Especial CF 2024

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Materiais da Campanha da Fraternidade 2024

A Campanha da Fraternidade de 2024 tem como tema: “Fraternidade e Amizade Social” e o lema: “Vós sois todos irmãos e irmãs” (Mt. 23, 8). Este tema...

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COMENTÁRIOS DAS LITURGIAS

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3º DOMINGO DA QUARESMA 3º DOMINGO DA QUARESMAEx 20,1-3.7-8.2-17 / Sl 18 / 1Cor 1,22-25 / Jo 2,13-25 O convite à conversão que o tempo quaresmal nos apresenta não pode ficar restrito à nossa vida pessoal, mas deve abranger também a nossa vida em sociedade, pois vivemos nossa fé no meio do mundo. O critério fundamental que deve orientar nossa convivência social é a defesa da dignidade humana, a qual depende da promoção da justiça social e da busca do bem comum. É nessa perspectiva que entendemos o gesto de Jesus de expulsar os vendilhões do Templo de Jerusalém. Este episódio, narrado pelos quatro evangelistas, adquire um sentido específico no Evangelho de São João. Além de ser a condenação da corrupção que havia deturpado a missão do Templo, é também o anúncio da ressurreição de Jesus. Num primeiro momento, a atitude de Jesus em expulsar os vendedores e cambistas revela a importância das coisas de Deus, que não podem ser manipuladas, principalmente por interesses materiais. Jesus condena, pois, o comércio do sagrado, que havia corrompido o relacionamento com Deus. Entretanto, o Templo, mais que um lugar sagrado, era o centro político e econômico da época. Com isso, Jesus condena toda forma de exploração do ser humano; este não pode ser submetido aos interesses de acúmulo de riqueza e de poder. Infelizmente em nossa sociedade atual, determinada pela lógica do mercado, os valores fundamentais como dignidade humana, justiça social e bem comum são corrompidos em vista dos interesses de pessoas ou de grupos, que colocam a posse de bens materiais e o desejo de poder e prestígio acima de tudo e de todos. Nesse sentido deve ser entendido o texto de Ex 20, que apresenta o Decálogo, as palavras de Deus, também conhecido como os dez mandamentos. O Decálogo é um resumo de toda a...
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2º DOMINGO DA QUARESMA 2º DOMINGO DA QUARESMAGn 22,1-2.9-13.15-18 / Sl 115 / Rm 8,31b-34 / Mc 9,2-10 O Evangelho do 2º Domingo da Quaresma sempre nos convida a meditar sobre a transfiguração de Jesus. Os evangelhos sinóticos narram a transfiguração com um sinal dado por Jesus da Sua ressurreição, visando fortalecer a fé dos discípulos diante da cruz. Na espiritualidade da quaresma, a transfiguração de Jesus nos fortalece em nosso sincero propósito de conversão, no esforço que fazemos buscando a renovação espiritual. A conversão não é fácil, pois exige mudança de mentalidade, de atitudes, que muitas vezes estão profundamente enraizadas em nossa existência. Nós, hoje, somos os discípulos de Jesus, que caminhamos para a Páscoa do Senhor e devemos permanecer firmes no esforço de conversão, mesmo enfrentando a cruz, para participarmos da alegria da ressurreição. A primeira leitura nos apresenta a aliança que Deus fez com Abraão. Abraão tinha tudo o necessitava em termos materiais, mas não tinha filhos, não tinha descendência. Ao deixar tudo o que possuía, aceitando o chamado para ser pai do povo de Deus, Abraão foi abençoado pelo Senhor com o nascimento de seu filho. O episódio do sacrifício de Isaac tem o objetivo teológico de condenar os sacrifícios humanos, revelando que o Senhor é o Deus da Vida e não da morte. Deus não quer a morte de seus filhos, por isso não aceita sacrifícios humanos. Tal episódio revela também a fé de Abraão, que não nega para Deus o que tinha de mais precioso, seu único filho, pois reconhece que tudo pertence ao Senhor. Por esta fé inabalável, Abraão recebe de Deus a promessa de que, por sua descendência, serão abençoadas todas as nações da terra. São Paulo reconhece nesse gesto de Abraão, capaz de oferecer seu único filho, a antecipação do gesto amoroso de Deus, que...
