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Apresentação utilizada no encontro de Espiritualidade (01/12/2019)

Download da apresentação utilizada no encontro de espiritualidade do dia 01/12/2019. 

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COMENTÁRIOS DAS LITURGIAS

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SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE NOSSA SENHORA SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE NOSSA SENHORAGn 3,9-15.20 / Sl 97 / Ef 1,3-6.11-12 / Lc 1,26-38 Algumas solenidades têm precedência litúrgica, por isso, neste ano a liturgia do 2º domingo do Advento cede lugar para a celebração da Imaculada Conceição de Nossa Senhora. Esta liturgia é um convite para aprofundarmos nossa espiritualidade deste tempo do Advento, contemplando Nossa Senhora como modelo de perfeita preparação para acolher o Salvador. Proclamado como dogma em 1854, pelo Papa Pio IX, a conceição imaculada de Maria, como os demais dogmas marianos, encontra seu sentido no plano da salvação preparado por Deus para a humanidade e concedido no mistério da encarnação. Este dogma revela o gesto amoroso de Deus de preservar do pecado a escolhida para ser mãe do Salvador. Sendo Jesus o próprio Deus que se fez homem no ventre de Maria, era necessário que esse ventre estivesse sem mácula, sem pecado, desde o momento de sua concepção. O fundamento bíblico desse dogma encontramos nas palavras do anjo Gabriel, quando saudou a jovem Maria como aquela que é cheia de graça. Com estas palavras o anjo revela que nela não há pecado, pois está repleta da presença de Deus. A iniciativa de escolher Maria para ser a mãe do Messias foi de Deus, mas contou também com a concordância, com o sim da jovem de Nazaré. Também foi iniciativa divina preservar Maria de todo pecado, mas que contou com a sua obediência e fidelidade. De nada adiantaria Deus ter escolhido Maria e a ter preservado do pecado, se ela não tivesse acolhido o chamado do Senhor e a Ele consagrado sua vida. Deus respeita a liberdade humana e não nos obriga a responder afirmativamente a proposta que Ele nos faz. Por isso, Maria é para nós, um modelo de entrega total de si,...
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1º DOMINGO DO ADVENTO 1º DOMINGO DO ADVENTOIs 2,1-5 / Sl 121 / Rm 13,11-14a / Mt 24,37-44 O tempo do Advento não é apenas a caminhada de preparação para a celebração do Natal, mas um itinerário que nos educa espiritualmente para acolher o Senhor que vem a nós em cada momento da nossa história. Nos dois primeiros domingos celebramos o Advento Escatólogico, preparando-nos para a vinda gloriosa do Senhor, e no terceiro e quarto domingo, o Advento Natalino, manifestando a alegria pelo nascimento de Jesus. É o tempo de compreendermos que, o mesmo Senhor que veio ao encontro da humanidade, assumindo nossa condição humana, virá em sua glória, na manifestação plena do seu Reino de amor, de justiça e de paz. A espiritualidade deste primeiro domingo convida-nos a meditar sobre a vinda gloriosa do Senhor, a qual deve ser compreendida de forma dinâmica e não estática. A manifestação gloriosa do Senhor, ou a vinda do Filho do Homem, como disse Jesus, é o ápice do processo de plenificação do projeto de Deus, de salvação para toda humanidade. É, pois, uma caminhada de vitória da vida e do amor sobre o pecado e a morte. A vinda gloriosa do Senhor não significa o temido fim do mundo, pois Deus não destruirá sua criação, mas à plenificará. Infelizmente, a devastação da criação é resultado da ganância e da prepotência dos homens que não administram sabiamente a obra de Deus. O profeta Isaías anuncia os últimos tempos destacando duas características: a comunhão e a paz. Rompendo com o exclusivismo da cultura judaica, Isaías anuncia que todos os povos e nações serão reunidos no monte da casa do Senhor. A cidade de Jerusalém, edificada sobre o monte Sião, é apresentada como a fonte da sabedoria, dissipando a luz da Palavra do Senhor, a qual guiará todos os...
