nossa realidade. Para nos ensinar sobre a força do amor e do bem, que podem transformar a realidade, Jesus nos apresenta as parábolas do trigo e do joio, da semente e do fermento. Estas parábolas, do capítulo treze do Evangelho de Mateus, são um aprofundamento que Jesus convida a fazer sobre o mistério do Reino dos Céus, diante da incompreensão e da rejeição que as autoridades e também o povo manifestaram diante dos sinais que Ele realizara. A parábola do joio e do trigo nos ensina que o bem e o mal fazem parte da realidade humana, seja na vida pessoal de cada um, seja na história. Entretanto, o mal não vem de Deus e nem é desejado por Deus, como um castigo imposto à humanidade, ou como uma forma de provação. De Deus vem somente o bem, simbolizado no trigo que é semeado no campo. O mal é fruto do pecado, simbolizado no joio, que é espalhado quando o ser humano se deixa dominar pelo inimigo. Diante da consciência do mal em nossa realidade, a primeira proposta é de arrancar o mal, como se arranca o joio que brota no meio da plantação. Entretanto Jesus nos alerta para um grande perigo, que é a falta de clareza e do discernimento necessário para essa ação radical, correndo o...
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15º DOMINGO DO TEMPO COMUM 15º DOMINGO DO TEMPO COMUMIs 55,10-11 / Sl 64 / Rm 8,18-23 / Mt 13,1-23 Vivemos na era da comunicação globalizada, na qual as informações circulam com facilidade e com velocidade. Esse contexto tem o aspecto positivo de possibilitar a comunicação de forma livre e do acesso a muitas fontes de informação, mas também favorece a banalização da palavra, pois todos falam o que querem, muitas vezes sem fundamento ou sem compromisso ético. Nessa realidade, a própria Palavra de Deus é banalizada, ou equiparada às palavras humanas e até mesmo ignorada. Diante desse contexto somos convidados a meditar sobre a importância da Palavra de Deus e sua incidência em nossa vida. O profeta Isaías compara a Palavra divina com a chuva e a neve, que não voltam para o céu sem antes fecundar a terra, mostrando que a Palavra de Deus tem força e poder de gerar aquilo que significa. Na cultura judaica, a palavra tinha uma densidade existencial e histórica, pois era entendida como a manifestação da interioridade de quem a pronunciava, não se tratando, pois, de meros sons ou sinais. A Palavra divina é então, a própria essência de Deus que é revelado à humanidade para fazer acontecer Sua santa vontade.Deus não somente garante a fecundidade de Sua Palavra, mas também deixou em nosso coração o ardente desejo de buscá-la como luz para nossos passos; entretanto, deu-nos também a liberdade para acolhê-la ou rejeitá-la. Aqueles que a acolhem, intensificam a comunhão com o Senhor, mas aqueles que a rejeitam, ficam cada vez mais perdidos e sem sentido para sua vida. Diante da oposição aos ensinamentos e gestos que realizara, fazendo acontecer o Reino, Jesus aprofunda seu sentido por meio de parábolas, comparando a Palavra que Ele anuncia à semente, e o coração humano, ao terreno que a recebe....
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14º DOMINGO DO TEMPO COMUM 14º DOMINGO DO TEMPO COMUMZc 9,9-10 / Sl 144 / Rm 8,9.11-13 / Mt 11,25-30 A liturgia deste domingo convida-nos a refletir sobre duas virtudes cristãs: humildade e mansidão. Humildade vem do latim humilitas, cujo sentido está ligado a humus, ou seja, é uma referência ao solo. Entre os significados utilizados, podemos encontrar aspectos negativos, como fraqueza, impotência, submissão, e positivos como modéstia, simplicidade, sobriedade. Mansidão é sinônimo de brandura e serenidade, mas muitas vezes é usado com a conotação negativa de apatia, incapacidade de ação. Ao mesmo tempo que tais virtudes são pouco valorizadas e até menosprezadas na cultura hodierna por indicar fraqueza, falta de competitividade, o seu oposto causa indignação e medo, pois atemoriza-nos viver nessa realidade na qual as pessoas vivem sob constante embate, tendendo a aniquilar o outro. Inseridos nessa realidade, somos convidados a imitar Jesus, que se apresenta como manso e humilde de coração. Jesus elogia os pequenos e pobres que, sendo excluídos pelas estruturas sociais e culturais da época, reconhecem nEle o Salvador prometido, que viera para solidarizar-se com os humildes. Esta atitude de acolhida contrapõe-se ao comportamento dos habitantes de Corazim, Betaida e Cafarnaum, que vendo os sinais realizados por Jesus não acolhem Seu projeto de salvação. Igualmente aos que o acusavam de beberrão e comilão por fazer refeição com os pecadores, e até mesmo a João Batista, que manda seus discípulos questionarem se Jesus era mesmo o Messias. Dentro da dinâmica do seu Evangelho, Mateus apresenta a incompreensão que Jesus sofreu e a rejeição ao projeto do Reino. Mas, àqueles que abrem seu coração para acolhê-Lo, Jesus convida-os a entregar seus fardos, para que Ele os alivie e restaure suas forças. Além disso, Jesus convida a imitar Suas atitudes de humildade e mansidão, como caminho de verdadeira humanização de si mesmo e...