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1º DOMINGO DA QUARESMA 1º DOMINGO DA QUARESMAGn 9,8-15 / Sl 24 / 1Pd 3,18-22 / Mc 1,12-15 O tempo da quaresma nos traz o convite para avaliarmos nossa caminhada de cristãos, especialmente nossa fidelidade à aliança que Deus fez conosco em nosso batismo, nos concedendo a salvação em Jesus Cristo. Muitas vezes não resistimos às tentações que o mundo nos apresenta e abandonamos nossa comunhão com Deus e com Seu projeto de fraternidade e de paz. No 1º Domingo da Quaresma, a Palavra de Deus sempre nos convida a meditar sobre as tentações de Jesus. São Marcos nos relata que Jesus jejuou 40 dias no deserto e depois foi tentado por satanás. É um trecho curto, mas carregado de simbolismo. O deserto representa o lugar do despojamento, onde temos a oportunidade de provar a força da nossa fé, e também é o lugar do encontro com Deus. O número 40 indica um tempo completo, uma vida toda, e satanás significa “adversário”. Assim, São Marcos nos mostra que, durante toda a sua vida, Jesus foi tentado pelos adversários do Reino de Deus a abandonar a missão de salvador da humanidade para seguir outros projetos. Quem seriam os adversários? Os diferentes grupos políticos da época e o próprio povo, que queriam fazer de Jesus um rei poderoso, que enfrentasse o poder do Império Romano usando a violência. A vitória de Jesus sobre as tentações é indicada pela afirmação de que ele vivia entre animais selvagens e os anjos o serviam. Esta é uma imagem do Reino de Deus, de harmonia entre a criação, homem e animais, e de comunhão com Deus, na presença dos anjos. Jesus, vitorioso sobre o pecado, é a garantia da instauração do Reino de Deus anunciado desde o Antigo Testamento. Inicia em seguida sua missão de convocar o povo à conversão,...
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QUARTA-FEIRA DE CINZAS QUARTA-FEIRA DE CINZASJl 2,12-18 / Sl 50 / 2Cor 5,20 - 6,2 / Mt 6,1-6.16-18 O tempo da quaresma é um tempo de intensa espiritualidade, em preparação para a celebração da Páscoa. É marcado pela alegre expectativa de festejar a vitória de Cristo, para a qual é preciso preparar-se dignamente, o que muitas vezes exige mudanças em nossa vida. Mas, quando a caminhada quaresmal é compreendida somente como um tempo de penitência e de sacrifícios, assume um caráter austero, perdendo suas características de reconciliação e de renovação espiritual da nossa vida e da nossa história. O profeta Joel nos convida a voltar para o Senhor. A experiência da volta exige a consciência de que estávamos em um lugar ideal, abandonamos tal posição e que reconhecemos ser necessário retornar ao lugar de onde não deveríamos ter saído. Esse lugar é a comunhão com o amor de Deus, que abandonamos quando decidimos caminhar sozinhos, confiando somente em nossas capacidades e em nossos projetos. Todas as vezes que o ser humano decide caminhar sozinho é porque seu coração se encheu de orgulho e arrogância, e que já não sente necessidade da graça e do amparo de Deus. Mas, para voltar para Deus é preciso rasgar o coração, como diz o profeta e não somente as vestes. A volta deve partir de uma escolha interior e não meramente de gestos exteriores. É preciso que o coração esteja disposto a abrir-se para a graça divina. Essa volta para Deus é marcada pela alegria da reconciliação, como nos convida São Paulo. Também essa é uma experiência de retomar uma situação ideal que fora abandonada. Re-conciliar significa conciliar novamente, retomar a experiência de conciliação, de comunhão e de harmonia que existia e que fora perdida. O pecado é a experiência de ruptura da unidade, de quebra da...