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SOLENIDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO SOLENIDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO2Sm 5,1-3 / Sl 121 / Cl 1,12-20 / Lc 23,35-43 Celebrando o último domingo do ano litúrgico, nossa Igreja convida-nos a contemplar na fé e na esperança a realização plena do projeto de Deus, de libertar a humanidade de todo mal e instaurar o seu Reino de justiça, amor e paz. Proclamamos, pois, que Jesus Cristo é o Senhor e Rei de todo o universo e que nós consagramos a Ele a nossa vida e a nossa história. São Paulo, em sua Carta aos Colossenses nos apresenta a realeza de Cristo como realização do plano divino de nos libertar do poder do pecado e da morte, e nos fazer participar do Seu Reino. Jesus, enquanto primogênito de toda a criação é o Senhor absoluto de todo o universo, pois por Ele e para Ele tudo foi criado, as coisas materiais e também as estruturas históricas e sociais. Por meio dEle, todo o universo foi reconciliado com Deus.Quando usamos a terminologia de reino ou de rei, sempre lembramos das formas humanas de autoridade e de governo, as quais muitas vezes confundem-se com dominação e opressão. Para celebramos e nos comprometermos com o reinado de Cristo, precisamos compreender que se trata de uma proposta alternativa, fundamentada nos valores divinos, de vida, fraternidade e paz. No início de sua história, o povo de Deus não tinha rei. Todos viviam em comunidade tendo a família, o clã, como estrutura fundamental. Com a escolha de Saul, e depois de Davi, como rei, os clãs foram unificados em uma monarquia. A história mostrou que os reis sucessores de Davi não foram fiéis ao projeto de Deus e não apascentaram o povo com justiça. A corrupção e a idolatria fizeram com que o povo perdesse a terra e...
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33º DOMINGO DO TEMPO COMUM 33º DOMINGO DO TEMPO COMUMMl 3,19-20a / Sl 97 / 2Ts 3,7-12 / Lc 21,5-19 Ao aproximar-nos do final do ano litúrgico, a liturgia nos convida a meditar sobre o sentido da nossa história. A Palavra de Deus revela que não somos guiados pelo acaso, tampouco caminhamos para a destruição, mas temos um destino certo: a manifestação do Reino de Deus e de sua justiça. Cabe a cada um de nós refletir sobre nossa participação nesse plano que o Senhor traçou para toda a humanidade. O profeta Malaquias anuncia a Palavra de Deus no tempo do pós-exílio, quando o povo estava se deixando dominar pela apatia religiosa e não mais confiava no amor de Deus e em sua justiça. Por isso, o profeta anuncia a certeza de que chegará o "dia do Senhor". Não se trata do fim do mundo, mas da intervenção de Deus na história, fazendo acontecer seu projeto de justiça e de paz. Essa intervenção divina revelará o projeto de cada pessoa, mostrando quem está em sintonia com o projeto de Deus e quem é seu opositor. Por isso o profeta anuncia este dia como sendo de destruição dos soberbos e ímpios, que queimarão como palha, e um dia de salvação aos que respeitam o Senhor, pois para estes nascerá o sol da justiça. Um tom semelhante utiliza Jesus ao falar da missão da Igreja e de cada discípulo. O contexto é a admiração de alguns diante do Templo de Jerusalém, em sua grandiosidade e beleza material. Ao anunciar sua destruição, Jesus mostra a transitoriedade das coisas materiais, por mais poderosas que sejam. Isso é um convite para reconhecermos que nada neste mundo é eterno, a não ser a presença de Deus, em sua Igreja e no coração de cada discípulo. Entretanto, esta presença não é marcada...