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SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULOAt 12,1-11 / Sl 33 / 2Tm 4,6-8.17-18 / Mt 16,13-19 A Igreja reúne em uma única festa os dois grandes apóstolos que, por diferentes meios, dedicaram-se ao anúncio do Evangelho e à edificação de Corpo Místico de Cristo, a Igreja. Por sua vivência como discípulos, pelo seu ardor missionário e pela sua fidelidade radical até o martírio, São Pedro e São Paulo são aclamados como as duas colunas da nossa Igreja. Celebrar a memória desses apóstolos é uma oportuna ocasião para refletirmos sobre a nossa vida de discípulos missionários de Jesus. A Palavra de Deus desta solenidade nos convida a contemplar a vida e a missão desses dois apóstolos em duplo aspecto: cristológico e eclesiológico. O primeiro aspecto refere-se à relação de Pedro e Paulo com o próprio Jesus, e o aspecto eclesiológico faz referência a sua atitude como pedras vivas da Igreja. Tudo em nossa vida parte de Cristo e a Ele se refere, por isso aprendemos com Pedro e Paulo que a intimidade espiritual com o Senhor é fundamental para ser discípulo. Contemplando a vida dos dois apóstolos, compreendemos que não é possível ser discípulo de Jesus fora da Igreja, desvinculado da comunhão com o Corpo de Cristo. A centralidade de Cristo na vida desses dois apóstolos é perceptível na profissão de fé autêntica e segura feita por Pedro, diferenciando-se da superficialidade da fé da maioria do povo, Isto nos mostra que, para ser discípulo de Jesus, é necessária uma fé sólida e consciente, capaz de determinar e sustentar nossas escolhas. A resposta de Jesus a Pedro revela que a fé é um dom de Deus. É o Senhor quem concede aos que se abrem à Sua graça, as condições necessárias para crer, ou seja, para realizar uma verdadeira adesão existencial...
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12º DOMINGO DO TEMPO COMUM 12º DOMINGO DO TEMPO COMUMJr 20,10-13 / Sl 68 / Rm 5,12-15 / Mt 10,26-33 Repletos do Espírito Santo, somos enviados ao mundo para anunciar a Palavra de Deus em nossa família, em nosso trabalho, em todos os ambientes nos quais vivemos, perseverando na prática da justiça. Entretanto, nem sempre o anúncio da Palavra é acolhido com amor. Onde impera o pecado, a Palavra não é aceita e aqueles que a anunciam são rejeitados e até perseguidos. Por isso somos convidados neste domingo a renovar em nosso coração a certeza de que Deus não nos deu um espírito de medo, mas de força, de amor e de sabedoria. O medo faz parte da nossa condição humana, pois não somos seres perfeitos, nem tampouco onipotentes. Quando tomamos consciência de nossa fragilidade diante de alguma realidade que supera nossas capacidade, ficamos abalados. Entretanto, não podemos sucumbir ao medo, mas buscar em Deus a força que nos sustenta e nos ampara, complementando nossas buscas humanas. Essa foi a experiência que fez o profeta Jeremias, enfrentando a perseguição e o abandono por causa da Palavra de Deus. Diante da situação de injustiça social e de infidelidade religiosa de seu tempo, Jeremias não se cala e proclama que tais atitudes levariam o povo a uma situação de caos social, como aconteceu de fato, na perda da terra, da liberdade e na deportação para o exílio na Babilônia. Acuado por causa da rejeição ao anúncio que fazia da Palavra de Deus, Jeremias busca no Senhor a força que lhe falta, reconhecendo que Deus permanece ao seu lado como forte guerreiro que o protege e o guarda. Essa mesma confiança na presença protetora e amorosa de Deus, Jesus pede que seus discípulos tenham, ao alertá-los sobre os desafios que enfrentariam na missão. As metáforas do fio de...