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6º DOMINGO DO TEMPO COMUM 6º DOMINGO DO TEMPO COMUMLv 13,1-2.44-46 / Sl 31 / 1Cor 10,31 – 11,1 / Mc 1,40-45 O Evangelista São Marcos continua apresentando-nos os passos de Jesus em sua missão de fazer acontecer o Reino de Deus, reino de amor, de igualdade e de justiça, libertando as pessoas de toda forma de mal. O Evangelho deste domingo relata a atitude libertadora de Jesus na vida de um homem leproso, manifestando o rosto amoroso de Deus, que estava obscurecido pelas regras de pureza predominantes na época. A lepra, que hoje recebe o nome de hanseníase, era uma doença transmissível, sem tratamento e que desfigurava a pessoa. Com o objetivo de evitar a contaminação generalizada, os sacerdotes incluíram entre as leis de pureza, regras rígidas com relação à pessoa acometida de lepra. O Livro do Levítico nos mostra que leproso era considerado impuro, devia apresentar-se de forma grotesca, viver fora do convívio social, em lugares desertos, e proclamar em alta voz sua condição, para que as pessoas se afastassem dele. Apesar do objetivo inicial ser de defesa da vida da comunidade, tais leis acabaram por criar uma cultura de marginalização. Além da doença, quem tinha lepra carregava o estigma da exclusão social e religiosa, abandonado pela comunidade e sentindo-se castigado por Deus. O episódio narrado por Marcos mostra como Jesus vai além das regras sociais para salvar aquele homem, revelando o rosto amoroso e compassivo de Deus. Jesus deixa que o leproso se aproxime dele e ainda mais, Ele o toca. Com este gesto, Jesus não apenas cura a enfermidade física, mas principalmente purifica aquele que era considerado impuro. E o faz porque sentiu compaixão. Ter compaixão é ficar movido interiormente, rompendo com a frieza da indiferença. Jesus ao mesmo tempo, fica indignado com aquele contexto social e religioso que provocava a...
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5º DOMINGO DO TEMPO COMUM 5º DOMINGO DO TEMPO COMUMJó 7,1-4.6-7 / Sl 146 / 1Cor 9,16-19.22-23 / Mc 1,29-39 A cultura hedonista e materialista na qual vivemos cria a ilusão de uma vida perfeita, sem sofrimentos e sem limitações. Isso gera uma grande dificuldade para que as pessoas consigam aceitar e lidar com as situações limite, próprias da existência humana: a doença, as dores, as deficiências. É necessário que aprendamos a olhar para o sofrimento como consequência das limitações próprias da natureza humana. Não enfrentaríamos o sofrimento se fossemos anjos e não seres humanos. Deus não provoca nosso sofrimento, antes, coloca-se ao nosso lado para nos amparar e nos consolar nos momentos cruciais que fazem parte de nossa existência humana. Nesse sentido, o livro de Jó é um convite para refletirmos sobre essa dimensão da existência humana e como podemos, em meio às tribulações, aprofundarmos nossa espiritualidade. Jó enfrenta o sofrimento da enfermidade, da morte de seus entes queridos, da perda de seus bens materiais, e toma consciência de quão frágil é sua vida. Não se revolta contra Deus e nem atribui a Ele a causa de suas dores. Não perde a fé, ao contrário, volta-se para Deus, buscando em Seu amor a força necessária para enfrentar suas dores. O livro de Jó, em suas reflexões, rejeita a teologia da retribuição, que considerava o mal um castigo divino. Se por um lado, a nossa natureza humana traz a certeza de fragilidades, a nossa fé nos garante que Deus vem ao encontro dos sofredores para aliviar suas dores. E essa ação divina se manifestou em plenitude no gesto de Jesus, de curar os enfermos e libertar aqueles que estavam dominados pelo mal. São Marcos destaca que essa bondade divina revelada por Jesus foi aclamada pelo povo sofrido, que reconheceu nEle o Salvador prometido. Os discípulos...