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32º DOMINGO DO TEMPO COMUM 32º DOMINGO DO TEMPO COMUM2Mc 7,1-2.9-14 / Sl 16 / 2Ts 2,16 - 3,5 / Lc 20,27-38 A liturgia deste domingo nos convida a meditar sobre o aspecto central da nossa fé cristã: a ressurreição. Jesus Cristo crucificado venceu a morte e ressuscitou. Este é o mistério Pascal, que celebramos em cada Eucaristia, anunciando a festa da Eucaristia eterna. Cristo ressuscitou e nós, que participamos da vida nova em Cristo pelo Batismo, também ressuscitaremos com Ele. Entre os judeus era comum a crença que, depois da morte, todos os seres vivos, bons e maus, iam para o xeol, a mansão dos mortos e ali permaneciam para sempre. Entretanto, cerca de 200 anos antes de Cristo, o rei selêucida Antíoco IV Epífanes obrigou o povo judeu a renegar sua fé e aqueles que permaneciam fiéis, eram assassinados. Nesse período de perseguição, a fé na ressurreição começou a ser vivenciada, pois aqueles que morriam fieis, dando testemunho da fé, acreditavam que o Senhor não seria infiel, e não os deixaria mortos para sempre. A fé que nasce neste momento garantia que os injustos, que provocavam o sofrimento e a dor ressuscitariam para a morte eterna, e os que permaneciam fiéis ao Senhor, ressuscitariam para a felicidade eterna. Nesse contexto entendemos o relato sobre os sete irmãos, mortos na presença da mãe, porque se recusaram a comer carne de porco; como isso era proibido pela Lei do Antigo Testamento, desobedecer equivalia a negar a própria fé. Eles preferiram morrer para este mundo e permanecer vivos para Deus na eternidade.Jesus confirma a certeza da ressurreição na controvérsia com os saduceus, um grupo ligado ao Templo e ao Sinédrio, formado pelas pessoas mais notórias da sociedade da época. Os saduceus não acreditavam na ressurreição, apoiando-se no fato de que nenhuma lei da Torá afirmava que...
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SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOSAp 7,2-4.9-14 / Sl 23 / 1Jo 3,1-3 / Mt 5,1-12a A Igreja nos convida a celebrar a festa da comunhão dos Santos, de todos os filhos e filhas de Deus que perseveraram na graça da santidade, aprofundando a união espiritual com Deus. O livro do Apocalipse nos apresenta uma visão teológica da comunhão dos santos, naquela multidão de vestes brancas, oriunda de todos os povos, línguas e nações, que diante do Trono e do Cordeiro, entoam um louvor eterno. Entretanto, há uma associação entre a santidade e o martírio, pois todos lavaram e alvejaram suas vestes, ou seja, sua existência, no sangue do Cordeiro. Como então entender essa associação entre a santidade, sinal de vida plena, e o martírio, que é uma experiência de morte? Meditar sobre a santidade é meditar sobre vida e morte, sobre viver e morrer. Não se trata de meditar sobre a morte, como se fosse algo real, pois para nós, cristãos, a morte não tem realidade em si mesma, mas é apenas o momento de transformação da nossa existência, quando mergulhamos plenamente no mistério de Deus. Santidade é uma experiência contínua de morrer para o homem velho, para a existência marcada pelo pecado e nascer para o homem novo, para uma vida nova em comunhão com o Senhor, até que se manifeste plenamente a presença de Deus em nós. É nesta perspectiva que entendemos quando Jesus propõe, como bem-aventurança, ser perseguido, ser caluniado, ter fome e sede de justiça, chorar. São realidades difíceis e exigentes, que não se assemelham com o modelo de felicidade e realização proposto pelo mundo. Entretanto, são um caminho de plenificação da nossa humanidade, na medida em que favorecem cada vez mais a libertação perante o pecado e, consequentemente, uma fidelidade mais completa ao Senhor. A...