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11º DOMINGO DO TEMPO COMUM 11º DOMINGO DO TEMPO COMUMEx 19,2-6a / Sl 99 / Rm 5,5-11 / Mt 9,36 – 10,8 Diante das muitas situações sociais que atualmente impedem a vida em plenitude, a Palavra deste domingo nos apresenta o convite divino para sermos seus colaboradores, manifestando ao mundo a grandiosidade de Seu amor, em gestos concretos de vida e salvação. No Evangelho contemplamos a sensibilidade de Jesus diante do sofrimento do povo e o envio dos apóstolos para continuarem Sua missão. Os últimos versículos do capítulo 09, que encerram a parte narrativa do segundo livrinho do Evangelho de Mateus, sobre a dinâmica do Reino, mostram que Jesus tem compaixão da multidão, cansada e abatida, porque estão como ovelhas sem pastor, ou seja, abandonadas pelas autoridades da época, que não lhe garantem vida plena. E, diante das necessidades do povo, pede que rezemos ao Pai, suplicando que envie mais operários. O capítulo 10, a parte discursiva do segundo livrinho, traz os ensinamentos de Jesus sobre a missão que Ele confia ao grupo dos doze apóstolos. Essa iniciativa de Jesus, de formar o grupo dos doze e confiar a eles a continuidade da sua missão, lembra a atitude divina de propor ao povo de Israel a aliança no Sinai. O livro do Êxodo narra o momento em que, na caminhada pelo deserto rumo à terra prometida, o Senhor convida o povo que libertara da escravidão no Egito a se tornar o Seu povo. Faz dele um reino de sacerdotes e uma nação santa, ou seja, convoca-o a ser, no meio do mundo, um sinal de seu amor divino que liberta e salva. A realidade da comunidade de Mateus, formada em sua maioria por cristãos oriundos do judaísmo, explica a ordem de Jesus, de irem primordialmente às ovelhas perdidas da casa de Israel. A missão que...
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SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHORAt 1,1-11 / Sl 46 / Ef 1,17-23 / Mt 28,16-20 A Solenidade da Ascensão de Jesus aos céus é celebrada quarenta dias depois da Páscoa, conforme as palavras de São Lucas, no início do livro dos Atos dos Apóstolos, afirmando que Jesus apareceu aos discípulos durante quarenta dias, ensinando-os, antes de elevar-se aos céus. Visando uma efetiva participação dos fiéis, a Igreja no Brasil transfere a celebração dessa solenidade para o domingo seguinte. Contemplando Jesus que ascende aos céus, reconhecemos o pleno cumprimento de Sua missão salvífica. No mistério da encarnação proclamamos que o Senhor esvaziou-se de si mesmo e assumiu a nossa condição humana para nos libertar do pecado. Ao vencer a morte em Sua ressurreição e ascender aos céus, Jesus retoma sua condição divina, agora como Cabeça da Igreja, que é o Seu corpo, como ensina São Paulo na Carta aos Efésios. Jesus glorioso porém, não se afasta de nossa humanidade, e sim abre as portas da eternidade para que nós sejamos herdeiros da Sua glória. Vencedor da morte e sentado à direita do Pai, Jesus Cristo é o Senhor a quem estão submetidos todo poder, toda autoridade, toda soberania ou título humano. É a certeza de que o Seu Reino de justiça, de amor e de paz acontecerá em plenitude. E, dessa vitória do Reino, Ele nos fez anunciadores. Ao ascender aos céus, Jesus confiou aos seus discípulos a mesma missão que Ele assumiu e cumpriu plenamente. Ele nos tornou suas testemunhas, na missão que deve alcançar os confins da terra. São Mateus destaca, na narrativa da Ascensão de Jesus, o mandato missionário concedido aos discípulos: ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando e ensinando. Estas são as duas dimensões da missão que a Igreja, enquanto Corpo de Cristo, deve...