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4º DOMINGO DO TEMPO COMUM 4º DOMINGO DO TEMPO COMUMDt 18,15-20 / Sl 94 / 1Cor 7,32-35 / Mc 1,21-28 Infelizmente ainda no século XXI, muitas pessoas permanecem dominadas sob as mais variadas formas de opressão. Há pessoas escravizadas por sistemas políticos e econômicos, pessoas escravizadas por vícios e dependências, por modismos e novidades culturais e até mesmo por doutrinas religiosas. Diante disso devemos recordar que nosso Deus é libertador e rejeita todas as estruturas políticas, econômicas, culturais e religiosas que negam a possibilidade do ser humano viver na liberdade de filho de Deus. São Marcos nos apresenta o primeiro gesto realizado por Jesus em sua missão libertadora, depois de convocar o povo a converter-se para acolher o Reino de Deus e de chamar seus primeiros discípulos. Jesus vai a uma sinagoga, lugar de encontro dos judeus em torno da Palavra de Deus, e ali encontra um homem escravizado por um espírito mau que grita, questionando se Ele veio para destruí-los. Essa pergunta no plural indica que não se trata de uma pessoa isolada, mas é o símbolo de uma mentalidade que via em Jesus uma ameaça ao seu projeto de vida. O fato de que o homem estava na sinagoga indica ser alguém que aceitava a Palavra de Deus e que a conhecia muito bem, pois chama Jesus de "Santo de Deus", denominação atribuída a Eliseu, profeta do Antigo Testamento. No início e o final do episódio encontramos a afirmação de que Jesus ensinava como quem tem autoridade, pois Suas palavras se fundamentavam na íntima comunhão com o projeto do Pai. Jesus liberta aquele homem com a força de sua Palavra, revelando ser o verdadeiro profeta do Senhor, concretizando as palavras de Moisés, no livro do Deuteronômio. Ao orientar o povo sobre como deveriam viver na terra prometida, Moisés ensina que cabe ao profeta...
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3º DOMINGO DO TEMPO COMUM 3º DOMINGO DO TEMPO COMUMJn 3,1-5.10 / Sl 24 / 1Cor 7,29-31 / Mc 1,14-20 São Marcos narra o início da missão de Jesus anunciando a chegada do Reino e convidando a uma sincera conversão, para participar desse novo tempo. Jesus inicia sua pregação na Galileia, no norte do país, uma região periférica e marginalizada, por estar longe de Jerusalém. Com isso Jesus revela que a proposta de Deus é para todos, sem distinção. Em seu anúncio revela que o tempo se completou, ou seja, a esperança messiânica, tão marcante na caminhada do povo da Primeira Aliança, agora se tornou realidade. Por isso é necessária uma conversão, ou seja, uma mudança de vida para acolher Jesus e a proposta do Reino. Converter-se para o Reino é abrir o coração à proposta de Deus, de fraternidade, de comunhão e de paz. Mas Jesus não realiza a sua missão sozinho, ensinando que o Reino de Deus é uma realidade não se concretiza no individualismo e no egoísmo, mas somente na comunhão e na fraternidade. Fechados em nós mesmos, em nossos interesses e desejos, não conseguimos vivenciar o Reino. Por isso chama colaboradores para a missão, formando a comunidade da Nova Aliança, a Igreja. E Jesus não escolhe pessoas consideradas importantes pela sociedade de sua época, mas vai ao encontro de simples trabalhadores, para que ninguém se sinta excluído desse convite. E esse encontro acontece na realidade na qual estavam inseridos, no trabalho, e os convoca a colaborar a partir do que eles eram capazes de realizar, transformando-os de pescadores de peixes em pescadores de homens, ou seja, em missionários do Reino de Deus. Jesus não exige de nós algo que esteja além do que a nossa condição humana é capaz de realizar, mas sempre a partir dos dons que Ele mesmo nos...