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30º DOMINGO DO TEMPO COMUM 30º DOMINGO DO TEMPO COMUMEclo 35,15-17 / Sl 33 / 2Tm 4,6-8 / Lc 18,9-14 A liturgia deste domingo nos ensina que o caminho para alcançarmos a graça de Deus passa pelo reconhecimento humilde de nossas fragilidades, e por uma entrega confiante na bondade divina. Em nosso mundo hodierno, marcado pela valorização do maior, do mais importante, nem sempre é fácil para assumir as próprias limitações. A consciência das capacidades pessoais, se for alicerçada na arrogância e na prepotência, e num desejo de desprezar o outro, torna-se um obstáculo para experimentar a graça divina. É o que nos ensina Jesus, com a parábola do fariseu e do publicano, contada justamente para alertar aqueles que confiam somente em sua própria justiça e desprezavam os outros. O fariseu, reconhecidamente um homem fiel a Deus, era alguém que se emprenhava ao máximo para cumprir toda a Lei revelada na Antiga Aliança. Já o publicano, ou cobrador de impostos, era uma pessoa rejeitada por seu vínculo com o Império Romano, pois estava a serviço do regime de opressão, na cobrança de impostos. Aos olhos humanos, o fariseu estava salvo e o publicano estava condenado. Entretanto, Jesus mostra que o fariseu não alcançou a salvação, pois em seu diálogo com Deus, manifestou a arrogância de alguém que se considerava salvo por suas próprias capacidades humanas. E o cobrador de impostos, voltou para casa justificado porque assumiu com humildade sua condição humana. Deus não faz distinção entre as pessoas, pois quer salvar a todos em seu amor, como explicita o livro do Eclesiástico. No entanto, o Senhor acolhe o clamor da viúva e do órfão, ou seja, escuta aqueles que, em sua pequenez humana, confiam inteiramente em seu amor. Meditando a parábola contada por Jesus, percebemos que não é Deus quem faz a distinção entre eles,...
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29º DOMINGO DO TEMPO COMUM 29º DOMINGO DO TEMPO COMUMEx 17,8-13 / Sl 120 / 2Tm 3,14 - 4,2 / Lc 18,1-8 A Palavra de Deus deste domingo nos traz uma exortação que nos inquieta: é Deus quem pede que rezemos, pois quer que estejamos em diálogo com Ele, por meio da oração. Rezar, mais que um dever religioso, é a forma privilegiada de abrir-se à graça divina. É um diálogo amoroso com Deus, buscando comunhão com Sua sabedoria e Seu projeto de salvação. Por isso Jesus exorta os discípulos sobre a necessidade de rezar sempre e nunca desistir. O poder da oração nos é apresentado no conflito enfrentado pelos israelitas no deserto, rumo a Terra Prometida. Josué liderava o povo na luta e Moisés rezava. Enquanto Moisés mantinha as mãos levantadas, o povo vencia; quando abaixava as mãos, o povo era derrotado. Mais que um relato histórico, o episódio mostra que, quando estamos em comunhão com Deus, temos a força necessária para vencer todos os obstáculos. Erguer as mãos para o céu suplicando o auxílio divino é um gesto de humildade e de confiança. Humildemente reconhecemos que, sem Deus nada podemos fazer e, confiantes, suplicamos o Seu auxílio. Quando baixamos as mãos, ou seja, quando interrompemos a comunhão com o Senhor, confiando apenas em nossas capacidades humanas, ficamos fracos diante das adversidades que encontramos no caminho. Na parábola contada por Jesus sobre a viúva e o juiz, este é definido como alguém que não teme a Deus e não respeita homem algum, ou seja, alguém prepotente que se considera acima de tudo e de todos. A viúva é o símbolo do mais fraco e indefeso, daquele que não tem nenhum poder e por isso lhe é negado o acesso à justiça. Diante de seus pedidos insistentes para que lhe fosse feita a justiça, o...