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10º DOMINGO DO TEMPO COMUM 10º DOMINGO DO TEMPO COMUMOs 6,3-6 / Sl 49 / Rm 4,18-25 / Mt 9,9-13 O rosto misericordioso de Deus, revelado desde o Antigo Testamento, se torna pleno nas palavras e nos gestos de Jesus, contrastando com a cultura da vingança e da condenação que persiste em nossa sociedade. Com a narrativa da própria conversão, Mateus convida-nos a experimentar a misericórdia divina, que nos chama para uma vida nova. Contemplando as diferentes personagens que aparecem na narrativa, somos convidados a avaliar a nossa fé e as nossas atitudes. Inicialmente contemplamos a atitude de Jesus, que vai ao encontro de Mateus na coletoria de impostos, ou seja, na realidade existencial na qual ele estava inserido. Deus não nos abandona, mesmo quando estamos envolvidos pelo pecado. Ele vem ao nosso encontro e nos chama para uma vida nova. Em seguida somos convidados a reconhecer a paciência de Deus, que insiste no convite para renovarmos a nossa vida. A narrativa de Mateus, para indicar a mudança radical que aconteceu, dá a ideia de uma conversão imediata diante do chamado de Jesus. Mas a conversão é sempre um processo, muitas vezes doloroso e difícil, pois exige renúncias e sacrifícios. Outra atitude importante que Jesus nos ensina é a acolhida que Ele oferece aos amigos de Mateus, cobradores de impostos e pecadores, que participam da refeição da casa de Mateus. Com isso Jesus nos mostra que Deus não ama somente os que são justos, mas ama a todos, inclusive os pecadores, pois sabe que somente Seu amor pode propiciar uma caminhada de conversão. Contemplando o gesto de Mateus, de levantar-se da coletoria de impostos e seguir Jesus, enxergamos nele a nossa realidade humana, de contínuo levantar-se de situações de pecado para sermos mais fiéis a Jesus. Mas isso não é fácil, como não foi fácil...
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SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADEEx 34,4b-6.8-9 / Dn 3,52-56 / 2Cor 13,11-13 / Jo 3,16-18 Encerrado o Tempo Pascal, retomamos o Tempo Comum cuja espiritualidade revigora o compromisso com a missão que Jesus confiou à Igreja, formada por todos os batizados, e para a qual enviou a força do Espírito Santo. Sendo nossa missão levar a presença de Deus a toda humanidade, a liturgia desta solenidade convida-nos a contemplar a identidade divina, que se revela no mistério da Santíssima Trindade como um único Deus em três pessoas distintas. Muitas reflexões teológicas foram sistematizadas para tentar explicar racionalmente esse mistério. Entretanto, a identidade divina transcende nossa capacidade humana de entendimento e, sem obscurecer nossa racionalidade, convida-nos a contemplar esse mistério de amor. Não se trata porém, de uma contemplação alienada, que nos afasta da realidade em que vivemos, mas de uma contemplação existencial, que oferece luzes à nossa vida e ao compromisso com a condução da nossa história. Somos, pois, chamados a manifestar nossa participação nesse mistério no concreto de nossa existência, estabelecendo novas formas de relacionamento. No princípio do mistério trinitário está a comunhão, que implica ao mesmo tempo na conservação da identidade de cada uma das Pessoas Divinas e na plena unidade fundamentada na igualdade de sua substância divina. Essa comunhão trinitária estende-se a toda a humanidade, num profundo dinamismo de comunicação do amor. Por isso Deus faz a Aliança com seu povo e, mesmo diante da rejeição ao Seu amor, não o abandona, oferecendo novamente a possibilidade da comunhão, como nos revela o episódio narrado no livro do Êxodo. Deus atende assim, ao pedido de Moisés e caminha com Seu povo, concedendo-lhe a vida plena. Este mistério da identidade divina, expresso ainda em sinais no Antigo Testamento, tornou-se plenamente manifesto em Jesus Cristo e na efusão do Espírito Santo,...
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