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2º DOMINGO DO TEMPO COMUM 2º DOMINGO DO TEMPO COMUM1Sm 3,3b-10.19 / Sl 39 / 1Cor 6,13c-15a.17-20 / Jo 1,35-42 A primeira parte do Tempo Comum, até o início da Quaresma, nos apresenta o início da missão de Jesus, fazendo acontecer o Reino de Deus e o encontro do Senhor com seus primeiros discípulos. Somos convidados a meditar sobre a dimensão vocacional da nossa vida, enquanto chamado de Deus e encontro pessoal com Ele, do qual resulta o projeto de vida que assumimos em vista da nossa realização existencial e do nosso comprometimento com o projeto de Deus. Vocação significa chamado, isto é, Deus chama a cada um de nós para que encontremos nEle o sentido da nossa existência. Ao nos criar, Deus preparou um caminho de realização, que está intimamente ligado ao Seu projeto de salvação para toda a humanidade. Vocação é o chamado que Deus faz para que encontremos esse caminho que nos realiza plenamente enquanto pessoas, mas que também nos torna responsáveis pela criação e nos estimula a viver em comunhão fraterna com todas as pessoas. Deus pode chamar falando ao nosso coração, e também pode chamar por meio de pessoas ou de acontecimentos. Samuel recebeu o chamado direto do Senhor, escutando a voz de Deus em seu coração. Sua atitude, porém, nos alerta para o cuidado que devemos ter diante do chamado que recebemos. Deus chamava o jovem Samuel, mas este não compreendia, pois ainda não conhecia plenamente o Senhor. Foi necessário o testemunho de Eli, para que o jovem compreendesse o chamado divino. Igualmente muitas pessoas hoje são chamadas por Deus, sentem-se inquietas em sua existência, mas respondem de maneira equivocada, buscando nas coisas materiais o sentido de viver que somente Deus pode dar. Nesse sentido, São Paulo lembra que a nossa realização pessoal não pode ser reduzida aos meros...
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SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHORIs 60,1-6 / Sl 71 / Ef 3,2-3a.5-6 / Mt 2,1-12 Com a solenidade da Epifania, celebramos a bondade de Deus que oferece a graça de Seu amor a toda humanidade, realizando Seu projeto de universalizar a salvação. Os magos, guiados pela estrela representam todos os povos que buscam o Senhor, e ao encontrá-Lo, professam sua fé e oferecem o que tem de mais precioso. Vivemos na era da globalização, que une o mundo numa rede de comunicação, na chamada sociedade da informação. Entretanto, sabemos que o acesso à informação não é plenamente universal e ainda existem muitas barreiras que separam os povos. Também no interior das religiões ressurge o espírito sectarista e excludente, e igualmente se percebe muitas pessoas desorientadas diante das mais elementares situações da existência humana, abaladas por perdas, frustrações, decepções. Frente a essa realidade é necessário retomar o plano de Deus, que deseja oferecer, sem exclusões, a graça de Seu amor, para que todas as pessoas encontrem o sentido pleno de sua existência e possam caminhar sob a luz de Sua Palavra. Já o profeta Isaías anunciava ao povo a missão de ser luz para todos os povos, acolhendo a quem desejasse encontrar o Senhor. Em meio ao nacionalismo exclusivista que predominava no período do pós-exílio, Isaías mostra que o plano de Deus não é de criar barreiras entre os povos, mas de acolher a todos em Seu amor. Da mesma forma São Paulo exorta os cristãos a não se considerarem proprietários exclusivos do amor divino, afirmando que Deus concede a todos os povos, judeus e gentios, a graça da salvação. É nesse sentido de universalidade da salvação que compreendemos a visita dos magos do Oriente ao Menino Jesus. A imagem da criança sendo adorada por estrangeiros revela a vontade divina de...
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SOLENIDADE DA SANTA MÃE DE DEUS, MARIA SOLENIDADE DA SANTA MÃE DE DEUS, MARIANm 6,22-27 / Sl 66 / Gl 4,4-7 / Lc 2,16-21 Na alegria do tempo do Natal, com a certeza da presença de Deus em nossa história, a liturgia nos convida a contemplar a sublime missão de Maria, proclamando-a Mãe de Deus. Como os pastores, que foram ao encontro do Menino Jesus atendendo ao anúncio dos anjos, e foram surpreendidos pela singela cena do Filho de Deus envolto na ternura materna de Maria, também nós nos deixamos envolver pelo amor que irradia do coração da Mãe de Deus. Esta solene celebração coincide com o final e início de um novo ano, convidando-nos a meditar sobre o sentido da