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28º DOMINGO DO TEMPO COMUM 28º DOMINGO DO TEMPO COMUM2Rs 5,14-17 / Sl 97 / 2Tm 2,8-13 / Lc 17,11-19 Em nosso mundo marcado pela mentalidade de troca e pelo jogo de interesses, virtudes como a gratuidade e a gratidão estão sendo cada vez mais esquecidas. Para nos lembrar que a bondade gratuita de Deus sustenta e restaura nossa vida, a liturgia deste domingo ensina-nos que o reconhecimento do amor divino agindo em nossa história deve gerar em nosso coração a gratidão, por meio da qual acolhemos a graça da salvação que o Senhor nos concede. O livro do Reis relata o episódio da cura de Naamã, um general sírio que sofria com o mal da lepra e que foi ao encontro do profeta Eliseu, suplicando o auxílio divino. Ao perceber que estava curado, deseja presentear Eliseu que recusa, revelando que a ação de Deus é sempre gratuita. Tendo a vida transformada pela bondade divina, Naamã reconhece e acolhe-O como único e verdadeiro Senhor de sua vida, manifestado no gesto de levar um pouco de terra, para permanecer sempre em comunhão com o Deus de Israel. No Evangelho, São Lucas relata o episódio dos dez leprosos que vão ao encontro de Jesus suplicando compaixão. Jesus então, manda que vão apresentar-se aos sacerdotes, cumprindo o ritual prescrito na Lei do Antigo Testamento. Como o leproso era excluído do convívio social e religioso, em caso de cura, o enfermo deveria apresentar-se ao sacerdote para que este comprovasse a cura e permitisse sua reintegração social. Em seu relato, São Lucas afirma que, enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados, mas somente um, que era samaritano voltou. Os outros nove continuaram seu caminho, sem reconhecer a graça que tinham recebido de Deus. A este, que voltou para dar glórias a Deus, foi-lhe concedida a plenitude da salvação. Ora, tanto Naamã,...
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27º DOMINGO DO TEMPO COMUM 27º DOMINGO DO TEMPO COMUM Hab 1,2-3; 2,2-4 / Sl 94 / 2Tm 1,6-8.13-14 / Lc 17,5-10 A liturgia deste domingo convida-nos a meditar sobre o sentido da fé e suas implicações em nossa vida. Nossa Igreja ensina que a fé, em primeiro lugar, é um dom de Deus. É o Senhor que vem ao encontro do ser humano, revelando Seu plano de amor, oferecendo a possibilidade de um encontro profundo que dá sentido à vida. Mas como Deus nos criou livres, cada pessoa pode escolher aceitar ou não essa graça da salvação. Por isso, num segundo momento, a fé é também uma decisão humana. A quem aceita o Senhor, Ele vem e faz morada, manifestando Sua benevolência infinita. E um terceiro aspecto da fé é de ser sempre eclesial, comunitária. A Bíblia nos ensina que Deus se revelou a um povo e, em Jesus Cristo, formou o novo povo, na Nova Aliança. O encontro entre Deus e cada pessoa não acontece no isolamento e na solidão do individualismo, mas sempre no interior de uma vivência de comunhão, manifestada em gestos de fraternidade. A partir da realidade social em que vivia, nos anos que antecederam o exílio na Babilônia, o profeta Habacuc nos apresenta um diálogo existencial entre o ser humano e Deus. Buscando compreender o sentido da realidade, marcada pela violência e pela maldade, o homem questiona a ação de Deus, e Este convida-o a uma entrega confiante na ação de Sua sabedoria que conduz a história. A fé, mais do que um conjunto de doutrinas a serem seguidas, é um gesto de entrega total e confiante no amor de Deus. A afirmação de que o justo viverá por sua fé mostra que a fé tem uma implicação ética, na medida em que orienta as escolhas e decisões, conservando...
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25º DOMINGO DO TEMPO COMUM 25º DOMINGO DO TEMPO COMUMAm 8,4-7 / Sl 112 / 1Tm 2,1-8 / Lc 16,1-13 O mundo é dos espertos! Esse é o slogam que predomina em nossa sociedade atualmente. Quem tiver mais esperteza, obterá maiores vantagens materiais. Não são considerados os valores morais e nem se cogita pensar nas consequências éticas e sociais. Cada um deve lutar com as armas que possui, não importando se a corrupção seja a maior delas. E dessa forma, vai-se edificando uma sociedade onde predomina a injustiça e os mais fracos são relegados à miséria. Diante dessa realidade, a Palavra de Deus deste domingo é uma espada afiada, que penetra na mente e no coração dos cristãos, alertando para o perigo da idolatria do dinheiro, que causa a morte espiritual de quem se deixa dominar pela ganância e a morte física dos que são vítimas da corrupção. A realidade de corrupção já é denunciada por Amós como uma triste realidade que existia no séc. VIII aC, no Reino do Norte (Israel). Em meio à pobreza do povo, o profeta denuncia a corrupção dos comerciantes que adulteravam balanças e das autoridades que compravam o povo com um par de sandálias. E também alerta que essa corrupção, que maltrata os humildes e causa a miséria dos pobres, não passa despercebida diante do Senhor. Orientando os discípulos sobre o uso correto dos bens materiais, Jesus conta a parábola do administrador que não foi mais considerado digno de confiança pelo seu patrão e foi despedido. E, para não ficar na miséria, age com esperteza, diminuindo a conta dos credores afim de angariar favores futuros. Segundo a estrutura social da época, o administrador não tinha um salário fixo e recebia por uma espécie de comissão. O que o administrador fez foi diminuir sua comissão para conquistar amigos, revelando assim...
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24º DOMINGO DO TEMPO COMUM 24º DOMINGO DO TEMPO COMUMEx 32,7-11.13-14 / Sl 50 / 1Tm 1,12-17 / Lc 15,1-32 Na atual cultura marcada por tanta intolerância e espírito de vingança, que nega uma nova chance aos que caem no erro, Jesus Cristo revela-nos uma atitude diferente de Deus, sempre pronto para misericordiosamente perdoar os que "caem em si" e reconhecem que perderam o Seu amor paterno. Esse rosto misericordioso de Deus fora ofuscado no Antigo Testamento pela imagem de um Senhor legalista e até intolerante. Entretanto, o livro do Êxodo recorda um importante gesto de misericórdia divina, frente a idolatria do povo, que no deserto, a caminho da Terra Prometida, quebra a Aliança e forja um bezerro de metal para adorá-lo como seu senhor. Diante da intercessão de Moisés, Deus não rejeita seu povo e oferece o perdão. Perdoar não significa concordar com o erro, mas oferecer uma chance de salvação ao pecador que se arrepende. Deus não concorda com o pecado, mas está sempre pronto para salvar o pecador arrependido. A revelação da misericórdia divina é uma característica do Evangelho de Lucas, que tem seu "coração" no capítulo 15, com as três parábolas que retratam a alegria de Deus diante da conversão do pecador. As parábolas narram a perda de algo importante e a alegria pelo reencontro. Há uma progressão na importância do reencontro, que na primeira parábola é de uma ovelha, na segunda é de uma moeda e por fim, de um filho imaturo que abandona a casa paterna. Estas parábolas Jesus as conta para dois grupos distintos: de um lado os pecadores que reconheciam em Jesus a possibilidade da salvação e de outro os fariseus e mestres da Lei, que se consideravam justificados pela observância dos preceitos divinos. O diálogo é uma resposta que Jesus dá a estes, que se escandalizavam...
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Especial CF 2020

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Vídeo sobre Santa Dulce dos Pobres Abaixo um vídeo a respeito de Santa Dulce dos Pobres, escolhida como ícone da Campanha da Fraternidade de 2020. 
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Hino da CF 2020 Confira o clipe oficial do Hino da Campanha da Fraternidade 2020. 
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Oração e Estudo do Texto-Base da Campanha da Fraternidade 2020 Nesta seção, estão sendo disponibilizados os materiais utilizados no estudo da Campanha da Fraternidade 2020 na Diocese de São Carlos, além da...
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