nossa história, enquanto realização do projeto de Deus. Contemplando a atitude dos pastores e de Nossa Senhora aprendemos que somente teremos paz se ouvirmos a voz de Deus, que orienta nossa vida, e se meditarmos sobre os acontecimentos, especialmente aqueles que transcendem nossa compreensão. São Paulo, escrevendo aos gálatas, afirma que na plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho para trazer a libertação plena à toda humanidade, concedendo a filiação adotiva. O nascimento de Jesus, filho de uma mulher, Maria Santíssima, marcou o fim do tempo da expectativa e o início desse tempo novo, determinado pela presença amorosa de Deus no meio de seu povo. Com isso, revela que a história, embora seja fruto das decisões humanas, é sempre orientada pela graça divina. Deus é o Senhor da história e a conduz com sua benevolência, determinando os tempos e momentos, e inspirando as pessoas de boa vontade a se fazerem protagonistas desse projeto, atuando ativamente para que a paz se concretize na vida de todos. Dos pastores aprendemos duas atitudes fundamentais que nos fazem participar ativamente na realização da vontade divina: deixar-nos guiar pela voz de...
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FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA, JESUS, MARIA E JOSÉ FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA, JESUS, MARIA E JOSÉEclo 3,3-7.14-17a / Sl 127 / Cl 3,12-21 / Lc 2,22-40 A presença do individualismo em nossa cultura tem afetado os relacionamentos humanos e, principalmente, o convívio familiar. A mentalidade do “cada um por si” tende a transformar cada pessoa em uma ilha, num isolamento doentio, que impede a construção de laços afetivos duradouros e fraternos. Nesse contexto, a família é desafiada a persistir em sua missão de formar pessoas equilibradas e capazes de construir relacionamentos saudáveis e maduros. Também a família judaica enfrentava dificuldades diante da cultura em que vivia. No séc. II aC, Israel vivia sob a dominação estrangeira, dos selêucidas, que oprimiam não apenas materialmente, mas também impunham seus costumes e sua cultura. Diante dessa ameaça externa, que enfraquecia as tradições religiosas, o livro do Eclesiástico reafirma a importância da família, explicitando a sua responsabilidade na transmissão dos valores recebidos do Senhor. De modo especial, destaca o dever dos filhos em respeitar seus pais, buscando com isso, reforçar o valor da tradição religiosa frente à imposição cultura estrangeira. O respeito aos pais gera o respeito aos valores religiosos recebidos do Senhor, os quais eram a garantia de uma organização social justa e fraterna. Da mesma forma, a carta aos Colossenses enfatiza a responsabilidade da família na transmissão e na solidificação das virtudes cristãs. É na família, a verdadeira Igreja Doméstica, que o cristão aprende os valores que permitirão a edificação da Igreja enquanto comunidade dos filhos de Deus. Também as famílias cristãs dos primeiros tempos enfrentavam dificuldades, pois estavam imersas em uma cultura totalmente adversa aos valores do Evangelho. Vivendo no mundo, sem ser do mundo, as famílias tinham a missão de transmitir e fazer solidificar as virtudes da espiritualidade cristã, para serem o alicerce da vida em sociedade. Diante...
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Recados da Semana

De 04 a 10 de março de 2024

05/03: Terça-feira
19h30 – Confissões Par. Santa Edwiges

06/03: Quarta-feira
19h30 – Confissões Par. São Miguel

07/03: Quinta-feira
19h30 – Confissões Par. São Sebastião
19h30 – Celebração seguida da Adoração e Bênção do SS. Sacramento

08/03: Sexta-feira
19h30 – Missa e Novena Perpétua a São Judas Tadeu
19h30 – Missa de abertura das 24 Horas para o Senhor – Catedral
23h – Hora Santa na Catedral

10/02: Domingo
Almoço em prol do VIII ECC (adesões até 08/03)

Sábado e Domingo: Missa da Solidariedade (Arroz, feijão, sardinha e café)